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Personagem: Nelma Boppré
Por: Nelma Boppré, 17 de abril de 2025

Brincando de Boneca

Esta história contém:

Brincando de Boneca

BRINCANDO de BONECA

Nos “Anos Dourados” eu já contava com nove primaveras quando minha tia Vânia casou-se com Luís e foi morar no morro que já era velho conhecido meu. Lá era um lugar muito bom para se morar. Agora havia mais uma casa para eu passear. Aquele lugar já me era bem familiar: a venda do Sêo Nasso, Dona Carmem; Dona Jorgina, a costureira; Dona Morena com suas filhas e seu filho bonitão, Sêo Inácio; Sêo Sizinando; Dona Teresa; etc.

Por coincidência a casa era quase ao lado do Salão de Danças do Sêo Inácio; apenas separado pela casa do Sr. Sizinando, só que era do lado direito. A casa de madeira escurecida pelo tempo, ficava na esquina, bem no início de um pequeno morro.

Pelo fato de nunca ter sido pintada, possuía um aspecto romântico, porque contrastava com o verde das árvores e flores variadas que alguém plantou e cuidou até então, com esmero e carinho, deixando fluir uma energia gostosa que emanava daquele local; parecia estar preparada para o novo casal que ali iniciava a sua vida matrimonial e que, um dia, iria enriquecer suas vidas e sua família, com a chegada dos filhos abençoados por Deus. Das árvores frondosas que ali existiam, uma era a minha predileta: um pé de sinamão, com muitos galhos fortes, demonstrando ser bem antigo. Lá eu subia em seus galhos, apanhava as bolinhas, (sementes) e jogava nas pessoas que por ali passavam. Era meu refúgio e esconderijo; cantava minhas músicas preferidas e assobiava ”fiufiu” para o moço bonitão, filho da costureira Dona Morena (se ele fazia para as moças, eu também podia fazer para ele). Naquela casa, dois detalhes aguçavam por demais a minha curiosidade: um quarto fechado e um poço. No pé de sinamão eu me escondia e minha tia me procurava, fingindo não me ver, compactuando comigo; eu queria e precisava brincar. Minha tia era uma mulher sábia! Na sombra do sinamão meu tio construiu um banco de madeira que circulava toda a árvore, e, muitas vezes, vi meus...

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