P/1- Gilberto, obrigada por você ter vindo.
R/1- Nada, disponha.
P/1- Eu gostaria que você falasse seu nome completo, data e local de nascimento.
R/1- Ok. Gilberto Modesto Júnior, nasci em 14/2/72, e nasci em Campinas. Nascido em Campinas, mesmo.
P/1- E, Gilberto, há quanto tempo você trabalha na companhia?
R/1- Na companhia, eu fiz 13 anos agora em maio, [dia] 5 de maio, completei 13 anos já de estadia dentro da empresa.
P/1- E qual sua função hoje?
R/1- Hoje eu estou como Analista de Ativo de Giro, que é a parte de lo...
P/1- Analista?
R/1- Analista de Ativo de Giro, que é a parte de logística. Parte que cuida de movimentação dos ativos, garrafa, garrafeira, _____ da companhia.
P/1- E quando você entrou, você entrou como, qual era sua função?
R/1- Quando eu entrei, entrei como ajudante geral na área de engarrafamento, que é hoje a área de PET. Ajudante geral e operador de máquinas das linhas de envasamento. E aí, fui subindo, assim, no decorrer dos meses, conhecendo as outras máquinas, aí líder do pessoal. Depois, eu fui pra área administrativa, onde eu fiquei a maior parte do tempo na companhia, na parte administrativa.
P/1- E como que você entrou na companhia? Como que você soube?
R/1- Foi por intermédio de amigos, que estava contratando pessoas. Na época, ainda tinha em Campinas. Funcionava, estava finalizando o funcionamento em Campinas da Antarctica. E eles estavam abrindo aqui, em Jaguariúna, a parte de cerveja. Refrigerante já estava rodando, em 93, mais ou menos. 92 pra 93. E aí, eles me falaram: "Ah, vai lá." Eu estava desempregado. "Vai lá, faz a ficha." Fiz a ficha lá e foi aí que começou o trâmite de entrevistas, exames. Que ficou 1 mês, fiquei 1 mês ainda, batalhando pra entrar na companhia. Mas, graças a Deus, consegui entrar.
P/1- Tinha muita gente concorrendo?
R/1- Muita, tinha muita gente, tinha muita gente pra entrar.
P/1- E já era uma companhia conhecida na região?
R/1- Já. Já era,...
Continuar leitura
P/1- Gilberto, obrigada por você ter vindo.
R/1- Nada, disponha.
P/1- Eu gostaria que você falasse seu nome completo, data e local de nascimento.
R/1- Ok. Gilberto Modesto Júnior, nasci em 14/2/72, e nasci em Campinas. Nascido em Campinas, mesmo.
P/1- E, Gilberto, há quanto tempo você trabalha na companhia?
R/1- Na companhia, eu fiz 13 anos agora em maio, [dia] 5 de maio, completei 13 anos já de estadia dentro da empresa.
P/1- E qual sua função hoje?
R/1- Hoje eu estou como Analista de Ativo de Giro, que é a parte de lo...
P/1- Analista?
R/1- Analista de Ativo de Giro, que é a parte de logística. Parte que cuida de movimentação dos ativos, garrafa, garrafeira, _____ da companhia.
P/1- E quando você entrou, você entrou como, qual era sua função?
R/1- Quando eu entrei, entrei como ajudante geral na área de engarrafamento, que é hoje a área de PET. Ajudante geral e operador de máquinas das linhas de envasamento. E aí, fui subindo, assim, no decorrer dos meses, conhecendo as outras máquinas, aí líder do pessoal. Depois, eu fui pra área administrativa, onde eu fiquei a maior parte do tempo na companhia, na parte administrativa.
P/1- E como que você entrou na companhia? Como que você soube?
R/1- Foi por intermédio de amigos, que estava contratando pessoas. Na época, ainda tinha em Campinas. Funcionava, estava finalizando o funcionamento em Campinas da Antarctica. E eles estavam abrindo aqui, em Jaguariúna, a parte de cerveja. Refrigerante já estava rodando, em 93, mais ou menos. 92 pra 93. E aí, eles me falaram: "Ah, vai lá." Eu estava desempregado. "Vai lá, faz a ficha." Fiz a ficha lá e foi aí que começou o trâmite de entrevistas, exames. Que ficou 1 mês, fiquei 1 mês ainda, batalhando pra entrar na companhia. Mas, graças a Deus, consegui entrar.
P/1- Tinha muita gente concorrendo?
R/1- Muita, tinha muita gente, tinha muita gente pra entrar.
P/1- E já era uma companhia conhecida na região?
R/1- Já. Já era, assim, era a Antarctica, ela estava saindo de uma pequena fábrica, que era localizada em Campinas, pra uma enorme fábrica que é essa de Jaguariúna, que é top de linha, é uma das mais modernas que nós temos no país e se não tiver aí fora também. Tinha muita gente, tinha muita gente pra entrar.
P/1- Assim, não precisa ser em detalhes, mas só pra gente ter uma idéia. Quando se fala que Jaguariúna é uma fábrica top de linha, uma das mais modernas, isso vai pra que lado, onde que ela se destaca?
R/1- Vai pro lado bom. Acho que é, é ótimo porque se você está numa empresa que é, que tem equipamentos de última geração, sistemas de última geração, treinamentos, desenvolvimento de pessoas. Então, quer dizer, é o lado bom da empresa. É o que ela te fornece de melhor. Se você ficar com coisas atrasadas ou antiquadas, você vai ficar naquele mundo que não é a realidade hoje a nível mundial, que tem que sempre estar por dentro do que está acontecendo aí fora. Então, eu vejo pelo lado bom.
P/1- A gente sabe que Jaguariúna, ela tem uma grande preocupação, ela tem um grande trabalho com a questão ambiental...
R/1- Sim.
P/1- E que todos os funcionários estão a par disso...
R/1- Exatamente.
P/1- Você acha que isso contribui pra que o funcionário leve pra fora da fábrica esse olhar...
R/1- Com certeza.
P/1- Essa preocupação com o meio ambiente?
R/1- Com certeza. Além de levar pra fora, também colocar em casa as práticas de reciclagem, de separações de lixo, de reaproveitamento de materiais, preocupações com o meio ambiente, sujeira nos cestos. Você está andando na rua, você não joga a sujeira no chão, você procura um cesto adequado pra jogar fora. Com certeza, ela aplica isso, ela cobra de uma forma, assim, saudável e que a gente consiga aplicar tanto fora, quanto em casa também. Muitas das coisas que é feito aqui a gente consegue fazer em casa pela própria mentalidade, mesmo.
P/1- E, assim, as pessoas que moram aqui na região, no entorno, procuram muito pra vir trabalhar aqui? É uma empresa que todo mundo quer?
R/1- Olha, eu tenho sabido de casos que muitos que já saíram, eles não conseguiram se adaptar aí em outros lugares pra trabalhar, e sempre estão batendo na porta pra voltar. Se arrependeram de sair. Então, quer dizer, a procura é grande, é muito grande. Principalmente de quem já esteve aqui e saiu e de quem quer entrar. Então, ao redor, a região aqui é muito procurado. E realmente o pessoal procura bastante pra vir trabalhar pra cá.
P/1- Quando você veio,pra entrar, anos atrás, como que era visto essa coisa da Antarctica? Porque era Antarctica ainda.
R/1- Isso. Na época, isso. Na época que eu entrei era Antarctica.
P/1- Assim, era um produto forte na região, era uma marca que...
R/1- Sim, era uma marca muito forte, no entanto que na época que saiu a fusão, que saiu nos jornais, Antarctica com Brahma, ninguém acreditou. Ninguém, na época ... ficaram estarrecidos. Por que Brahma com a Antarctica se eram arquirivais. E, no fim, saiu a fusão, as duas se juntaram. mas, o propósito foi o único de formar uma cervejaria forte nacional pra competir com as outras estrangeiras, e outras marcas. Então, quer dizer, foi assim, era uma marca forte, mas ao mesmo tempo ela se fortaleceu mais ainda. Pra sair pra fora, pra explodir exteriormente, países afora. Então, isso foi incutido na mentalidade nossa porque é isso que a gente está buscando: a melhor cervejaria do mundo. Aplicar a melhor cervejaria do mundo.
P/1- E, Gilberto, assim, você podia falar um pouquinho mais do seu trabalho, assim, pra gente? Como que é isso? Qual a importância dele?
R/1- Assim, a minha carreira mais administrativa. Eu comecei um pouco na parte operacional, fiquei muito mais administrativo. Eu cheguei a ser um secretário do Gerente Industrial, na época da Antarctica. Depois, na fusão, eu só fiquei na área de logística. A área de logística é a área que cuida todo o processo de carregamento, de distribuição, planejamento de produção, armazenamento. E toda essa parte é feita pelo ativo de giro que é movimentado, que movimenta os nossos produtos. São os _____, as garrafeiras, as garrafas. Então, nós temos que estar sempre analisando os números das movimentações, a disponibilidade desse material para produzir, para envasar, para comercializar com os revendedores, com as outras cidades. Então é sempre estar ali, analisando os números, vendo o que está entrando, o que está saindo, o que está sendo movimentado, o que está quebrando. E sempre trabalhando com os índices. Os índices de quebra, os índices de ressarcimento e de carregamento. como é que está o carregamento, como é que está o carregamento da companhia, as vendas... O próprio tratamento com o revendedor. Como é está, assim, o atendimento. Como é que a fábrica atende o revendedor, se está bem, se está ruim, como é que a portaria nossa se comporta. Então tudo isso a gente tem que estar olhando.
P/1- É muita coisa.
R/1- É muita coisa. É bem abrangente e é bem complexo, que você trata com pessoas, trata com materiais... Então, quer dizer, você tem que conciliar tudo no mais, assim, no mais sentido, da melhor forma possível. Porque trabalhar com pessoas é difícil, é complicado. E trabalhar com o sistema. Então, você tem que conciliar essas três partes: sistemas, revendedores e pessoas. Então, tem que estar tudo junto.
P/1- E quais os produtos que aqui em Jaguariúna são...
R/1- Produtos? Portfólio acho que é a maior parte da companhia, Boehmia, o Gatorade, que é exclusivo aqui de Jaguariúna.
P/1- Ah, ele é exclusivo aqui?
R/1- Gatorade é só Jaguariúna que faz. A Liber que é a cerveja totalmente sem álcool, também é exclusividade de Jaguariúna. O chope Stella, o chope e a long neck Stella que também é uma cerveja que veio da Interbrew agora, que é também exclusivo Jaguariúna. Fora as Skol, Brahma, Antarctica, Original, água mineral a gente faz aqui. O chopes, em si, Antarctica também. As long necks, a maior parte das long necks é feita em Jaguariúna também. Assim, o portfólio é muito grande.
P/1- E refrigerante também?
R/1- Refrigerante não.
P/1- Não.
R/1- Não, refrigerante não. Refrigerante é feito tudo em Jundiaí. Jundiaí e ter outra fábrica no sul também. Refrigerante nós não fazemos aqui.
P/1- E você tem uma idéia de quanto se produz por mês aqui em Jaguariúna?
R/1- A malha, o que nós chamamos de malha, a gente está produzindo 400 mil hectolitros de produção previsto. É mais, sempre é mais ou menos nessa faixa, entre 400 e 500 mil hectolitros de cerveja. Aí, envolve também Gatorade e água, deve estar tudo junto. Mas, assim, detalhadamente, não...
P/1- Não, só pra gente ter uma idéia.
R/1- Ham ham. É bastante.
P/1- É.
R/1- É bastante.
P/1- Bastante coisa.
R/1- O volume é alto.
P/1- E, Gilberto, me diz, assim, a companhia incentiva o crescimento do funcionário?
R/1- Sim, sempre. Desenvolvendo treinamentos, chamando pra reuniões, conversando com as pessoas.A brigada também puxa bastante, a Cipa também. Treinamentos externos se desenvolve também. Então, ela está sempre, é uma coisa que eu vi, que eu senti como um Antarctica e um ambeviano agora, a AmBev, ela aplica muito em treinamento, muito no funcionário. Coisa que não tinha tanto na Antarctica. Então, quer dizer, ela aplica, se ela tem o funcionário bem treinado, ela tem resultado. Ele dá resultado. Se não estiver bem treinado, ele não vai dar resultado. E essa que é a concepção. Ele dando resultado, a companhia tem resultado. Ela atinge onde que ela quer chegar. Então, ela aplica bastante essa metodologia de treinamento. Desenvolver, desenvolver pessoas, você tem que desenvolver as pessoas. Mesmo porque se você não desenvolver, você não tem quem colocar no seu lugar.
P/1- Você está, se não me engano, há 13 anos, é isso?
R/1- 13 anos, isso.
P/1- Você consegue imaginar você trabalhando em outro lugar hoje?
R/1- Não, não paro pra pensar. Só aqui. Só parei pra me dedicar aqui, minha vida, estudos, essas coisas, mas não parei pra ver se eu quero trabalhar em outro lugar ou como é que eu me veria em outra empresa. Não.
P/1- Não. É aqui.
R/1- Exatamente.
P/1- E como que você vê, assim, você está há 13 anos, você conhece muita coisa da companhia. Você veio de uma Antarctica, passou pela fusão, virou AmBev, essa fase da AmBev de estar resgatando a memória com os funcionários, essa coisa de ter uma memória viva, da sua história ... qual a importância? Como é que você vê isso?
R/1- Eu acho, eu vejo como muito importante você sempre guardar, é que você nunca vai conseguir guardar tudo, mas sempre os pontos, as imagens. Sempre é bom guardar pra montar sempre uma história de uma empresa ou de uma vida mesmo. Na vida pessoal nós não tiramos fotos e vamos guardando? É a mesma coisa. Achei isso muito importante. É muito legal, boa iniciativa. Achei muito legal, da empresa, de ir guardando esses pontos no decorrer do tempo. Daqui 5, 10 anos, vão estar vendo essas reportagens, eles vão ver, vão estar prestando depoimentos também. Acho muito legal. Iniciativa muito boa.
P/1- E aproveitando desses 13 anos, que você tem muita história, assim, qual o momento que te marcou mais nesse tempo todo? Ou um dos?
R/1- É, assim, tivemos, eu já tive vários momentos, assim, bons, momentos ruins, tal. Mas, o que marcou foi a fusão, que é uma troca totalmente de metodologia, de pessoas. Porque praticamente a Antarctica, hoje, ex-Antarctica, se tiver, tem muito pouco. Tem 5% do quadro. A maioria deles já saíram. A fusão em si. Como ela aconteceu, como ela foi digerida, como que ela foi passada. A mudança, mudança, a quebra de paradigmas. Quebrou-se muitos paradigmas de como era, como que tem que ser hoje. Foi a fusão, quando as duas empresas se fundiram em uma só. Essa...
[Interrupção na gravação]
P/1- Você estava falando um pouquinho que ficou pouquíssimas pessoas da Antarctica ...
R/1- Isso.
P/1- Queria que você falasse um pouquinho sobre isso.
R/1- É, eu vejo assim: O pessoal... com essa quebra de paradigmas, como eu disse, muitos acho que não quiseram mudar, eles não quiseram se adaptar ao novo sistema que a AmBev aplica. Então, eles resolveram sair, ou, no decorrer dos tempos, quando foram passando os anos - já estamos com 5 anos já de fusão, 5 pra 6 anos, 6 anos já completados- eles não se adaptaram e foram saindo. Hoje realmente têm muito poucos que são os poucos que se adaptaram e aceitam a sistemática da AmBev, porque, no meu caso, não vejo problema nenhum. Acho até bem melhor do que era. Então, acho que foi isso: não aceitaram mudanças. Acho que hoje tem que aceitar as mudanças.
P/1- E, assim, você sente, não sei se a palavra é bem essa, mas assim, orgulho de trabalhar na companhia?
R/1- Sinto, eu sinto orgulho de ser um funcionário AmBev, falo aí pra fora quando as pessoas me perguntam se eu gosto, eu falo: "Eu gosto." Eu trabalho com o coração. Não é só vir, pegar o salário e ir embora. Eu trabalho, assim, realmente, me dedico o tempo que for necessário. Tento sempre alcançar outros patamares de conhecimento, estudando sempre. Eu me orgulho de trabalhar, sim, na AmBev.
P/1- Você gostaria de deixar um recado pra AmBev, pra Companhia?
R/1- Gostaria. Continue dessa forma, continue resgatando tudo que for sempre possível pra melhorar sempre a Companhia, porque ela tem muita coisa pra oferecer e tem muita gente boa trabalhando nela.
P/1- E como que você se vê, assim, dando um depoimento, assim? Foi bom, como que é isso?
R/1- Diferente, nunca fiz isso. É a primeira vez, é diferente. É bom, é uma coisa boa, eu gostei.
P/1- Você gostaria de falar mais alguma coisa?
R/1- Não. Pra mim já tá...
P/1- Então a gente agradece por você ter vindo aqui.
R/1- Obrigado.
P/1- Muito obrigada.
R/1- Obrigado a vocês.
Recolher