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Por: Fernando Carlos de Ávila , 15 de julho de 2025

Espelho de Coimbra: Influência da Cultura Jurídica Portuguesa na Identidade do Judiciário no Brasil

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Espelho de Coimbra: Influência da Cultura Jurídica Portuguesa na Identidade do Judiciário no Brasil

A história do direito brasileiro é inseparável da herança jurídica oriunda de Portugal. Desde o início do nosso processo de colonização, em 1500, a Coroa lusitana não trouxe para cá apenas sua língua, religião e costumes, mas também um arcabouço normativo que moldaria profundamente a formação jurídica do Brasil. A tradição da corte portuguesa, marcada pela centralização régia, pelo formalismo e pela influência do direito romano-canônico, tornou-se o alicerce sobre o qual veio se erigir o sistema jurídico brasileiro.

Nos séculos XVI e XVII, o Brasil colônia vivia sob a égide das Ordenações Afonsinas, substituídas pelas Ordenações Manuelinas e, posteriormente, pelas Ordenações Filipinas. Estas últimas, promulgadas em 1603, permaneceram em vigor no território brasileiro até meados do século XIX, mesmo após a independência. As Ordenações Filipinas não eram apenas um código, mas um verdadeiro retrato da cultura jurídica da época: centralizavam o poder régio, reforçavam a autoridade da Igreja Católica e buscavam consolidar as práticas jurídicas herdadas do direito romano e canônico.

Assim, as primeiras experiências jurídicas no Brasil não foram fruto de um ordenamento local, mas da aplicação direta da lei oriunda da metrópole. A transposição garantiu não apenas uma unidade normativa dentro do império português, mas também estabeleceu um ethos jurídico marcado pela deferência à autoridade e pelo respeito ao formalismo dos processos.

A vinda da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, representou um marco crucial nessa história. A instalação da família real no Rio de Janeiro não apenas alterou a geopolítica do império, mas também transformou o Brasil em sede da administração régia. Foi nesse contexto que surgiram instituições fundamentais, como a Casa de Suplicação do Brasil, espécie de corte suprema destinada a julgar as causas de maior relevância, antes remetidas a Lisboa.

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