Quando se esta perto, é dificil reconhecer demonstrar e dizer o quanto amamos e saber o quanto somos amados... Às vezes é preciso perder...
Era agosto de 1997, quando meu mundo caiu: minha avó morria aos 82 anos. No começo eu não acreditava, me fechei em um mundo de ilusões e irrealidade. Não aceitava, esperava-a a cada nova manhã, não deixava que retirassem suas coisas de nosso quarto (eu dormia com ela), não aceitava a idéia de que não pudesse mais abraçá-la, sentir seu cheiro e ouvir o som da sua voz cantando pra eu dormir.
Até então eu não havia chorado. Assisti tudo: o enterro, a dor de minha mãe, a saudade de minha irmã... Tudo sem derramar uma só lágrima, até chegar o dia em que cansei de esperar e vi que meu mundo havia se desfeito e só restavam lembranças e saudades daquela que tanto amei, porém em meio a pressa do dia a dia, da mania de sempre deixar pra depois não pude dizer, talvez tenha dito em gestos, mas hoje sei que não é o bastante.
É preciso que haja mais tempo pra se dizer eu te amo, você é importante pra mim...eu aprendi da forma mais dificil: perdendo e o tempo não volta e a vida segue seu rumo.
Sempre vou me lembrar dela com amor, lembrar do seu carinho e cuidado... Do jeito que arrumava meu cabelo, do bolo quentinho pro café da tarde, da chicara de café com leite prontinha ao chegar da escola. Vou lembrar das cantigas, das brigas e das desculpas em forma de bilhete deixados no sofá...
E se hoje fosse escrever um bilhete diria: "Ainda estou aqui esperando para dizer que te amo, pensando como seria se ainda estivesse aqui, lembrando o quanto tua presença me fazia feliz...e s pudesse fazer um pedido, pediria apenas um último abraço teu..."
Hoje, alguns anos mais velha, sei o quanto errado é passar pela vida sem deixar aquele que amamos sem uma palavra de carinho e afeto. Pode ser a última chance que teremos, por isso digo a meus pais que os amo todos os dias ao ligar, mando cartas a meus tio falando de...
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Quando se esta perto, é dificil reconhecer demonstrar e dizer o quanto amamos e saber o quanto somos amados... Às vezes é preciso perder...
Era agosto de 1997, quando meu mundo caiu: minha avó morria aos 82 anos. No começo eu não acreditava, me fechei em um mundo de ilusões e irrealidade. Não aceitava, esperava-a a cada nova manhã, não deixava que retirassem suas coisas de nosso quarto (eu dormia com ela), não aceitava a idéia de que não pudesse mais abraçá-la, sentir seu cheiro e ouvir o som da sua voz cantando pra eu dormir.
Até então eu não havia chorado. Assisti tudo: o enterro, a dor de minha mãe, a saudade de minha irmã... Tudo sem derramar uma só lágrima, até chegar o dia em que cansei de esperar e vi que meu mundo havia se desfeito e só restavam lembranças e saudades daquela que tanto amei, porém em meio a pressa do dia a dia, da mania de sempre deixar pra depois não pude dizer, talvez tenha dito em gestos, mas hoje sei que não é o bastante.
É preciso que haja mais tempo pra se dizer eu te amo, você é importante pra mim...eu aprendi da forma mais dificil: perdendo e o tempo não volta e a vida segue seu rumo.
Sempre vou me lembrar dela com amor, lembrar do seu carinho e cuidado... Do jeito que arrumava meu cabelo, do bolo quentinho pro café da tarde, da chicara de café com leite prontinha ao chegar da escola. Vou lembrar das cantigas, das brigas e das desculpas em forma de bilhete deixados no sofá...
E se hoje fosse escrever um bilhete diria: "Ainda estou aqui esperando para dizer que te amo, pensando como seria se ainda estivesse aqui, lembrando o quanto tua presença me fazia feliz...e s pudesse fazer um pedido, pediria apenas um último abraço teu..."
Hoje, alguns anos mais velha, sei o quanto errado é passar pela vida sem deixar aquele que amamos sem uma palavra de carinho e afeto. Pode ser a última chance que teremos, por isso digo a meus pais que os amo todos os dias ao ligar, mando cartas a meus tio falando de tudo inclusive do meu amor, mando e-mails a minha irmã dizendo o tempo todo da minha saudade e de sua importância em minha vida. Mando briquendos aos meus sobrinhos pra que eles saibam que mesmo longe eu lembro deles... Nunca mais deixarei de falar sobre meu amor assim se um dia eu me for, irei com a certeza de que fiz alguém feliz.
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