Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Por: Bianca Corrêa de Souza, 20 de abril de 2017

Bibliografia de Ivanete Panfietti

Esta história contém:

No dia 15 de outubro de 1955, nasce Ivanete Panfietti Corrêa, que hoje tem 61 anos, na água da Arara em Santa Mariana, com seus 6 irmãos. Veio ao mundo por uma parteira, porque naquela época era difícil, não existia médico, e ninguém tinha dinheiro para levar ao hospital para as mulheres terem seus filhos. Foi criada muito humilde, era muita pobreza, era muito difícil. Ela morava em um sítio, 7 km da cidade. Quase não teve infância, porque mal começou a andar e falar, sua mãe já levou para a roça pra ela trabalhar e deixava seus filhos embaixo de uma sombra. Nunca teve uma boneca, fazia suas bonecas de espigas de milho, abobrinha de pescoço. Ela e seus irmãos quase não tiveram infância, porque tudo que sua mãe mandava fazer dentro de casa, mesmo pequena, tinham que fazer, podendo ou não, faziam devagar. Aos 6 anos, seu pai, já levava pra roca, pra tirar pés de feijões, que dava pra tirar. Aos 7 anos, começou a estudar, logo que chegava da escola, tirava seu uniforme, almoçava, e ia pra roca ajudar seus pais. Ivanete quase não estudou, fez o primeiro e segundo ano do primário, quando chegou no terceiro, seu pai começou a mandar ela ir pra roça de vez, isso com 9,10 anos Ela só tem o segundo ano do fundamental completo, quase analfabeta, mas com a força da mente e força de vontade, aprendeu a ler e escrever direito. Para ir à escola, tinha que ir a pé, era muito longe, 1,5 km, chovendo ou não, tinha que ir. Nasceu no sítio em Santa Mariana de seu pai. Com 17 anos, já estava namorando, estava noiva, seu pai resolve vender suas terras, que eram poucas, para comprar maior, foi quando ela se mudou para o município de Rancho Alegre, onde compraram 5 alqueires de terra, porém o sítio era mais longe da cidade, eram 10 km de Rancho Alegre. Quando tinha que ir pra cidade, iam de charrete com rodas duras e um cavalo, e ainda era difícil de seu pai deixar usá-la. Seu pai foi muito rígido. Pontos de ônibus, quando...

Continuar leitura
Palavras-chave: memória viva

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Tecendo as linhas das memórias Mura
Vídeo Texto
Do sítio do pica-pau amarelo à família que emociona
Vídeo Texto
“A Economia Solidária é um jeito de viver”
Vídeo Texto
Maria Rosana Ferreira Navarro
Vídeo Texto

Maria Rosana Ferreira Navarro

Maria Rosana Ferreira Navarro
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.