Eu Cida Ferreira comecei a trabalhar com 18 escondido de meus pais, vendo minha mãe sofrendo com calor e não tínhamos ventilador. Resolvi ir em uma agência de emprego e me ofereci pra fazer faxina como era acostumada a fazer a limpeza da casa me dei bem e fui contrata como empregada doméstica.
Cheguei em casa minha mãe preocupada: -Sumiu o dia todo,sem notícias aí contei tudo e entreguei o dinheiro a ela e disse:
-Que ia trabalhar e estudar ela queria que eu só estudasse mas aceitou.
Pois eu disse: Mãe vou estudar e trabalhar nesta época já envolvida com as artes fazia Dança de Rua saia do trabalho ia fazer aula no Teatro Municípal de Santos me apresentava com grupos Garota de Rua e o grupo Raízes com minha comadre Patrícia e nesta época era dançarina do grupo de rep Subúrbio Negro já está de volta a ativa.
Com 19 anos engravidei um mês depois de ter minha filha, fiz 20 anos, continuei na dança mãe solteira nessa altura campeonato já tornei mãe solteira.
Logo fui fazer cursos na secretaria de cultura de São Vicente SP onde cheguei com 8 meses vinda de SP com meus país pra morar.
Primeiro curso Contação de Histórias fiz o curso três vezes o de teatro era gratuito e me empolguei montei espetáculos e me apresentava em festival do Sesi Novos Talentos ganhei segundo lugar concorrendo com grupo de samba que levou em primeiro.
Muitas experiências tive com teatro na Secretaria de Cultura de São Vicente, Encenação do José Bonifácio em Santos, Algumas Encenações da Vila de São Vicente e intervenção artistica na campanha de trânsito etc pela Secretaria de Cultura de São Vicente entre tantos trabalhos.
Em seguida tive oportunidade de me profissionalizar e fiz o curso de Técnico Ator no Senac daí em diante não parei mais grupos de Teatros, minhas apresentações que eu vendia ingressos nas escolas e como era muito difícil batia em porta em porta e não mudou muita coisa.
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Eu Cida Ferreira comecei a trabalhar com 18 escondido de meus pais, vendo minha mãe sofrendo com calor e não tínhamos ventilador. Resolvi ir em uma agência de emprego e me ofereci pra fazer faxina como era acostumada a fazer a limpeza da casa me dei bem e fui contrata como empregada doméstica.
Cheguei em casa minha mãe preocupada: -Sumiu o dia todo,sem notícias aí contei tudo e entreguei o dinheiro a ela e disse:
-Que ia trabalhar e estudar ela queria que eu só estudasse mas aceitou.
Pois eu disse: Mãe vou estudar e trabalhar nesta época já envolvida com as artes fazia Dança de Rua saia do trabalho ia fazer aula no Teatro Municípal de Santos me apresentava com grupos Garota de Rua e o grupo Raízes com minha comadre Patrícia e nesta época era dançarina do grupo de rep Subúrbio Negro já está de volta a ativa.
Com 19 anos engravidei um mês depois de ter minha filha, fiz 20 anos, continuei na dança mãe solteira nessa altura campeonato já tornei mãe solteira.
Logo fui fazer cursos na secretaria de cultura de São Vicente SP onde cheguei com 8 meses vinda de SP com meus país pra morar.
Primeiro curso Contação de Histórias fiz o curso três vezes o de teatro era gratuito e me empolguei montei espetáculos e me apresentava em festival do Sesi Novos Talentos ganhei segundo lugar concorrendo com grupo de samba que levou em primeiro.
Muitas experiências tive com teatro na Secretaria de Cultura de São Vicente, Encenação do José Bonifácio em Santos, Algumas Encenações da Vila de São Vicente e intervenção artistica na campanha de trânsito etc pela Secretaria de Cultura de São Vicente entre tantos trabalhos.
Em seguida tive oportunidade de me profissionalizar e fiz o curso de Técnico Ator no Senac daí em diante não parei mais grupos de Teatros, minhas apresentações que eu vendia ingressos nas escolas e como era muito difícil batia em porta em porta e não mudou muita coisa.
Viver de arte neste país é sofrido por isso eu continuava fazendo faxina.
Nestes período passei um período muito difícil lembro como se fosse hoje a primeira enchente eu nem tinha minha filha meus pais tinha comprado uma casa nova eu ainda era criança quando nos mudamos que em menos de um ano azulejo caia se a cachorra batia com o rabo,e o piso afundava com o peso da estante a casa não tinha coluna numa época que não existia internet e nem existia correr atrás dos seus direitos com a construtora e com as enchentes que prosseguiram por anos e pra piorar em frente de casa tinha um canal a água podre entrava dentro de casa.Quando a água baixava era lodo passei anos sem comprar móveis mas sempre tinha alguém doando um velhinho ou eu achava algo na rua que dava pra aproveitar eu pegava.
Meus pais tiveram que ir embora pra Minas Gerais porque a tia de minha mãe já idosa precisava de cuidados.
Eu fiquei com minha filha e sobrinhos minha irmã ainda morava comigo nesta época.
Cansei de sair de casa carregando filha,sobrinhos, cachorro com água na cintura quando a água chegava no colchão da cama que estava em cima de três broquetes já pra água não alcançar tão rápido o colchão mas, tinha dia que alcançava e eu ia pra casa de uma amiga ter abrigo até água baixar e dia seguinte voltava, pra casa pra fazer faxina. Jogar fora o que estragou de móveis as roupas lavava e assim sobrevivi mais de 20 anos da minha vida foi assim muitas vezes me via chorando no meio daquela água uma vez a barata subindo pelas minhas pernas querendo fugir da água nunca fiquei doente por Deus.
Minha irmã logo não aguentou foi embora com marido e as crianças era melhor viver de aluguel uma vez perdeu o guarda roupa novinho foi a gota d\'água.
Mas eu não podia abandonar a casa de meus pais mesmo a casa em péssimas uma fez cheguei da faculdade tarde um cara no meu quintal deitado perguntei ele achou que a casa era abandonada,outra vê o garoto passou de bicicleta e gritou:
Casa feia hein!
O que mais me doeu foi quando um pedreiro viu meu puchadinho e disse que eu estava em condições miserável aquilo doeu... não consegui responder eu refleti chorando
A minha condição é ruim, concordo, dormia com saco preto em cima pingando em cima, mas ainda sim era muito grata, ainda.
Eu tinha um teto e comida pra comer eu não era miserável.
Só pra piorar a prefeitura foi asfaltar a rua e a casa ficou baixa e a rua enchia e água ia pra dentro de casa, casa subterrânea.
Minha mãe fez umas três reformas levantando o piso e nada adiantava, a casa as paredes reboco caia levantei a tomadas pra esperar a água baixar sem ter que apagar a luz pra não tomar choque, minha geladeira ficou anos em cima de duas cadeiras uma de cada lado, porque quando a água entrava não dava tempo de subir tudo sozinha. Quando minha filha fez cinco anos mandei ela pra Minas pra ficar com meus pais muitas dificuldades aqui eu sozinha com ela minha mãe preocupada pediu e eu levei eu ia feriado fim de semana.
Neste meio tempo eu me formei no Senac e entrei num grupo de teatro o Orgone alguns anos lá muitas experiências artisticas e oportunidades inclusive de voltar estudar eu tive a ideia de ser figurinista. Como eu era voluntária e arrumava os figurinos que descosturava caia o botão,
estourava o zíper durante as noites de espetáculo era um Café Teatro Rolidei ali percebi mais uma profissão surgindo e fui estudar.
A arte abriu as portas pra minha faculdade de Moda consegui bolsa 30% o diretor me ajudou muito sou muito grata,eu trabalhava de dia em casa de família a noite ia de bicicleta do serviço depois pra faculdade e as sábado curso no Senac de costura e modelagem industrial.
Porque eu queria ser a figurinista e com a graça de Deus sim eu sou.
Nesta época eu atendia a domicílio no início costurei de tudo depois de formada trabalhei um ano no ateliê de noivas foi incrível.
E como minha casa não tinha condições de atender, ninguém atendia á domicílio costura sobre medidas ia na cliente e tirava as medidas costurava na minha casa e levava a roupa pra prova depois entregava.
E assim eu era diarista não dava ainda pra deixar as faxinas, costurava e teatro por amor.
Até que um dia meus pais vieram reformar a casa, vieram de Minas a ideia levantar as paredes colocar coluna mas, o pedreiro que fez o orçamento que teria uma entrada um valor por semana e o tanto no final só que ele condenou a casa disse teria que derrubar tudo.
Eu até chorei amava aquela casa.
Resumindo pediu um mês pra começar foi dado dia de sol rachando faltava e eu era a fiscal da obra...rss. Derrubou a casa fez as sapatas e abandonou a obra o combinado era deixar a casa no cru no bloco com telhado.
Ele tinha feito um puxadinho cobrindo com telha um banheiro pequeno o chuveiro quase em cima do vaso sanitário do lado do lado do portãozinho de entrada, e um tanque do lado do banheiro enquanto a casa era construída eu moraria ali.
Ele fugiu e abandonou a obra,o dinheiro acabou e a obra ficou parada uns 6 anos.
Eu morando no puchadinho apertado quente sem espectativa nenhuma da casa ficar de pé.
Até que um dia irmã que mora em Caraguatatuba vendo a minha situação, sozinha com a enchentes resolveu me ajudar fez um empréstimo pra construí a casa novamente o marido dela nas férias dele em um mês dormindo num carro porque não cabia no puchadinho ele trabalhou.
Com um ajudante e colocou a casa de pé no bloco e minha outra irmã que tinha ido embora quis voltar e construíu em cima com o marido meus pais deixaram.
Eu ainda no puchadinho porque sozinha não tinha como eu rebocar colocar janelas e saiu o problemas de enchentes e começaram os problemas de convivência que toda família tem infelizmente.
E foi neste momento que percebi que ali não era meu lugar eu não tinha como terminar o acabamento da minha casa.
E comecei a anotar todo o dinheiro que entrava com a costura,faxina e Contação de História e descobri que recebia uns 700,00 reais tinha que dobrar este valor e anunciei curso de corte costura particular á domicílio nas minhas redes sociais porque no meu puchadinho não dava pra atender ninguém.
E foi assim em silêncio sem contar pra ninguém ajuntei dinheiro pra alugar uma casa agora eu podia sair afinal minha irmã já estava morando em cima ela tomaria conta da casa dos meus pais,procurei casa pela internet encontrei uma fui ver a casa com dinheiro na mão se gostasse fechava negócio e assim foi.
Eu ia fazer móveis de paletes e não é que eu conheci um casal que descobriu que virou amigos souberam que eu ia mudar e perguntou se eu tinha móveis?
Eu disse: Que não eles tinham comprado um apartamento com tudo dentro doaram algumas coisas que foi cama guarda roupa,mesa com 6 cadeiras, levei meu armário de cozinha aqueles em pé ele reformou pra mim eu montei minha casa toda de um puchadinho úmido e apertado com banheiro e tanque do lado de fora e enchentes. Agora eu estava numa casa em um sobrado eu morava em cima sem risco de estragar nada entrava água na rua e no quintal uns quatro anos fiquei lá o lugar era bom mas, Uber não entrava eu andava 15 minutos do ponto até em casa mas ainda sim era melhor que o puchadinho. Não foi fácil pagar aluguel.
Tive a oportunidade de dar aula de Designer de Moda, Vitrinismo na ETECRI do Centro Paula de Souza em 2018 no fim desde mesmo ano o governador de SP disse:
Que o próximo ano acabaria com os cursos e foi quando decidi me cadastrar pra dar aula de Artes no Estado de São Paulo deu tudo certo a 4 anos sou professora de artes no Governo do Estado de São Paulo e num colégio particular.
Nesta casa era numa comunidade quase fui despejada porque professor demora pra pegar aula nos primeiros meses é uma tortura.
Depois consegui sair de São Vicente SP e fui pra Praia Grande SP cidade. visinha um bairro sem enchentes cheguei mudar mais duas vezes uma casa era pequena demais uma quarto eu com coisas do atelier de costura e artes não dava.
Hoje estou no 6°semetre da faculdade Licenciatura em Artes Visuais e eu durante muitos anos eu tinha certeza que a casa dos meus pais era meu lugar até foi por um tempo suficiente que eu cuidei e zelei pra ninguém invadir, hoje minha casa meu irmão que também necessitava de um teto pros filhos e netos ele conseguiu rebocar colocar janelas piso e toma conta da casa cuida e zela como foi o desejo dos meus pais depois que eu saí dela.
E Deus é tão perfeito que a espiritualidade é só amor só, tenho gratidão. Hoje moro num bairro, sem enchentes, casa que eu durmo em paz chove, não tenho medo que a água entre e hoje moro dignamente em paz.
A arte mudou a minha vida, a educação mudou minha vida, e o ato de sonhar.
Me fez hoje está Contando Histórias não só nas escolas, projetos eventos, hoje tenho um canal no YouTube Preta de Neve Conta Histórias, lancei uma música chama-se Sensacional também está no YouTube e em breve mais surpresas tudo é questão de foco,força, fé e muito muito trabalho.
Gratidão ??
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