Projeto Ópera Urbana
Entrevistado por Mauricio Rivero
Depoimento Edey Emilia Geraldi da Fonseca
Local São Paulo, 05/08/2009
Realização Museu da Pessoa
Depoimento OPSESCSP_CB016
Transcrito por Maria da Conceição Amaral da Silva
P – Boa tarde, senhora Edey.
R – Boa tarde.
P – Primeiramente eu gostaria de saber seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Edey Geraldi da Fonseca, nascida em 28 de julho de 1931.
P – Local?
R – São Paulo, Bauru.
P – Quando que a senhora veio para São Paulo?
R – Em 1972.
P – Em que bairro?
R – Primeiro lá em Mirandópolis, depois aqui na Avenida Paulista.
P – Em que ano que chegou aqui na Avenida Paulista?
R – Em 74, mais ou menos.
P – E como que era a Avenida Paulista nessa época?
R – Ela sempre foi muito bonita, não é? Mas a gente recorda que haviam os casarões, que foram tombados depois. E que enfeitavam bastante a nossa avenida, e davam uma sensação de mais tranqüilidade. Mas o progresso tem que vir, então daí foram substituídas por edifícios também muito bonitos. Fazendo dessa Paulista aqui o exemplo de São Paulo e o símbolo de São Paulo.
P – Quando a senhora veio é a mesma casa em que a senhora mora hoje ou...?
R – É, eu moro num apartamento que ele existe há uns 30 anos mais ou menos ou mais. Mas é um apartamento bem edificado, do lado da Casa das Rosas. Da famosa Casa das Rosas, que é também um símbolo da Avenida Paulista, não é?
P – Certo. E a senhora passeava, qual que era o cotidiano aqui?
R – Ah, a gente tinha como meta assim passear na Paulista, ver aquela feira do MASP, e cinemas, e outros passeios, né?
P – Tem alguma fato marcante que a senhora tenha presenciado na Paulista?
R – Em relação a o que?
P – Algum evento que a senhora tenha visto, ou algum acontecimento que tenha te marcado?
R – Bom, acontecimentos que a gente relembra bem são as manifestações assim populares, tipo Copa do Mundo, essas festas que...
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Projeto Ópera Urbana
Entrevistado por Mauricio Rivero
Depoimento Edey Emilia Geraldi da Fonseca
Local São Paulo, 05/08/2009
Realização Museu da Pessoa
Depoimento OPSESCSP_CB016
Transcrito por Maria da Conceição Amaral da Silva
P – Boa tarde, senhora Edey.
R – Boa tarde.
P – Primeiramente eu gostaria de saber seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Edey Geraldi da Fonseca, nascida em 28 de julho de 1931.
P – Local?
R – São Paulo, Bauru.
P – Quando que a senhora veio para São Paulo?
R – Em 1972.
P – Em que bairro?
R – Primeiro lá em Mirandópolis, depois aqui na Avenida Paulista.
P – Em que ano que chegou aqui na Avenida Paulista?
R – Em 74, mais ou menos.
P – E como que era a Avenida Paulista nessa época?
R – Ela sempre foi muito bonita, não é? Mas a gente recorda que haviam os casarões, que foram tombados depois. E que enfeitavam bastante a nossa avenida, e davam uma sensação de mais tranqüilidade. Mas o progresso tem que vir, então daí foram substituídas por edifícios também muito bonitos. Fazendo dessa Paulista aqui o exemplo de São Paulo e o símbolo de São Paulo.
P – Quando a senhora veio é a mesma casa em que a senhora mora hoje ou...?
R – É, eu moro num apartamento que ele existe há uns 30 anos mais ou menos ou mais. Mas é um apartamento bem edificado, do lado da Casa das Rosas. Da famosa Casa das Rosas, que é também um símbolo da Avenida Paulista, não é?
P – Certo. E a senhora passeava, qual que era o cotidiano aqui?
R – Ah, a gente tinha como meta assim passear na Paulista, ver aquela feira do MASP, e cinemas, e outros passeios, né?
P – Tem alguma fato marcante que a senhora tenha presenciado na Paulista?
R – Em relação a o que?
P – Algum evento que a senhora tenha visto, ou algum acontecimento que tenha te marcado?
R – Bom, acontecimentos que a gente relembra bem são as manifestações assim populares, tipo Copa do Mundo, essas festas que fazem que era bem alegre. É pena que o ser humano deturpa tudo e acaba destruindo as coisas bonitas que a gente tem, não é? E outra coisa que me lembra muito, a Casa das Rosas, que ela ia desde a Paulista até a Alameda Santos, e que depois foi construído aquele prédio atrás. E aí havia sempre uma senhora passeando com uma boneca no colo, que era, não sei se era esposa ou parente do dono da Casa das Rosas.
P – A senhora conversava com ela?
R – Não, porque ela era uma pessoa muito retraída assim, que ficava muito no seu eu e a gente não conversava com ela.
P – Antes da senhora vir morar aqui em São Paulo chegou a escutar da Avenida Paulista?
R – Ah, sim. Ela sempre foi a mais famosa de São Paulo, não é verdade? Embora a gente tenha a Berrini que é muito bonita, Estados Unidos, todas essas outras, a Brasil, a nossa agora ficou sendo a avenida cultural de São Paulo.
P – Quem que decidiu, a senhora que decidiu morar na Paulista mesmo ou alguém da sua família?
R – É, nós que decidimos por opção.
P – E a senhora teria alguma frase para dizer em relação à avenida?
R – Eu tenho um pedido a fazer: que o povo paulistano possa assim ter um pouco mais de consideração com a nossa avenida e não deturpar, não destruir, não jogar toco de cigarro no chão que a coisa fica muito feia, entende? E alguns pedidos mais que a gente tenta fazer assim para a prefeitura.
P – Então em nome do Museu da Pessoa e do Sesc São Paulo agradecemos aqui a sua entrevista.
R – Obrigada. E eu, a presença do Sesc aqui também foi um grande feito para essa nossa quadra, viu? Que ficou assim bem armado e bem cultural. Tá bom?
P – Tá certo, obrigado.
FIM DA ENTREVISTA
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