Na minha infância eu era uma criança feliz, sempre educado e disposto a ajudar meus colegas de sala. Quando comecei o primeiro ano do ensino fundamental, senti medo por estar em um lugar novo. Também sentia saudades da minha mãe quando ela me deixava na escola. Com o passar das semanas fui me acostumando, fazendo novos amigos e me divertindo.
Porém, cada criança tem um jeito diferente. Algumas são mais agitadas, outras mais tímidas. Eu era uma criança que gostava muito de conversar e me distraía com facilidade. Tinha dificuldade para me concentrar nas explicações da professora e prestava atenção apenas no que realmente me interessava. Por causa disso, acabei reprovando no primeiro ano.
Lembro até hoje que eu pensava que iria mudar do 1º ano A para o 1º ano B por causa das letras e números em ordem. Quando voltem para escola no ano seguinte entrei em uma nova sala percebi algo estranho, meus antigos amigos não estavam mais ali. Voltei a sentir aquele medo e confusão do começo. No recreio encontrei meus amigos perguntei por que estavam em outra sala. Eles me disseram que eu havia reprovado. Na época eu não entendia muito bem o que isso significava, mas com o tempo percebi que tinha cido por causa das minhas dificuldades na escola.
Alguns colegas começaram a me chamar de burro, e mesmo sem entender direito eu acabava acreditando nisso. Esse pensamento foi ficando na minha cabeça. Eu me lembro que meu pai me deu um Lego. Eu adorava brincar com aquilo e tinha muita imaginação para construir coisas. Na escola também havia atividades com Lego, mas eu tinha medo de mostrar minhas ideias, pois pensava que as pessoas iriam rir de mim.
Com o tempo passei para o segundo ano do fundamental 1. Fiquei feliz, mas ao mesmo tempo triste, pois via meus amigos indo para o terceiro ano enquanto eu ainda estava atrás deles. Isso me fazia pensar que eles eram superiores a mim, mais inteligentes e com mais conhecimento.
Minhas notas geralmente eram 4, 5...
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Na minha infância eu era uma criança feliz, sempre educado e disposto a ajudar meus colegas de sala. Quando comecei o primeiro ano do ensino fundamental, senti medo por estar em um lugar novo. Também sentia saudades da minha mãe quando ela me deixava na escola. Com o passar das semanas fui me acostumando, fazendo novos amigos e me divertindo.
Porém, cada criança tem um jeito diferente. Algumas são mais agitadas, outras mais tímidas. Eu era uma criança que gostava muito de conversar e me distraía com facilidade. Tinha dificuldade para me concentrar nas explicações da professora e prestava atenção apenas no que realmente me interessava. Por causa disso, acabei reprovando no primeiro ano.
Lembro até hoje que eu pensava que iria mudar do 1º ano A para o 1º ano B por causa das letras e números em ordem. Quando voltem para escola no ano seguinte entrei em uma nova sala percebi algo estranho, meus antigos amigos não estavam mais ali. Voltei a sentir aquele medo e confusão do começo. No recreio encontrei meus amigos perguntei por que estavam em outra sala. Eles me disseram que eu havia reprovado. Na época eu não entendia muito bem o que isso significava, mas com o tempo percebi que tinha cido por causa das minhas dificuldades na escola.
Alguns colegas começaram a me chamar de burro, e mesmo sem entender direito eu acabava acreditando nisso. Esse pensamento foi ficando na minha cabeça. Eu me lembro que meu pai me deu um Lego. Eu adorava brincar com aquilo e tinha muita imaginação para construir coisas. Na escola também havia atividades com Lego, mas eu tinha medo de mostrar minhas ideias, pois pensava que as pessoas iriam rir de mim.
Com o tempo passei para o segundo ano do fundamental 1. Fiquei feliz, mas ao mesmo tempo triste, pois via meus amigos indo para o terceiro ano enquanto eu ainda estava atrás deles. Isso me fazia pensar que eles eram superiores a mim, mais inteligentes e com mais conhecimento.
Minhas notas geralmente eram 4, 5 ou 6, enquanto a média era 7, então muitas vezes eu ficava de recuperação. Isso me deixava magoado. Uma vez na 4° serie tentei colar na prova escrevendo algumas anotações na palma da mão, mas a professora percebeu. Ela pediu para ver minha mão e me mandou lavar, enquanto gritava comigo. Fiquei muito envergonhado.
Depois disso eu até tentava prestar atenção nas aulas, mas continuava focando apenas nas matérias que me interessavam. Quando algo ficava difícil, minha mente começava a viajar. Eu ficava imaginando coisas, como para onde um passarinho iria quando voava. Em casa eu passava bastante tempo brincando, assistindo televisão e jogando PlayStation 2, algo que eu gostava muito.
Hoje percebo que sempre dei mais atenção ao que eu gostava e levei a escola “com a barriga”, principalmente no ensino médio. Muitas vezes eu não via sentido em certas matérias, como algumas contas de matemática, e isso diminuía ainda mais meu interesse.
Contudo isso, fiz o ENEM após terminar no 3°terceiro ano do ensino médio, mas isso foi por conta para me encaixar na sociedade, pois não queria que as pessoas pensassem que eu não ligava para o meu futuro. Eu dizia que queria ser piloto de avião, e esse sonho começou a crescer. Cheguei a entrar em uma escola de aviação e estudava bastante sobre o assunto.
Porém, comecei a me comparar com outras pessoas. Meu pai é engenheiro mecânico e ganha um bom dinheiro, então ele precisaria investir muito para eu seguir essa carreira. Comecei a sentir medo de não conseguir dar certo e de decepcioná-lo. No fundo, aquele sentimento antigo de não me achar inteligente ainda estava dentro de mim. Por causa disso, acabei desistindo do curso de aviação.
Hoje percebo que muitas coisas do meu passado influenciaram minhas decisões. A falta de confiança em mim mesmo e a comparação com os outros fizeram com que eu deixasse de tentar algo que eu gostava muito.
Atualmente também percebo mudanças na sociedade. Muitas pessoas estão mais reservadas e conversam menos. Tenho a impressão de que o uso excessivo de vídeos curtos na internet e as redes sociais tem influenciado bastante nisso, principalmente entre os jovens. A tecnologia deveria ser usada como uma ferramenta, não como algo que nos domina. Muitos jovens acabam se perdendo, como uma bússola que antes apontava para o norte, mas agora gira sem direção.
Hoje, 16 de março de 2026, com 18 anos, estou cursando Engenharia da Computação em uma faculdade particular. Estou me esforçando muito para me destacar, algo que não fazia antes. Mesmo assim, ainda sinto saudades da aviação e espero que um dia eu possa voltar a perseguir esse sonho.
Nos últimos meses também enfrentei momentos difíceis, como quando furtaram minha mochila na faculdade com tudo que estava dentro. Mas entendi que a vida é como um gráfico de ações: às vezes estamos no topo, outras vezes no fundo do poço. O importante é não permanecer no fundo.
Como diz a música “Pais e Filhos” da Legião Urbana, é "preciso amar as pessoas como se não ouvesse o amanhã " aproveitar o tempo que temos. Por isso estou tentando ser feliz agora, aproveitar mais a vida, conversar com as pessoas e expressar minha opinião, mesmo que nem todos concordem.
Para finalizar, acredito que precisamos ser pessoas melhores. Não devemos ter vergonha de quem somos. Devemos ser bondosos, respeitar os outros e ter compaixão, algo que muitas vezes falta no mundo. Ao mesmo tempo, também precisamos ser inteligentes e atentos, pois o mundo é cheio de interesses.
Tudo passa, e cada experiência nos ensina algo.
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