Minha vida era muito irregular. Há momentos em que se conseguem contratos, compromissos de trabalho e se ganha dinheiro. Mas há períodos em que você fica em situação difícil perante sua companheira, sua família. Você tem que trabalhar e não há pleno emprego neste país. Aliás, eu vinha desse processo negativo junto às empresas. Eram poucos os projetos na área cultural que vingavam. E já estava até habituado a ouvir respostas negativas e andava meio triste com minha vida. No processo de seleção eu completei as idéias que já vinha colocando em prática paralelamente ao meu insucesso na área empresarial e me dediquei a essa idéia que é o Instituto Ágora, em Defesa do Eleitor
Quando eu captava recursos para um projeto que era meu, padecia de um monte de problemas, mas quando o projeto não é da pessoa que o idealizou porque foi incorporado pela sociedade, é notória a mudança de espírito. Fica clara a promessa para a sociedade, há uma proposta séria. E o grande trabalho foi o de tentar sociabilizar o projeto, o que foi feito intuitivamente. Quando as pessoas conhecem o Ágora, comentam: “Esse negócio vale a pena”. Ora, se não é mais meu e se vale a pena, posso dizer que superei muitas barreiras e entro na sala dos empresários com tranqüilidade. O Ágora é mesmo um excelente projeto, um empreendimento viável, factível.
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