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Por: Cynthia Theodoro Porto, 8 de junho de 2023

A RODA DO MEU FABULOSO DESTINO

Esta história contém:

A RODA DO MEU FABULOSO DESTINO

A RODA DO MEU FABULOSO DESTINO (Conto futurista de Cynthia Theodoro Porto)

Ofereço aos meus saudosos Professores Zeilig Nachim e José Domingos da Silveira.

- O que você vai ser quando crescer? - Perguntaram-me.

-Poeta. - Respondi.

- Poeta não. Poetisa. - Corrigiu a pessoa que me indagou. A mesma ria da minha resposta. Desde quando poeta é profissão? Não enche a barriga de ninguém e nem dá camisa.

Acontece que cresci, virei poeta, nos eventos todos há comidas a fartar e ganhei camisa sim, de algodão do bom!

Meu primeiro contato com a poesia foi com o livro-cartilha do segundo ano primário VAMOS SORRIR. Havia nesse mágico livrinho poesias de Manuel Bandeira, Dulce Carneiro, Bastos Tigre. O TREM DE FERRO de Manuel Bandeira era o máximo, assim como as trovas de Dulce Carneiro. Todos contidos nesse encantado livro de leituras.

Aos onze anos de idade fui a um almoço festivo e nesse evento meus pais e eu nos sentamos à mesa do restaurante com o poeta Ibrahim Nobre. Disse-lhe, ao saber que Ibrahim era uma celebridade:

- Poeta Ibrahim Nobre, quando eu crescer, vou ser poetisa.

Ele sorriu para mim e me respondeu:

- Você não precisa esperar crescer. Comece já.

- Poeta é profissão? - Perguntei-lhe.

- Para mim é uma nobre profissão. Por isso me chamo Nobre. Ibrahim Nobre.

Os anos foram passando, comecei a estudar piano mas meu sonho era também tocar acordeão. Meu pai me prometera um acordeão quando eu estivesse mais adiantada nos estudos de piano. Esperei muito e aos vinte e cinco anos de idade, comprei um e tomei aulas, podendo me apresentar com o piano e a sanfona, harmônica ou acordeão. A música me leva à poesia. Também aprendi primeiramente, francês e inglês, mas o meu maior sonho seria aprender a falar, a escrever e a ler em hebraico.

- Mas você não é judia. - Diziam os \"desincentivadores de plantão\"....

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