Doze horas do dia 28 de fevereiro de 2010, domingo.
O amazonense, após almoçar com sua família, prepara-se para viajar a Brasília onde participaria de um encontro patrocinado pelo DEPAN, hoje DEGEM, no qual seriam apresentados os resultados do plano de trabalho de 2009 e discutido e montado o de 2010, além de outras atividades relacionadas à sua área de trabalho.
Após aproximadamente três horas de uma viagem relativamente tranqüila, chega a Brasília. Acostumado com este tipo de viagem, o amazonense, ao invés de chamar imediatamente um táxi, segue calmamente para local estratégico onde costumeiramente os funcionários que chegam aquela capital aguardam o transporte para deslocamento até o hotel no qual a reserva de hospedagem foi feita.
Após aguardar alguns minutos eis que surge sua vizinha de estado Marli, do Pará e logo em seguida, outra vizinha, desta vez é a Janilma, do Amapá. Os três pegam apenas um táxi e rumam para o hotel e após tomarem banho e trocarem de roupa seguem para um shopping onde encontram diversos colegas de outros estados que haviam chegado mais cedo. Jantam, conversam e retornam ao hotel para descansar.
Durante todo o decorrer da semana, de segunda a sexta, os trabalhos se desenrolam a uma velocidade e nível incríveis. É chegada a hora de todos retornarem aos seus estados e às suas famílias. As despedidas sempre são tristes, porém, a certeza do dever cumprido nos anima.
No aeroporto, como sempre, a maioria se reúne mais uma vez enquanto aguardam o momento do embarque. A turma vai diminuindo. Desta vez não foi diferente. De repente estávamos apenas eu e o colega Humberto (Piauí) e quando eu falei que havia chegada a hora do meu embarque o mesmo argumentou com a voz embargada “Muniz, eu vou ficar sozinho aqui, cara”.
O Amazonense se despede e segue para o embarque que, curiosamente, aconteceu no horário marcado.
22;40. o vôo trazendo o amazonense de volta para casa decola do aeroporto...
Continuar leitura
Doze horas do dia 28 de fevereiro de 2010, domingo.
O amazonense, após almoçar com sua família, prepara-se para viajar a Brasília onde participaria de um encontro patrocinado pelo DEPAN, hoje DEGEM, no qual seriam apresentados os resultados do plano de trabalho de 2009 e discutido e montado o de 2010, além de outras atividades relacionadas à sua área de trabalho.
Após aproximadamente três horas de uma viagem relativamente tranqüila, chega a Brasília. Acostumado com este tipo de viagem, o amazonense, ao invés de chamar imediatamente um táxi, segue calmamente para local estratégico onde costumeiramente os funcionários que chegam aquela capital aguardam o transporte para deslocamento até o hotel no qual a reserva de hospedagem foi feita.
Após aguardar alguns minutos eis que surge sua vizinha de estado Marli, do Pará e logo em seguida, outra vizinha, desta vez é a Janilma, do Amapá. Os três pegam apenas um táxi e rumam para o hotel e após tomarem banho e trocarem de roupa seguem para um shopping onde encontram diversos colegas de outros estados que haviam chegado mais cedo. Jantam, conversam e retornam ao hotel para descansar.
Durante todo o decorrer da semana, de segunda a sexta, os trabalhos se desenrolam a uma velocidade e nível incríveis. É chegada a hora de todos retornarem aos seus estados e às suas famílias. As despedidas sempre são tristes, porém, a certeza do dever cumprido nos anima.
No aeroporto, como sempre, a maioria se reúne mais uma vez enquanto aguardam o momento do embarque. A turma vai diminuindo. Desta vez não foi diferente. De repente estávamos apenas eu e o colega Humberto (Piauí) e quando eu falei que havia chegada a hora do meu embarque o mesmo argumentou com a voz embargada “Muniz, eu vou ficar sozinho aqui, cara”.
O Amazonense se despede e segue para o embarque que, curiosamente, aconteceu no horário marcado.
22;40. o vôo trazendo o amazonense de volta para casa decola do aeroporto de Brasília (não digitei no nome porque é muito complicado).
Vale a menção de uma tremenda coincidência. Viajei na poltrona da janela da fileira 25 e na do corredor da mesma fileira viajava a colega Ana, de RR.
Da mesma forma que na ida, a volta foi mais ou menos tranqüila não fossem algumas áreas de instabilidade que deixavam a todos bastante apreensivos.
O INICIO DA GRANDE AVENTURA.
Aproximávamos-nos de Manaus e o piloto iniciou os procedimentos de pouso. Quando os aviões chegam a Manaus, cruzam o rio Negro, fazem uma curva acentuada à direita e iniciam a aproximação da pista, perdendo altura na medida em que o momento do pouso vai chegando.
Desta vez, o avião perdia altura, e o amazonense, olhando pela janela, começa a se preocupar, imaginando o quanto o avião já havia descido e nada de a visibilidade abrir.
Mais uma descida, nada de visibilidade. O amazonense pensa: esse negócio vai dar de barriga no chão na próxima descida. Não sei explicar, mas o piloto deve ter pensado a mesma coisa e arremeteu de forma tão brusca que pensamos que o avião fosse explodir de tanta pressão que foi dada.
O amazonense já havia passado por uma situação parecida em uma de suas viagens ai Rio de janeiro, só que aquela experiência aconteceu no inicio da manhã e foi legal porque o avião ficou sobrevoando a cidade por mais de meia hora enquanto aguardava nova oportunidade para pousar.
Aqui não, era noite e a escuridão no céu deixava a visibilidade = 0. Sobrevoamos Manaus duas vezes e seguimos ruma a Boa Vista/RR. Para a colega Ana, foi ótimo, chegou uma hora antes do previsto. Para o Amazonense!
Primeiro a tripulação mandou desembarcar os passageiros cujo destino era Boa Vista. Em seguida, quando pensávamos que íamos retorna a Manaus, mandaram que desembarcássemos e aguardássemos. Até aí, tudo bem, porém, quando percebemos uma movimentação mais intensa, vimos que estavam embarcando os passageiros do vôo de Boa Vista para Manaus.
Houve o início de uma tremenda confusão. Havia, entre os passageiros, um casal de amazonenses que residem atualmente em BH e que estava viajando para participar da festa de bodas de ouro dos pais do senhor, que aparentava mais ou menos uns sessenta anos e percebi que o mesmo estava bastante irritado e reclamando muito e, sua esposa demonstrava muita preocupação com sua saúde. O amazonense, como quem não quer nada, aproximou-se dos dois e passou a conversar, inclusive, comentando que aquela situação era em parte normal se pensássemos o que poderia ter acontecido se o piloto tivesse tentado pousar em Manaus. O Senhor se acalmou e nasceu ali uma amizade de conterrâneos.
A companhia aérea ofereceu duas opções: retornarmos a BSB e aguardarmos uma nova oportunidade para voltarmos a Manaus ou aguardarmos para que fossemos colocados no vôo de outra companhia na tarde do dia seguinte.
Algumas pessoas aceitaram a primeira e nós optamos pela segunda. Um complicador a mais: A bagagem dos passageiros que haviam embarcado havia sido colocada por cima da nossa. Quando a última mala foi retirada (a do amazonense), o relógio marcava 04,45Hs do dia seis.
Chegamos ao hotel às 05;30 e após os procedimentos de registro, às 06;00h consegui entrar no quarto para descansar. Havia combinado com o casal que acordaríamos às 08;00h e iríamos para o aeroporto resolver nossa vida. Tomei um bom banho e, quando estava me preparando para deitar alguém bate na porta e diz: vamos, está na hora.
Somente depois consegui a explicação. O Senhor não havia atualizado seu relógio e o mesmo continuava adiantado uma hora em relação ao meu.
O amazonense, “pouco” cansado e “sem” sono coloca novamente a roupa e segue para o saguão do hotel, antes de chegar, ainda no corredor, ouve a exaltação de seu novo amigo. Havia acontecido simplesmente o seguinte: a companhia havia ligado e informado que não havia conseguido vaga na outra companhia que tinha um vôo para Manaus à tarde e que talvez conseguisse nos encaixar em outro na madrugada do dia 7 (domingo).
A festa de bodas de ouro, motivo da viagem do casal seria no sábado. Foi então que o novo amigo do amazonense soltou a frase que o mesmo não queria ouvir: “meu amigo, estamos indo de táxi e você vai conosco”.
Após muitas argumentações e apelos da esposa do empresário, percebi que os mesmos estavam receosos de fazer aquela viagem de mais de 800 quilômetros apenas com a companhia do motorista. A última argumentação foi de que eu estava desprevenido monetariamente, porém, não houve jeito, o cara já havia pago o táxi e separada até mesmo a grana para o almoço e merendas.
Partimos de Boa Vista por volta das oito horas. O motorista, um senhor de aproximadamente 55 anos nos falou logo que pegamos a estrada: “amigos, o caso é o seguinte: teremos aproximadamente 150 quilômetros de estrada em excelentes condições, após, está horrível, posso acelerar um pouco mais para ganharmos tempo nesse primeiro trecho?”. Ao que o amazonense respondeu: sim, porém, não esqueça que estamos com bastante pressa, no entanto, não estamos desesperados. Tenha bastante cuidado.
A viagem prosseguiu em uma velocidade que tenho medo até de falar, ali por volta de 160/170 km/h.
Ele realmente tinha razão. Quando acabou a parte boa começou uma buraqueira que não tinha fim. A impressão era que havia buraco às margens da estrada esperando a vez de entrar. Apenas para se ter uma idéia, parte da reserva, aproximadamente 75 km, fizemos em mais de duas horas.
A viagem, em sua totalidade, foi boa, apesar de cansativa. O relógio marcava exatamente 19h30min quando o táxi parou em frente da casa do amazonense em Manaus.
A casa tem quatro degraus para acesso à porta principal. Naquela altura do campeonato, o maior sonho do amazonense era que alguém ficasse no topo da escada para ajudá-lo a escalar aqueles quatro degraus, isso sem contar com o desejo de que um filho de Deus o ajudasse a transportar sua pesadíssima mala de mais três quilos.
A sorte foi tão grande que um dos filhos conversava na calçada com um amigo e a esposa estava na janela aguardando a chegada. Pois bem. O filho pegou a mala e a esposa estendeu a mão para praticamente içar o amazonense para dentro de casa.
Recolher