Facebook Informações Ir direto ao conteúdo

Maria da Penha Maia Fernandes é uma das mais importantes figuras na luta contra a violência doméstica no Brasil. Farmacêutica nascida em Fortaleza, Ceará, Maria da Penha viveu uma história de resistência e busca por justiça que inspirou uma das legislações mais importantes no combate à violência contra a mulher no país.

Em 1983, Maria da Penha foi vítima de uma tentativa de homicídio perpetrada por seu então marido, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros. Durante anos, ela havia sofrido abusos e agressões. Na primeira tentativa de assassinato, ele atirou em suas costas enquanto ela dormia, o que a deixou paraplégica. Apesar de alegar que o disparo foi causado por invasores que estariam tentando roubar a casa, Marco Antonio continuou agredindo Maria da Penha mesmo após o ocorrido. Algumas semanas depois, ele tentou eletrocutá-la enquanto ela tomava banho.

A partir desse momento, Maria da Penha decidiu que não poderia mais viver em uma situação de violência e procurou ajuda para proteger a si mesma e suas filhas. Ela foi às autoridades e, após uma longa e difícil batalha judicial, o caso foi finalmente levado aos tribunais. Porém, o processo foi demorado e cheio de obstáculos, com inúmeras tentativas de apelação que levaram quase duas décadas para que uma sentença definitiva fosse aplicada. Marco Antonio só foi preso em 2002, quase 20 anos após o crime.

Cansada da impunidade, Maria da Penha levou o caso a instâncias internacionais. Em 2001, com o apoio do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e do Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), ela denunciou o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Em uma decisão inédita, a CIDH responsabilizou o Brasil pela omissão em relação ao caso e recomendou mudanças urgentes na legislação do país para proteger as mulheres contra a violência doméstica.

Essa decisão histórica foi o ponto de partida para...

Continuar leitura

Complementos

Maria da Penha conta sua história de vida e relembra agressões

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Essa história faz parte de coleções

fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.