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Personagem: Janete Schubert
Por: Janete Schubert, 22 de abril de 2025

A menina que era cuidada pelas estrelas

Esta história contém:

A menina que era cuidada pelas estrelas

Eu sempre gostei de histórias. Minha avó materna me contava muitas histórias, hoje tenho dúvidas, se ela sabia impregnar as histórias com muitos detalhes ou se era minha mente, neurodivergente que imaginava cenários com impressionantes cores, formas, profundidades e, em alguns casos, até mesmo sabores. Cada história contada em poucas palavras, na minha cabecinha de criança, virava uma megaprodução cinematográfica. Agora adulta, estudiosa e curiosa de muitas coisas, tenho refletido sobre a importância de imaginar e re-imaginar ambientes, situações e histórias.

Uma das coisas que sempre me recordo da minha infância é que eu costumava subir no telhado que tinha na nossa casa, ficava lá por horas, entre o final da tarde e o início da noite. Eu ficava esperando que diante dos meus olhos se descortinasse o espetáculo da noite. Surgiriam aqueles magníficos pontos brilhantes que costumamos chamar de estrelas, eu devia ter 8 ou 9 anos. Enquanto estava no telhado, eu pensava sobre quantos mundos existiam, como seriam estes outros mundos, inventava a que distância eu poderia estar daqueles pontos brilhantes. Ansiava por crescer e conhecer outros mundos, com suas linguagens, eu queria “comer” o mundo.

Na minha imaginação as estrelas me cuidavam, todas as noites eu ia lá, para ficar deitada no telhado, porque eu sabia que elas queriam saber como eu estava. E em silêncio aquela menina desenhava no ar muitas casas, coisas, histórias, pessoas e deixava que sua imaginação fluísse livremente.

Naqueles momentos de ausência de sons ruidosos, sentia como se eu existisse no meu próprio mundo, povoado de curiosidades, imaginações. Era uma sensação acolhedora para mim, ali eu sentia que pertencia, já que podia exercer ao máximo minha capacidade de criar outros mundos, com personagens que dialogavam comigo.

Quando lembro destes tempos, eu recordo de experimentar uma espécie de solidão e de não...

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Palavras-chave: memória, sentimentos, infância

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