Me deparei esses dias com essa cena, em visita à Ribeirão Preto, no bairro onde cresci e onde meus pais moraram mesmo depois que eu e meu irmão ganhamos o mundo.
Uma cena que não me passou despercebida pois vendo os meninos brincando ali despretensiomente, chinelo ao lado, lembrei da nossa época de infância, ali neste mesmo lugar, com a mesma brincadeira, a boa e inseparável bola, na nossa época de criança a dente de leite que fazia uns efeitos que desafiavam as leis da física, compradas no mercado do Mauro Maurin (até hoje lá, fechando pra almoço).
Ah que saudade desse tempo ido, da minha infância querida, no pisar da grama fria quando o sombra dos prédios as tocava, igual nessa imagem, consigo lembrar da sensação (pinicava tambem).
Lembro que éramos mais numerosos, tinha eu, que era (sou) o Piu, o Zé meu irmão, o Tom, o Fred, o Blebe, o Véio, o Cabeça, o Wagner capeta ou wagão, apelidos eram o que não faltavam. E não faltava também diversão.
Alguns adultos não gostavam de nossa brincadeira aí diziam que estragaríamos os ciprestes com as bolas (estão bonitos ainda), mas acho que é porque atrapalhavamos a soneca deles.
Daí a gente ia brinca no estacionamento, de bétis, também conhecido como Taco, mas também atrapalhávamos lá, só que a gente dava um jeito, brincar era a nossa lei!
Bolinha de gude, nas birocas da terra, tampicar (corrida de tampinhas essa era invenção nossa), estreia a nova cela que tinha que pular \\\"poste em pé\\\" e os ombros saíam fora do lugar na queda, nada que não melhorasse no outro dia....dia de chuva, brincar na enxurrada, - A caixa d\\\'água tá soltando âgua pelo ladrão, corre lá na nossa cachoeira, vamos de bicicleta, correndo...estiou, foi só uma chuva de verão, alguém espalha que no bar da esquina os chicletes Ping pong estão com as figurinhas do Brasil. Copa de 86, aquele penalti que o zico perdeu, eu era o zico, não, era meu irmão, eu era o Sócrates... enfim,...
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Me deparei esses dias com essa cena, em visita à Ribeirão Preto, no bairro onde cresci e onde meus pais moraram mesmo depois que eu e meu irmão ganhamos o mundo.
Uma cena que não me passou despercebida pois vendo os meninos brincando ali despretensiomente, chinelo ao lado, lembrei da nossa época de infância, ali neste mesmo lugar, com a mesma brincadeira, a boa e inseparável bola, na nossa época de criança a dente de leite que fazia uns efeitos que desafiavam as leis da física, compradas no mercado do Mauro Maurin (até hoje lá, fechando pra almoço).
Ah que saudade desse tempo ido, da minha infância querida, no pisar da grama fria quando o sombra dos prédios as tocava, igual nessa imagem, consigo lembrar da sensação (pinicava tambem).
Lembro que éramos mais numerosos, tinha eu, que era (sou) o Piu, o Zé meu irmão, o Tom, o Fred, o Blebe, o Véio, o Cabeça, o Wagner capeta ou wagão, apelidos eram o que não faltavam. E não faltava também diversão.
Alguns adultos não gostavam de nossa brincadeira aí diziam que estragaríamos os ciprestes com as bolas (estão bonitos ainda), mas acho que é porque atrapalhavamos a soneca deles.
Daí a gente ia brinca no estacionamento, de bétis, também conhecido como Taco, mas também atrapalhávamos lá, só que a gente dava um jeito, brincar era a nossa lei!
Bolinha de gude, nas birocas da terra, tampicar (corrida de tampinhas essa era invenção nossa), estreia a nova cela que tinha que pular \\\"poste em pé\\\" e os ombros saíam fora do lugar na queda, nada que não melhorasse no outro dia....dia de chuva, brincar na enxurrada, - A caixa d\\\'água tá soltando âgua pelo ladrão, corre lá na nossa cachoeira, vamos de bicicleta, correndo...estiou, foi só uma chuva de verão, alguém espalha que no bar da esquina os chicletes Ping pong estão com as figurinhas do Brasil. Copa de 86, aquele penalti que o zico perdeu, eu era o zico, não, era meu irmão, eu era o Sócrates... enfim, nada como uma baré de maçã no saquinho pra esquecer, ou tirar a sorte na roleta do biju.
- Pára a bola! A dona Mercedes invade o campo, a caminho da missa. Sinal de que já é hora de quase entrar, sim de vez em quando a gente ia pra casa. Cai a noite, final de domingo, joga chinelo nos morcegos, algazarra ao longe, ninguem aceita a derrota da peleja. Banho, quem vai primeiro, to pinicando, vai logo! Assistir trapalhões e comer macarrão do almoço, ainda tem as batatas grudadas na assadeira. Lição de matemática, amanhã tem educação física, vou de kichute.
Apaga a luz do aquário, boa noite minha criança interior, um dia quero voltar a ser como você!
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