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Senhor Moacir: vida, trabalho e diamantes

O Sr. Moacir é um brasileiro nascido em Minas Gerais e morador de Franca há 50 anos. É casado, tem quatro filhos e três netos. Com seus cinqüenta e três anos, é uma pessoa sábia e honesta.

Atualmente trabalha numa cartonagem com sua filha e genro. Trabalhou com diamantes por quarenta e cinco anos. Para ele foi a profissão de seus sonhos, pois o seu pai e seu irmão mais velho também tiveram a mesma profissão. Conhece tudo sobre diamantes: ele garimpou, trabalhou com vendas e teve um estabelecimento comercial de diamantes.

Segundo o Srº Moacir e outras fontes, Franca é considerada uma cidade diamantária. Alguns anos atrás, o diamante foi uma grande fonte de renda para a cidade. Foram encontrados diamantes em vários pontos da cidade: como no Córrego dos bagres, cidades da região e cidades vizinhas como Patrocínio Paulista, Itirapuã, Claraval e outras. Segundo ele, há ainda mais ou menos trezentos pontos de garimpo na região.

Ele nos informou que dos diamantes encontrados, uma parte vai para industria mecânica, outra é transformado em jóia e boa parte é exportada para Bélgica e Israel. Na Holanda e nos EUA também há bolsa de diamantes. Ele nos disse que os judeus têm papel fundamental no comércio de diamantes e são eles que determinam o preço no mundo inteiro.

Ainda informou que o preço do diamante é baseado no peso, na cor e na pureza, e seu valor é variável. Disse também que nós brasileiros diferenciamos o diamante como pedra bruta e o brilhante como pedra lapidada, mas que os estrangeiros não fazem essa distinção.

Para nos descontrair, contou-nos casos de um diamante que foi encontrado no papo de galinhas e também de um comerciante que, pela falta de conhecimento, estava vendendo uma pedra preciosa por preço de bijuteria. O Sr. Moacir encerrou sua conversa conosco falando sobre a proteção do Ibama em relação ao meio ambiente e trouxe fotos que comprovam sua fala.

Para...

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