Projeto Memória dos Trabalhadores Petrobras
Depoimento de Wilson Antônio de Oliveira Filho
Entrevistado por Mirian
Urucu, 03 de julho de 2003
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB217
Transcrito por Transkiptor
00:00:58 P/1 - Wilson, fala pra gente seu nome completo, local e data de nascimento.
00:01:02 R - Nome completo, Wilson Antônio de Oliveira Filho. Dato de nascimento, 28 de março de 1952.
00:01:09 P/1 - Quando e como se deu o teu ingresso na Petrobras?
00:01:14 R - Se deu em 19 de março, 1975, após o término da escola técnica, em concurso público. O concurso foi no dia próximo do Natal, de 1974, e prestei o concurso, sendo chamado em janeiro para fazer o exame médico e admitido em março de 2005.
00:01:38 P/1 - Conta da tua trajetória, o que é que você faz aqui na empresa?
00:01:41 R - Minha trajetória na empresa, eu comecei na Refinaria Duque de Caxias, Rio de Janeiro, justamente nessa data, né? 19 de março de 75, onde nós ficamos, entrei como auxiliar de suprimento naquela época, ficamos durante seis meses em treinamento, sem treinamento, mas já como empregado, fazendo É uma parte teórica, uma parte prática. E depois desses seis meses de treinamento, fui encaminhado para a área de serviço, para a área do setor de suprimento, em 75. Antigo SESUP. E ali permaneci até 1980, quando em 77 eu fui promovido por concurso também para ajudante de suprimento. E em 1980 eu me transferi para a sede do Rio de Janeiro. Aí foi quando, em 80, ocorreu a tripartição, nós tínhamos um departamento chamado Déspero, onde se juntava a exploração, a produção, a perfuração num departamento só. Aí houve uma explosão desse departamento, criou-se três departamentos. Criou-se o DEPEX, que era a parte de exploração, criou-se o DEPER, que era a parte de perfuração, e o DEPRO, que era a parte de produção de petróleo, onde eu ingressei em 10 de outubro de 1980, ainda na carreira de ajudante de suprimento. E fiquei na sede...
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Projeto Memória dos Trabalhadores Petrobras
Depoimento de Wilson Antônio de Oliveira Filho
Entrevistado por Mirian
Urucu, 03 de julho de 2003
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB217
Transcrito por Transkiptor
00:00:58 P/1 - Wilson, fala pra gente seu nome completo, local e data de nascimento.
00:01:02 R - Nome completo, Wilson Antônio de Oliveira Filho. Dato de nascimento, 28 de março de 1952.
00:01:09 P/1 - Quando e como se deu o teu ingresso na Petrobras?
00:01:14 R - Se deu em 19 de março, 1975, após o término da escola técnica, em concurso público. O concurso foi no dia próximo do Natal, de 1974, e prestei o concurso, sendo chamado em janeiro para fazer o exame médico e admitido em março de 2005.
00:01:38 P/1 - Conta da tua trajetória, o que é que você faz aqui na empresa?
00:01:41 R - Minha trajetória na empresa, eu comecei na Refinaria Duque de Caxias, Rio de Janeiro, justamente nessa data, né? 19 de março de 75, onde nós ficamos, entrei como auxiliar de suprimento naquela época, ficamos durante seis meses em treinamento, sem treinamento, mas já como empregado, fazendo É uma parte teórica, uma parte prática. E depois desses seis meses de treinamento, fui encaminhado para a área de serviço, para a área do setor de suprimento, em 75. Antigo SESUP. E ali permaneci até 1980, quando em 77 eu fui promovido por concurso também para ajudante de suprimento. E em 1980 eu me transferi para a sede do Rio de Janeiro. Aí foi quando, em 80, ocorreu a tripartição, nós tínhamos um departamento chamado Déspero, onde se juntava a exploração, a produção, a perfuração num departamento só. Aí houve uma explosão desse departamento, criou-se três departamentos. Criou-se o DEPEX, que era a parte de exploração, criou-se o DEPER, que era a parte de perfuração, e o DEPRO, que era a parte de produção de petróleo, onde eu ingressei em 10 de outubro de 1980, ainda na carreira de ajudante de suprimento. E fiquei na sede até 2001, quando eu vim transferir daqui para Manaus. Nesse meu período de sede, eu passei para assistente de suprimento. Em 92, passei para técnico de suprimento, tudo por concurso interno. E em 2001, exatamente 5 de fevereiro de 2001, eu me transferi aqui para o NBSOL, onde atualmente estou exercendo a função de permanência comunitário de suprimento, porém no cargo de supervisor de suprimento.
00:03:28 P/1 - Desde o teu pedido de Petrobrás, você tem alguma história interessante, alguma coisa que te marcou?
00:03:34 R - Tenho, tenho várias histórias que me marcaram. Na Bacia de Campos, lamentavelmente, foi um incêndio de enxugo. Foi uma trajetória meio triste mesmo. E não é só trajetória triste na empresa. Tem muitas coisas boas lá dentro do bairro.
00:03:56 P/1 - Você trabalhava ligado a isso?
00:03:58 R - Eu era do suprimento e dava apoio às plataformas. Eu estava lá em 92. Eu estava com viagem marcada para a plataforma. Estava em Macaé esperando para embarcar quando o chuva pegou fogo. Eu estava prestando serviço em terra. e ia terminar em terra, concluindo um dos almoxadilfados que nós íamos trabalhar, de enxoval, quando incendiou, e foi totalmente chato, vendo os colegas chegarem, arborizado, e depois a entrega dos pertences aos familiares foi outra coisa que marcou muito pelo lado triste da coisa. Mas não é só tristeza nessa Petrobras, obviamente eu tenho muita passagem de alegria. Essa pra mim foi o ponto, a marcação que a Petrobras, por um lado ela foi triste, por outro lado eu vi a empresa sair das cinzas, ressurgir. Ela levantei, ergueu em chuva, na qual nós demos o apoio também do suprimento. A gente via aquelas ferragens retorcidas hoje. ser levantada e novamente produzir, novamente ser habitada, novamente entrar no Ciclo Petrobrás. Em 87, eu comecei... uma outra fase que me marcou muito foi quando começou o Urucu. Essa é uma recordação bem agradável. Foi no início da produção do Urucu, onde eu só conhecia a floresta amazônica por intermédio de fotografia, por intermédio de televisão, e tive o prazer de vir pra cá em 87 pra dar apoio também de suprimento. Isso aqui tava começando, só tinha um poço pioneiro, era uma clareira, Nós íamos para a cidade chamada Karawari e vimos para cá de helicóptero. E isso marcou muito, porque foi o início da exploração da selva amazônica. E eu tive o prazer de participar dessa exploração, dando apoio na parte de suprimento. Essa também foi, por um lado, a enxova me deu uma marca triste. E o início de Urucu, onde eu estou agora, transferido pra cá foi um marco de bastante alegria, bastante... E hoje vem o que é isso aqui, em 87, comecei aqui num pioneirismo aqui de Urucu, e volto agora em 2001, tá nessa potência, que obviamente que nesse período eu prestei vários apoios aqui, em 92 eu fui cedido pra cá, em 97 também, em 2001 fui transferido pra cá definitivo. Essa também é uma passagem que marcou bastante a minha vida de petroleiro.
00:06:22 P/1 - E o que é pra você trabalhar na Petrobras e tá ajudando no crescimento da empresa e no desenvolvimento do país?
00:06:31 R - Pra mim, trabalhar na Petrobras é um fator de orgulho. Porque eu sei, eu tenho 28 anos de Petrobras, foi o meu primeiro emprego, terminei uma escola técnica para Petrobras. Quer dizer, comecei nessa empresa como garoto novo, esperando uma coisa na vida e hoje o que eu tenho na vida Obviamente a Petrobras tem uma participação muito grande e o que eu penso em trabalhar nela, o que me causa trabalhar nela é um orgulho muito grande de saber que é uma das pioneiras em águas profundas, é uma empresa que tem vários picos de sucesso no mundo inteiro, é reconhecida, todo mundo conhece o logotipo Petrobras, então trabalhar nessa empresa para mim é um fator de muito orgulho, de muita satisfação e saber que eu contribuo com uma parcela para esse engrandecimento da empresa.
00:07:17 P/1 - O que você achou de ter participado desse projeto, de ter dado um depoimento para o projeto Memórias dos Trabalhadores?
00:07:24 R - Eu acho importante, porque esse projeto serve de arquivo, fica de arquivo. E o ideal é que esse trabalho fosse bem mais divulgado, porque inclusive ele serve de ferramenta de apoio para quem está chegando na Petrobras. Hoje, quem chega a ver esse poderio todo, não imagina que já começou isso aqui. Ela não tem, ou seja, não corre na via dele aquele sangue de petroleiro pioneiro. Ele hoje vê um uniforme desse, laranja, ele encara com um uniforme bonito, diferente, mas ele não tem, ele não sabe a história desse uniforme, ele não sabe a história da empresa. Então é bom que tenha uma memória, registro de empregado antigo, como eu, de 28 anos, pessoas mais antigas do que eu, os pioneiros fizeram da Petrobras o símbolo que ela é hoje, eu acho esse tipo de coisa importante, que fica, o nome já diz, na memória. Então isso aí fica como um arquivo que serve para os que estão chegando, que serve para os que estão aqui fazer uma consulta periódica para ver como é, fazer uma reciclagem da memória, lembrar através dos comentários dos colegas, do próprio depoimento. Então eu acho isso aí importantíssimo, eu estou tremendamente satisfeito de ter sido selecionado para dar esse depoimento e que eu acredito que seja um trabalho que vai servir não só para essa geração, mas para gerações que futuramente estão chegando na Vetro Branca.
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