A Estação de Memórias: Porto & Pesca já faz parte da história de Santos. Agora, a Casa das Culturas recebe a exposição permanente, que celebra as memórias, os saberes e as histórias de quem construiu sua vida entre o mar, o mangue e o porto.
Além disso, a inauguração reuniu moradores, parceiros, representantes das comunidades pesqueiras e instituições. Juntos, eles celebraram um patrimônio que continua vivo.
Por isso, a mostra permanece aberta ao público durante todo o ano. Assim, moradores e turistas podem conhecer as experiências de pescadores artesanais, marisqueiras, mestres da pesca e lideranças comunitárias da Baixada Santista.
Uma inauguração marcada pelo encontro entre memória e território
A abertura da Estação de Memórias: Porto & Pesca reuniu pessoas que ajudaram a construir o projeto. Entre elas estavam entrevistados, familiares, representantes das comunidades pesqueiras e parceiros da iniciativa.
Mais do que inaugurar uma exposição, o encontro celebrou histórias de vida. Além disso, valorizou conhecimentos transmitidos entre gerações. Dessa forma, reforçou a importância da pesca artesanal para a identidade da Baixada Santista.
Ao mesmo tempo, a cerimônia emocionou os entrevistados. Eles revisitaram suas histórias. Também conheceram um espaço que preserva suas memórias de forma permanente.
Para Ricardo Aguiar Yumoto, um dos participantes da mostra, esse reconhecimento valoriza um legado familiar construído ao longo de gerações.
“Muito legal fazer parte desse projeto e contar essa história que vem de bisavô, avô, pai e eu. Essa história que ficará permanente aqui na Casa das Culturas é muito importante, porque retrata todas as fases da pesca artesanal, até os tempos de hoje.”
O depoimento resume o propósito da Estação de Memórias: Porto & Pesca. Afinal, a exposição preserva histórias de vida. Além disso, valoriza os saberes tradicionais das comunidades pesqueiras.
A inauguração também ganhou destaque na imprensa regional. Com isso, a iniciativa ampliou a visibilidade da pesca artesanal. Ao mesmo tempo, fortaleceu o debate sobre a relação histórica entre Santos e o porto.
O que é a Estação de Memórias: Porto & Pesca?
O Museu da Pessoa criou a Estação de Memórias: Porto & Pesca em parceria com a VLI.
Primeiramente, a equipe ouviu comunidades costeiras da Baixada Santista. Em seguida, registrou histórias de vida que revelam conhecimentos tradicionais, modos de trabalho e diferentes formas de relação com o território.
Ao todo, oito histórias integram a exposição. Além dos depoimentos, o público encontra vídeos documentais, fotografias, objetos e recursos interativos. Assim, a visita se torna mais imersiva.
Além disso, o Museu da Pessoa incorpora todos os relatos ao seu acervo digital permanente. Dessa maneira, essas memórias permanecem acessíveis para as próximas gerações.
Histórias que preservam saberes da pesca artesanal
Cada narrativa revela uma experiência diferente.
Por exemplo, algumas histórias mostram quem aprendeu a ler o vento e as marés desde a infância. Enquanto isso, outras apresentam os desafios da coleta de mariscos nos manguezais.
Além disso, vários depoimentos abordam o trabalho no mar. Também mostram a transmissão de conhecimentos entre gerações. Da mesma forma, revelam as mudanças vividas pelas comunidades ao longo das últimas décadas.
Ao mesmo tempo, os relatos demonstram que muitos saberes continuam vivos. Ainda hoje, eles orientam o cotidiano de quem vive da pesca.
Por isso, a exposição mostra que a pesca vai muito além de uma atividade econômica. Ela também representa cultura, identidade, pertencimento e cuidado com o território.
Além de preservar memórias, a mostra reconhece pessoas. Da mesma forma, fortalece a memória coletiva. Assim, valoriza conhecimentos que atravessam gerações.
Um percurso para conhecer o passado, compreender o presente e pensar o futuro
A Estação de Memórias: Porto & Pesca organiza o percurso em três eixos.
Primeiramente, Sobrevivência apresenta histórias de resistência, trabalho coletivo e construção das comunidades pesqueiras.
Em seguida, Apuro reúne narrativas sobre conhecimentos desenvolvidos ao longo de muitos anos. Entre eles estão a leitura das marés, dos ventos e dos sinais da natureza que orientam o trabalho no mar.
Por fim, Reflexão convida o público a pensar sobre os desafios atuais da pesca artesanal.
Entre os temas estão as mudanças ambientais, o crescimento da atividade portuária e o futuro das novas gerações.
Assim, a exposição conecta memória, cultura e território. Além disso, promove reflexões sobre o presente. Ao mesmo tempo, inspira novos olhares para o futuro.
Uma exposição permanente para visitar sempre
A Estação de Memórias: Porto & Pesca integra o espaço expositivo permanente da Casa das Culturas. Por isso, moradores e turistas podem visitar a mostra durante todo o ano.
Se você não participou da inauguração, ainda pode conhecer essas histórias de perto. Além disso, a exposição ajuda o público a compreender a importância da pesca artesanal para a formação da Baixada Santista.
Mais do que preservar lembranças, a mostra valoriza pessoas. Também fortalece identidades. Por fim, incentiva a preservação da memória para as próximas gerações.
Visite a Estação de Memórias: Porto & Pesca
Local: Casa das Culturas
Endereço: Rua Sete de Setembro, 49 – Vila Nova – Santos (SP)
Visitação: exposição permanente
Horário: terça-feira a sábado, das 14h às 18h
Classificação indicativa: livre
Entrada: gratuita
O Museu da Pessoa realiza o projeto com patrocínio da VLI e parceria da Casa das Culturas de Santos, da Fundação Arquivo e Memória de Santos e da Prefeitura de Santos.
Além disso, a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), por meio do Ministério da Cultura, viabiliza a iniciativa.