Facebook Informações Ir direto ao conteúdo

Aprendendo a reencontrar o caminho do amor

Esta história contém:

Quando se esta perto, é dificil reconhecer demonstrar e dizer o quanto amamos e saber o quanto somos amados... Às vezes é preciso perder...

Era agosto de 1997, quando meu mundo caiu: minha avó morria aos 82 anos. No começo eu não acreditava, me fechei em um mundo de ilusões e irrealidade. Não aceitava, esperava-a a cada nova manhã, não deixava que retirassem suas coisas de nosso quarto (eu dormia com ela), não aceitava a idéia de que não pudesse mais abraçá-la, sentir seu cheiro e ouvir o som da sua voz cantando pra eu dormir.

Até então eu não havia chorado. Assisti tudo: o enterro, a dor de minha mãe, a saudade de minha irmã... Tudo sem derramar uma só lágrima, até chegar o dia em que cansei de esperar e vi que meu mundo havia se desfeito e só restavam lembranças e saudades daquela que tanto amei, porém em meio a pressa do dia a dia, da mania de sempre deixar pra depois não pude dizer, talvez tenha dito em gestos, mas hoje sei que não é o bastante.

É preciso que haja mais tempo pra se dizer eu te amo, você é importante pra mim...eu aprendi da forma mais dificil: perdendo e o tempo não volta e a vida segue seu rumo.

Sempre vou me lembrar dela com amor, lembrar do seu carinho e cuidado... Do jeito que arrumava meu cabelo, do bolo quentinho pro café da tarde, da chicara de café com leite prontinha ao chegar da escola. Vou lembrar das cantigas, das brigas e das desculpas em forma de bilhete deixados no sofá...

E se hoje fosse escrever um bilhete diria: "Ainda estou aqui esperando para dizer que te amo, pensando como seria se ainda estivesse aqui, lembrando o quanto tua presença me fazia feliz...e s pudesse fazer um pedido, pediria apenas um último abraço teu..."

Hoje, alguns anos mais velha, sei o quanto errado é passar pela vida sem deixar aquele que amamos sem uma palavra de carinho e afeto. Pode ser a última chance que teremos, por isso digo a meus pais que os amo todos os dias ao ligar, mando cartas a meus tio falando de...

Continuar leitura

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Uma vida de luta
Texto

Clarisse Diniz e Paiva

Uma vida de luta
Movido a paixões
Vídeo Texto

Antônio Leandro Ribeiro

Movido a paixões
Em terras além mar
Texto

Clarisse Diniz e Paiva

Em terras além mar
Todos nós precisamos de amor
Vídeo Texto

Andreia Aparecida Evangelista

Todos nós precisamos de amor
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.