Em uma bela manhã ensolarada do dia 04/08/1941. Na cidadezinha do interior do Estado de São Paulo chamada Itapirapuã Paulista, no Vale do Ribeira, nasceu a sorridente Aparecida. A sorridente Aparecida teve uma infância muito pobre. Não tinha calçados e nem roupas. Desde pequena Aparecida teve que ajudar seus pais na criação dos seus irmãos mais novos. Era ela quem lavava as roupas da família. Era ela quem cozinhava para a família. Ela quem passava as roupas da família. Às vezes, quando seus pais estavam muito apurados com a lida da terra, Aparecida também ia para a roça ajudar a carpir, plantar e colher. Aparecida teve uma infância muito pobre. Ela mesma fazia suas bonecas com restos de panos velhos e cabelos de espigas de milho e sabugos. Ela tinha muitas amigas. Gostava de brincar de amarelinha. E futebol com os irmãos. Era uma menina muito sapeca. Certo dia jogou uma pedra na testa de seu irmão, que caiu no chão desmaiado. Aparecida, mais que depressa, foi correndo pedir ajuda para os outros irmãos. Apesar disso, ela carrega uma tristeza. Só os irmãos é que puderam estudar, pois naquele tempo, os pais não permitiam que as meninas estudassem com professor homem. O bairro que Aparecida veio morar quando se casou chama-se Benvindo e lá, nessa época, só tinha quatro casas. Lá neste bairro a vida de Dona Aparecida foi muito difícil, não tinha luz e nem água. Às vezes, tinha que dar alimentos e roupas para pagar o aluguel. Mais tarde, a Sabesp instalou uma torneira pública para que todos tivessem água limpa para beber. Hoje seu bairro cresceu e tem 400 casas com muito conforto e ela é muito feliz.

Dona Aparecida