P/1- Boa tarde.
R/1- Boa tarde.
P/1- Gostaria que você começasse falando seu nome completo, data e local de nascimento.
R/1- Meu nome é Alessandro Massaroti. Eu nasci em São Paulo e nasci no dia 19 de novembro de 1958.
P/1- Alessandro, como que você ingressou na AmBev? Quando foi isso?
R/1- Ingressei na AmBev em fevereiro de 1979. Inicialmente como Estagiário, depois de 3 anos eu passei a Técnico, depois passei a Sub-encarregado de Oficina, depois a Encarregado de Oficina. Aí, depois, eu fui transferido lá da Mooca, de São Paulo, aqui pra unidade de Jaguariúna, em [19]97. Assumi a função de Supervisor de Manutenção Mecânica. E hoje, atualmente, estou exercendo a função de Gerente de Engenharia.
P/1- E, Alessandro, você entrou na Mooca. Como que foi sua entrada? Como que você soube que estava precisando de uma vaga, como que foi isso?
R/1- Então, na época, aconteceu o seguinte: eu estava me formando e as empresas faziam as solicitações de estagiários. Então, eu tive a oportunidade de escolher entre três empresas. Uma que era a Antarctica, a General Eletric e ______________. E a minha opção foi a Antarctica, por uma série de fatores: a proximidade, o tipo de empresa que era. Então essa foi a minha opção.
P/1- E tinha alguém da sua família que já trabalhava na Antarctica?
R/1- Sim, naquela época, eu tinha um tio meu que era topógrafo, que já trabalhava lá na Antarctica da Mooca.
P/1- E como que era a Antarctica lá na Mooca esse período, na década de 70.
R/1- Como assim? Em termos de fábrica?
R/1- É, de fábrica...
R/1- Bom, era a maior unidade do grupo, a Antarctica da Mooca. Só na parte administrativa existiam cerca de 2 mil funcionários, porque coordenava - em termos de administração – o Brasil, a nível de um todo. E nós tínhamos lá os segmentos, que eram cerveja, refrigerante e envasamento de chope.
P/1- E como que foi quando a Antarctica começou a diminuir a Mooca e começou a transferir pra...
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P/1- Boa tarde.
R/1- Boa tarde.
P/1- Gostaria que você começasse falando seu nome completo, data e local de nascimento.
R/1- Meu nome é Alessandro Massaroti. Eu nasci em São Paulo e nasci no dia 19 de novembro de 1958.
P/1- Alessandro, como que você ingressou na AmBev? Quando foi isso?
R/1- Ingressei na AmBev em fevereiro de 1979. Inicialmente como Estagiário, depois de 3 anos eu passei a Técnico, depois passei a Sub-encarregado de Oficina, depois a Encarregado de Oficina. Aí, depois, eu fui transferido lá da Mooca, de São Paulo, aqui pra unidade de Jaguariúna, em [19]97. Assumi a função de Supervisor de Manutenção Mecânica. E hoje, atualmente, estou exercendo a função de Gerente de Engenharia.
P/1- E, Alessandro, você entrou na Mooca. Como que foi sua entrada? Como que você soube que estava precisando de uma vaga, como que foi isso?
R/1- Então, na época, aconteceu o seguinte: eu estava me formando e as empresas faziam as solicitações de estagiários. Então, eu tive a oportunidade de escolher entre três empresas. Uma que era a Antarctica, a General Eletric e ______________. E a minha opção foi a Antarctica, por uma série de fatores: a proximidade, o tipo de empresa que era. Então essa foi a minha opção.
P/1- E tinha alguém da sua família que já trabalhava na Antarctica?
R/1- Sim, naquela época, eu tinha um tio meu que era topógrafo, que já trabalhava lá na Antarctica da Mooca.
P/1- E como que era a Antarctica lá na Mooca esse período, na década de 70.
R/1- Como assim? Em termos de fábrica?
R/1- É, de fábrica...
R/1- Bom, era a maior unidade do grupo, a Antarctica da Mooca. Só na parte administrativa existiam cerca de 2 mil funcionários, porque coordenava - em termos de administração – o Brasil, a nível de um todo. E nós tínhamos lá os segmentos, que eram cerveja, refrigerante e envasamento de chope.
P/1- E como que foi quando a Antarctica começou a diminuir a Mooca e começou a transferir pra Jaguariúna?
R/1- Tá. É, foi um momento bastante triste na história da unidade, porque muitas pessoas acabaram indo embora, acabaram se aposentando em função desse segmento. E a empresa, naquela época, foi reduzindo os setores daquela unidade, principalmente na parte de cerveja e migrando toda a produção aqui pra unidade de Jaguariúna. Aí, acabou ficando lá só a parte de refrigerante.
P/1- E você veio nessa primeira?
R/1- Não, eu já vim um pouco antes de iniciar essas reduções, a convite lá da, na época, do meu gerente, pra ser o supervisor, aqui, de Manutenção Mecânica na unidade, que estava necessitando naquele momento.
P/1- E como que foi essa mudança da Mooca, que era uma coisa, assim, antiga, de muitos anos, tinha uma história, e aqui que era novo. Como que foi essa...
R/1- É, a mudança, ela tem dois pontos diferentes: Um deles é justamente um momento de tristeza em você ver a unidade terminado seus segmentos e transferindo toda a produção pra uma outra unidade. E a outra oportunidade era estar vindo pra cá, conhecendo uma cervejaria de tecnologia de ponta, naquela época, que ajudou muito no desenvolvimento profissional. E também conhecimento de outras pessoas, de novas pessoas.
P/1- E, assim, as instalações, tinha uma diferença muito grande? Porque Jaguariúna é uma fábrica muito moderna, né ?
R/1- Sim, com certeza. Com relação à parte de instalações, a unidade da Mooca era uma unidade bastante antiga em termos de edificações e equipamentos também. Então, não dava nem pra estabelecer, assim, uma comparação, exceto por alguns setores que eram recentes naquela unidade, que você poderia estar falando que era motivo de estar se comparando uma com a outra. Caso contrário, era bastante divergente uma unidade em relação à outra, não só no tipo de edificações, como equipamentos também.
P/1- E aí, você mudou pra Jaguariúna com a família?
R/1- Então, aí foi o seguinte, eu vim pra cá inicialmente sozinho, em agosto do ano de [19]97 e acabei transferindo a família só no final do ano mesmo. Por quê? Porque eles estavam em escola, estudando, então ficava difícil fazer um movimento naquele momento. Então, o que eu fiz? Eu vim pra cá sozinho e, no final do ano, eu transferi toda a família. Aí, nós começamos a morar aqui em Jaguariúna no início do ano, em janeiro de [19]98.
P/1- E deu tudo certo?
R/1- Deu tudo certo. A esposa teve um pouco de dificuldade na adaptação, mas as crianças muito pelo contrário, porque em São Paulo viviam presas, trancafiadas em apartamento, vamos dizer assim. E aqui, eles tinham toda a liberdade do mundo, em termos de lazer, principalmente na rua que era uma rua sem saída. Então, eles andavam de bicicleta, brincavam praticamente o dia todo. Coisa que a gente não via mais em São Paulo: bolinha de gude, peão...Então a molecada se divertia muito.
P/1- E quando mudou pra cá, assim, Jaguariúna, ela é uma fábrica moderna e tem uma preocupação muito grande com a questão ambiental. Como que é isso?
R/1- Não, veja bem, eu acho isso aí muito importante, na questão ambiental. Primeiro porque o nosso produto depende muito de água, então a gente tem que cuidar bem na parte de tratamento de efluentes, pra gente poder sobreviver como fábrica, a gente precisa dessa água pro nosso produto. Então acho muito importante a empresa ter esse tipo de preocupação. Tanto é que ela devolve, o efluente, em melhores condições do que ela capta, muitas vezes. Dependendo de como o rio está. Além disso, com relação ao meio ambiente, tem a parte de reflorestamento, que é muito importante. E também algumas campanhas aí, com relação à parte de reciclagem, com relação à lata, garrafa PET...
P/1- E que fazem campanhas, não só fora, como dentro.
R/1- Como dentro. Fora e dentro da fábrica.
P/1- Como que foi pra você quando a Antarctica deixou de ser só Antarctica, que se transformou numa AmBev?
R/1- Tá.
P/1- Como que é essa... Foi susto?
R/1- É. Pra mim, foi um primeiro momento, assim, eu me preocupei bastante. Porque a Antarctica estava sendo comprada, vamos dizer assim. Então, a gente ficava imaginando o que poderia acontecer. Então, tinha que mostrar muito a capacidade, assim, o conhecimento, mostrar o valor dentro da empresa pra ser realmente reconhecido. Porque, quem estava chegando, eram pessoas que você nunca tinha visto, não conheciam. Então, você tinha que reiniciar, vamos dizer assim, um trabalho todo, em termos de mostrar o conhecimento e a capacidade dentro do que você faz. Então, no primeiro momento foi preocupante. Mas, depois, com o tempo, eu fui adquirindo a confiança, vamos dizer assim, em relação ao que estava acontecendo, e, de certa maneira, eu acredito que eu superei muito bem essa fase de transição entre o que foi a Antarctica e o que era a Brahma e Skol, com relação ao que é a AmBev hoje.
P/1- E como que foi, assim, de repente, um produto que era tão proibido, poder ter em casa? Porque quem era Antarctica, normalmente, nunca tomava nada de Brahma.
R/1- É uma situação bastante diferente. Era o maior concorrente e hoje somos aliados. Então é difícil até você explicar, esse momento. Era uma situação diferente, totalmente diferente, que você jamais imaginava que poderia acontecer pelos noticiários que você ouvia, pelo que se falava. Você falava: "Ah, isso nunca que vai acontecer." E no fim acabou acontecendo a fusão das marcas.
P/1- E aí, ficou tranqüilo em casa.
R/1- Fiquei sim, com certeza.
P/1- E, assim, nesses anos todos que você tem de Antarctica, AmBev, de Companhia, tem alguma coisa que te marcou muito... que você lembra? Pessoal ou não, com alguém que você conhece...
R/1- Vamos dizer assim, muitas coisas marcaram. É difícil até você lembrar, assim, num momento desse quais foram. Mas, foi assim colegas, amigos deixarem a empresa ou perderem, assim, o emprego em função do fechamento da fábrica. Isso aí me marcou muito que eu tinha amigos meus, que trabalhavam junto comigo, que não tiveram a mesma oportunidade que eu tive em estar assumindo uma outra unidade. Então, isso aí foi um momento bastante, um momento marcante, na minha vida profissional dentro da empresa. Isso foi um dos momentos, assim, que eu me recordo. E momentos bons também, que foi quando eu passei a gerente. Foi um momento muito importante da minha vida, que eu batalhei, procurei por isso. Então, é outro momento marcante, mesmo, dentro da minha carreira profissional dentro da empresa, que eu vim desde estagiário e hoje estou como gerente da empresa.
P/1- E hoje ainda acontece isso? De uma pessoa entrar como estagiário e ir crescendo dentro da Companhia, ela dá essa possibilidade?
R/1- Veja bem, ela dá essa possibilidade e hoje acontece muito mais rápido do que você imagina. As oportunidades são muito grandes dentro da empresa. É uma empresa que cresce a todo momento. Então, essa oportunidade, desde que você tenha realmente os requisitos na função, a devida escolaridade, a formação, o conhecimento, isso acontece de uma maneira muito rápida.
P/1- E ela incentiva também a pessoa fazer cursos, se formar?
R/1- Sim. Além de ela incentivar, se o curso tiver, assim, afins, se for afins com aquela função, com aquela área, ela inclusive disponibiliza algumas bolsas, no sentido de estar incentivando os seus funcionários. Então existe realmente um incentivo não só nesse sentido, como por parte do próprio superior imediato, que normalmente incentiva os funcionários a buscarem um crescimento dentro da empresa.
P/1- E, assim, e hoje ainda acontece, como aconteceu com você, que entrou em [19]74, é isso?
R/1-[19]79.
P/1- [19]79. As pessoas continuarem na Companhia ou a passagem é muito rápida hoje?
R/1- Não, não. Existem pessoas que nem eu, por exemplo, estou há 27 anos dentro da empresa. Assim como existem aquelas pessoas de 10. E tem as que estão entrando hoje, que realmente elas têm, assim, uma visão de crescimento. Entendeu? Então, isso também acontece nos dias de hoje, tá?
P/1- E, Alessandro, como que você vê a companhia, você que está há tantos anos, hoje, com essa preocupação de resgatar a memória dela, de estar tentando preservar isso?
R/1- Eu acho muito importante isso. Por quê? Porque eu tenho um pouco da história pra contar também. Se eu for começar a contar a história aqui, eu vou ficar aqui um tempão contando. Vai lembrando aos poucos, mas você vai se lembrando das histórias. Então eu acho importante ela manter essa memória viva, dentro da história dela. E cada um poder aqui vir dar o seu depoimento, no sentido de contribuir com essa memória viva aí, que eu acho que é um programa bastante legal.
P/1- E você falou em história, você quer contar alguma história pra nós, assim, que você lembra?
R/1- Ah, história que eu lembro, assim, é a história da minha vida dentro da empresa. Eu acho que o que eu falei no início. É uma história acho que pode servir até de exemplo pra muitos, que mostra realmente um crescimento de uma pessoa que entrou aqui como estagiário e buscou o seu espaço e hoje é um gerente. Então, acho que história, assim, a gente não lembra de muito, mas vai lembrando aos poucos. Mas acho que essa história é uma história importante, pra deixar como um depoimento.
P/1- E você quer deixar um recado pra AmBev, pra companhia?
R/1- Olha, eu acho que a empresa, a AmBev,é uma empresa que oferece inúmeras oportunidades de trabalho. Então o recado que eu deixo pros meus colegas de trabalho, vamos dizer assim, que eles continuem estudando, se formando, que com certeza tem espaço pra todo mundo crescer aqui dentro. Então, acho que esse é o principal recado que eu gostaria de deixar.
P/1- E, assim, voltando um pouquinho, que você estava falando tantas histórias, que se lembra, qual uma propaganda que te marcou muito, que você lembra?
R/1- É difícil a gente lembrar as propagandas antigas. Mas, uma das propagandas que eu achei muito legal é da “B.O.A”. A da boa que foi uma propaganda que veio, assim, pra combater a choca, que seria a nossa maior concorrente aí. Então, ela veio justamente pra combater. Então, foram propagandas marcantes, essa da “B.O.A”, que são muito legais. Agora, uma que está em evidência, essa do Brasil contra a Argentina, da Skol, que é muito legal, que o cara chuta a trave e vai andando. Então, eu acho que é uma propaganda que agora vai marcar muito.
P/1- E você quer falar mais alguma coisa, Alessandro?
R/1- Não, eu acho que dentro do depoimento está legal.
P/1- Então, a gente agradece por você ter vindo aqui dar o seu depoimento.
R/1- Tá. Eu também tenho a agradecer.
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