Meu nome é Maria Alice Oliveira de Sousa, tenho 52 anos, moro em Brasília- DF , sou professora aposentada e mãe de dois lindos jovens: Ana Letícia e Felipe.
Em 2007, fui diagnosticada com uma doença auto-imune no fígado, cujo único tratamento possível, pelo avanço da doença, seria um transplante.
Eu passava por sérios problemas pessoais pelo fato de ter perdido meu pai na mesma época em que divorciei.
A notícia do transplante foi mais uma bomba que caiu nas minhas mãos e meu chão se abriu. Os sentimentos foram os mais difíceis possiveis: medo, angústia, tristeza, sensação de abandono e a mais comum pergunta: \"Por que comigo?\"
Com o apoio da minha família e a vontade de viver, eu busquei forças que não entendia de onde tirei, mas hoje sei que veio de Deus.
Fui à luta. Não me recusei a fazer o tratamento para estabilizar a doença, segui trabalhando com dificuldade e confiando que o dia do meu transplante chegaria.
Desde o diagnóstico até junho de 2013, fiquei em tratamento e nessa data fui listada. A lista à espera de um órgão é grande e quem está nela precisa lidar com a ansiedade, o medo de não dar tempo e com a vontade de outras pessoas de dizer sim à Doação de Órgãos.
Permaneci na lista por menos de 2 meses, no dia 22/08/2013, recebi o melhor SIM da minha vida e fui operada.
Uma cirurgia complexa com uma recuperação dolorosa e demorada, mas muito bem sucedida.
No ano seguinte, comecei a participar de corridas de rua e hoje coleciono mais de 200 medalhas.
Já participei de grandes provas do Brasil como a Corrida de São Silvestre, Meia Maratona do Rio e a Volta da Pampulha. Em 2022 participei dos Jogos Brasileiros para Transplantados e em 2023, fui aos Jogos Mundiais para Transplantados na Austrália.
Tornei-me uma Atleta Transplantada e faço parte da Liga de Atletas Transplantados do Brasil.
Estou me preparando para os Jogos Mundiais de Transplantados de 2025 que acontecerá na...
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Meu nome é Maria Alice Oliveira de Sousa, tenho 52 anos, moro em Brasília- DF , sou professora aposentada e mãe de dois lindos jovens: Ana Letícia e Felipe.
Em 2007, fui diagnosticada com uma doença auto-imune no fígado, cujo único tratamento possível, pelo avanço da doença, seria um transplante.
Eu passava por sérios problemas pessoais pelo fato de ter perdido meu pai na mesma época em que divorciei.
A notícia do transplante foi mais uma bomba que caiu nas minhas mãos e meu chão se abriu. Os sentimentos foram os mais difíceis possiveis: medo, angústia, tristeza, sensação de abandono e a mais comum pergunta: \"Por que comigo?\"
Com o apoio da minha família e a vontade de viver, eu busquei forças que não entendia de onde tirei, mas hoje sei que veio de Deus.
Fui à luta. Não me recusei a fazer o tratamento para estabilizar a doença, segui trabalhando com dificuldade e confiando que o dia do meu transplante chegaria.
Desde o diagnóstico até junho de 2013, fiquei em tratamento e nessa data fui listada. A lista à espera de um órgão é grande e quem está nela precisa lidar com a ansiedade, o medo de não dar tempo e com a vontade de outras pessoas de dizer sim à Doação de Órgãos.
Permaneci na lista por menos de 2 meses, no dia 22/08/2013, recebi o melhor SIM da minha vida e fui operada.
Uma cirurgia complexa com uma recuperação dolorosa e demorada, mas muito bem sucedida.
No ano seguinte, comecei a participar de corridas de rua e hoje coleciono mais de 200 medalhas.
Já participei de grandes provas do Brasil como a Corrida de São Silvestre, Meia Maratona do Rio e a Volta da Pampulha. Em 2022 participei dos Jogos Brasileiros para Transplantados e em 2023, fui aos Jogos Mundiais para Transplantados na Austrália.
Tornei-me uma Atleta Transplantada e faço parte da Liga de Atletas Transplantados do Brasil.
Estou me preparando para os Jogos Mundiais de Transplantados de 2025 que acontecerá na Alemanha e vou competir na corrida de rua e marcha atlética. Estou me preparando diariamente, porque meu desejo é conquistar uma medalha, mas além dessa representatividade física, vem um imenso orgulho de mim mesma, pois consegui ressignificar a minha vida a partir de uma batalha que eu achava muito grande para mim.
Além de atleta transplantada, administro um grupo de Corrida, o Bora Ser Feliz e fundei, junto com outros Transplantados, o Instituto Brasileiro de Transplantados. Nele damos apoio a outros Transplantados e pessoas que estão em lista, de forma voluntária.
Vivo o melhor momento da minha vida! Escolhi o esporte e o voluntariado para divulgar o quanto a Doação de Órgãos é importante, porque salva vidas e tira pessoas do fundo do poço, levando-as para muitas oportunidades.
Sou grata a Deus e a família do meu doador, por terem permitido que eu tivesse uma segunda chance de viver e reescrever a minha história.
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