É um amor que não cabe mesmo, nem no peito, nem nas veias, nem na mente, mesmo na alma… é um orgulho imenso, mas também pode ser desesperador.
A maternidade não se explica, se vive, todo dia, no beijo no rosto, no abraço apertado, na máquina cheia de roupas pra estender, outras pra dobrar e guardar, nas contas pra pagar e nos ovos e bananas que insistem em terminar mais rápido que a semana.
Hoje eu chorei de desespero porque essa figurinha da foto não para de me pedir coisas cada vez que inicio um download de um documento, pra inscrição dele mesmo na escola. Já começa a estudar em setembro, logo depois de completar seis 3 aninhos. Outro dia tava na minha barriga, ou no meio dos meus braços, acabado de nascer.
E agora já tá me dando tapas e socos e chorando de bravo quando não o deixo ver Patrulha Canina na tv.
Incrível tudo isso… história pra ser contada mesmo. Mas nunca entendida e sentida se não for realmente vivida.