Projeto Memória Petrobras
Realização Instituto Museu da Pessoa
Depoimento de Carlos Henrique Pereira da Silva
Entrevistado por Ana Lage
Mossoró, 16 de fevereiro de 2005
Código MPET_CB021 (CBRNCE021)
Código atual: PETRO_CB512
Transcrito por Susy Ramos
Revisado por Talita Galindo
P/1 – Boa tarde, seu Carlos Henrique!
R – Boa tarde!
P/1 – Eu gostaria de começar perguntando o seu nome completo, local e data de seu nascimento.
R – Meu nome é Carlos Henrique Pereira da Silva, nasci em Natal/RN, no dia 09 de fevereiro de 1959.
P/1 – Me conte, um pouco, como se deu o seu ingresso na empresa. Em que data e como?
R – Foi através de um concurso. Eu fui internado em um colégio militar, em 1979. Eu soube do concurso, já estava no final, e eu entrei. Eu fiz o concurso, e, no dia 09 de junho de 1980, aconteceu o meu ingresso. Foi assim que eu consegui ingressar.
P/1 – E o senhor foi trabalhar aonde?
R – Como?
P/1 – O senhor foi trabalhar aonde?
R – No início, foi no antigo suprimento, que, hoje, é o (____) e (____).
P/1 – Aqui, mesmo, em Mossoró/RN?
R – Foi em Natal. Eu comecei em Natal e em 1994 é que eu fui transferido, aqui, para Mossoró, e, também, para o (____). Aí, em 1999, eu fiz um curso de técnico em informática industrial e, em conseqüência, fiz o de técnico de instrumentação. No mesmo ano, no mês de abril, eu fui transferido para o que, hoje, é SOP/OM (Base da Petrobras em Mossoró/ Oficina de Manutenção), a oficina de manutenção.
P/1 – Hoje, o senhor trabalha na SOP/OM fazendo o quê?
R – Na verdade, fazendo calibração em válvulas de gás livre. Elas vêm do mar, quer dizer, são tiradas para a gente fazer a manutenção, a limpeza, a calibragem e para ela retornar ao poço, para fazer a elevação do petróleo.
P/1 – Me conte, um pouco, como é a Petrobras, aqui, em Mossoró.
R – A Petrobras, aqui, a gente pode dizer que é uma das empresas - pode, até, dizer - a mais...
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Projeto Memória Petrobras
Realização Instituto Museu da Pessoa
Depoimento de Carlos Henrique Pereira da Silva
Entrevistado por Ana Lage
Mossoró, 16 de fevereiro de 2005
Código MPET_CB021 (CBRNCE021)
Código atual: PETRO_CB512
Transcrito por Susy Ramos
Revisado por Talita Galindo
P/1 – Boa tarde, seu Carlos Henrique!
R – Boa tarde!
P/1 – Eu gostaria de começar perguntando o seu nome completo, local e data de seu nascimento.
R – Meu nome é Carlos Henrique Pereira da Silva, nasci em Natal/RN, no dia 09 de fevereiro de 1959.
P/1 – Me conte, um pouco, como se deu o seu ingresso na empresa. Em que data e como?
R – Foi através de um concurso. Eu fui internado em um colégio militar, em 1979. Eu soube do concurso, já estava no final, e eu entrei. Eu fiz o concurso, e, no dia 09 de junho de 1980, aconteceu o meu ingresso. Foi assim que eu consegui ingressar.
P/1 – E o senhor foi trabalhar aonde?
R – Como?
P/1 – O senhor foi trabalhar aonde?
R – No início, foi no antigo suprimento, que, hoje, é o (____) e (____).
P/1 – Aqui, mesmo, em Mossoró/RN?
R – Foi em Natal. Eu comecei em Natal e em 1994 é que eu fui transferido, aqui, para Mossoró, e, também, para o (____). Aí, em 1999, eu fiz um curso de técnico em informática industrial e, em conseqüência, fiz o de técnico de instrumentação. No mesmo ano, no mês de abril, eu fui transferido para o que, hoje, é SOP/OM (Base da Petrobras em Mossoró/ Oficina de Manutenção), a oficina de manutenção.
P/1 – Hoje, o senhor trabalha na SOP/OM fazendo o quê?
R – Na verdade, fazendo calibração em válvulas de gás livre. Elas vêm do mar, quer dizer, são tiradas para a gente fazer a manutenção, a limpeza, a calibragem e para ela retornar ao poço, para fazer a elevação do petróleo.
P/1 – Me conte, um pouco, como é a Petrobras, aqui, em Mossoró.
R – A Petrobras, aqui, a gente pode dizer que é uma das empresas - pode, até, dizer - a mais importante, porque ela tem, além dos empregos diretos, os indiretos, o comércio... se compra muito no comércio, então, é assim que ela tem uma influência muito grande na cidade de Mossoró. Como ela é uma empresa muito grande, compra muito material, ela tem muito prestígio. Pelo pessoal, aqui, ela é muito respeitada. Todo mundo, sempre, quer tê-la aqui para que tenha esse desenvolvimento de Mossoró.
P/1 – Quais as suas lembranças marcantes da empresa? Quando você lembra da Petrobras, o que vem na sua cabeça?
R – Foi, também, logo no início. Eu estava desempregado, não tinha emprego. No início, a gente trabalhava muito no Natal, Ano Novo, pois tinha um pessoal mais amigo e a gente ia e trabalhava... Mas foi bom. Tem, também, por exemplo, em 1982, mais ou menos, eu fui trabalhar em Icapuí/CE, só que, lá, não tinha nem como a gente se comunicar, era por meio de rádio amador. A minha esposa ia para a base e, pelo rádio amador, a gente se comunicava. A gente ficava, lá, na faixa de 15, 20 dias. Aí, tinha o que fazer, vinha para Mossoró, era meio complicado.
P/1 – Imagino!
R – Mas foi evoluindo. Hoje em dia, as coisas estão diferentes, é tudo mais fácil, mais… (____________).
P/1 – Tem alguma história que o senhor queira contar para a gente? Uma história engraçada que tenha acontecido durante o seu trabalho? Algum fato curioso?
R – Talvez tenha, mas, agora, no momento, não estou lembrado, não!
P/1 – Vamos passar para outro assunto e, se o senhor se lembrar, pode me interromper e falar. O senhor, atualmente, exerce um cargo no sindicato? O senhor sempre foi sindicalizado, desde que entrou?
R – Sempre! Agora, sei que é o seguinte: eu participava com o pessoal, mas nunca havia participado da diretoria, mas, sempre, ajudava, fazia algo quando precisava, se tinha alguma coisa para a gente fazer, alguma greve, alguma coisa, eu, sempre, estava junto. Aí, foi passando o tempo, o pessoal me chamando... Aí, quando foi agora, na eleição passada, o pessoal me chamou: “Você sempre participa!”, “Tudo bem”. Eu entrei para a diretoria, assumindo o cargo de conselheiro fiscal. Tem que falar com o pessoal como está...
P/1 – Na sua opinião, quais foram as principais conquistas do sindicato para os trabalhadores?
R – As conquistas, realmente, foram muitas. Nós temos várias, principalmente, para os novos. A Petrobras, há um tempo, estava retirando alguns direitos deles.
P/1 – Como assim?
R – Por exemplo: o próprio anuênio, não queria dar o total da (gratificação?) de férias, eles queriam dar uma parte, está entendendo? Eles queriam dar o que eles chamam de quinquênio. Então, o sindicato conseguiu reverter esse quadro para que eles, também, tivessem os direitos que os antigos têm.
P/1 – Mais alguma conquista?
R – No momento, não me lembro, mas há mais algumas.
P/1 – Na sua opinião, como está a relação, hoje, do sindicato com a empresa, comparada ao que era antes? O senhor acha que está melhor ou está pior? Como é essa relação?
R – A relação, agora, está muito melhor. Antigamente, era mais fechada. Antes, na ditadura, a gente nem fala. No governo FHC, ficava aquele clima. Agora, está bem, o pessoal do PT (Partido dos Trabalhadores) na governança, mas tem, ainda, aquelas discórdias, porque não pode, também, concordar com tudo. A gente, aos poucos, cede em um lado, vai conseguindo outro, pois não podemos, digamos, conseguir todas as conquistas num curto tempo. Com o passar do tempo, vemos se a gente consegue mais...
P/1 – Na sua opinião, qual foi a maior mudança? Hoje, com o governo Lula em relação ao sindicato? O que está diferente do governo anterior?
R – Vemos mais a realidade do global. É aquele negócio: a gente nota que, antigamente, a gerência e o pessoal eram mais autoritários. Eles queriam aquilo, batiam o martelo e acabou-se! Hoje, eles já estão mais... vêm conversar, discutir com a gente.
P/1 – Mais flexível?
R – É, flexível, porque, antigamente, era mais… era aquilo que ele queria e acabou-se, batia o martelo e tchau! Agora, lógico, eles têm a autonomia deles que ninguém tira, mas estão mais flexíveis, dá para a gente, pelo menos, conversar.
P/1 – Queria que o senhor desse a sua opinião: o que achou de ter participado do projeto, de ter dado o seu depoimento? Qual a sua avaliação?
R – Na realidade eu acho, até, importante. Vou completar 25 anos de Petrobras, no dia 09 de junho, e nunca tive uma oportunidade dessa, sabe? Ela faz as comemorações dela, mas nunca... Então, me senti muito importante, espero que aconteça de fazer isso quando tiver... dar esse depoimento.
P/1 – Mais alguma coisa que o senhor queira falar, que queira deixar registrada?
R – Não, por enquanto queria agradecer a vocês pelo apoio, pela atenção, e muito obrigado!
P/1 – Eu é que agradeço! Muito obrigado pela sua participação!
--- FIM DA ENTREVISTA ---
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