Meu nome é Vanda Maria Victor Farias. Nasci em Aracajú, em 11 de junho de 1954. Eu entrei na Petrobras em 22 de abril de 1981.
O meu sonho era trabalhar na Petrobras, fiz um concurso e fui aprovada. Então para mim foi a maior felicidade, porque é a melhor empresa do país. E a gente sempre tem o orgulho quando passa assim e vê BR, a marca realmente pesa.
Eu trabalhei antes na Sal Gema, então eu tenho o curso técnico de Química e um curso de preparação aperfeiçoando. Mesmo assim, quando entrei na Petrobras, tive que fazer um curso de aperfeiçoamento em Salvador.
Fui para a área de laboratório, onde até hoje eu trabalho. Comecei como analista 1, hoje estou como técnico-químico de petróleo 2 e também substituo supervisão. No concurso, tinha muitas mulheres, mas o pré-requisito maior era ser homem. Como eu atingi - eu e algumas colegas - média alta, eles tiveram que... Na Petrobras, só tinha homem, maioria homem. Meu setor, quando cheguei, a maioria era mulher, infelizmente, tudo mulher. Hoje, trabalho na parte de Química, analista química. Todo produto acabado que sai, amônia, uréia, vai para o laboratório. A gente faz as análises e emite boletim de resultados. Trabalho na parte de fertilizante, Petrobras Fertilizante. UNIDADE - FAFEN Ela produz os fertilizantes, a amônia e a uréia. A minha unidade é a Fafen Sergipe. Antes eu era Nitrofértil, quando ingressei. A maior felicidade foi quando nos incorporamos à Petrobrás.
Há 20 anos, eu estava gestante do meu segundo filho, teve uma parada na unidade, então gritaram: “Faltou energia” Eu não tinha muita experiência ainda, apesar da segurança lá ser enorme, um colega gritou: “Isso vai explodir” Quando ele disse, eu corri de barriga e tudo. Fui parar foi lá na pista de Pedra Branca, porque eu trabalho em Laranjeiras. Quando eu parei, as pernas tremiam. Não explodiu, mas o susto que eu tomei foi imenso.
Momentos emocionantes foram, por exemplo, os 20 anos...
Continuar leitura
Meu nome é Vanda Maria Victor Farias. Nasci em Aracajú, em 11 de junho de 1954. Eu entrei na Petrobras em 22 de abril de 1981.
O meu sonho era trabalhar na Petrobras, fiz um concurso e fui aprovada. Então para mim foi a maior felicidade, porque é a melhor empresa do país. E a gente sempre tem o orgulho quando passa assim e vê BR, a marca realmente pesa.
Eu trabalhei antes na Sal Gema, então eu tenho o curso técnico de Química e um curso de preparação aperfeiçoando. Mesmo assim, quando entrei na Petrobras, tive que fazer um curso de aperfeiçoamento em Salvador.
Fui para a área de laboratório, onde até hoje eu trabalho. Comecei como analista 1, hoje estou como técnico-químico de petróleo 2 e também substituo supervisão. No concurso, tinha muitas mulheres, mas o pré-requisito maior era ser homem. Como eu atingi - eu e algumas colegas - média alta, eles tiveram que... Na Petrobras, só tinha homem, maioria homem. Meu setor, quando cheguei, a maioria era mulher, infelizmente, tudo mulher. Hoje, trabalho na parte de Química, analista química. Todo produto acabado que sai, amônia, uréia, vai para o laboratório. A gente faz as análises e emite boletim de resultados. Trabalho na parte de fertilizante, Petrobras Fertilizante. UNIDADE - FAFEN Ela produz os fertilizantes, a amônia e a uréia. A minha unidade é a Fafen Sergipe. Antes eu era Nitrofértil, quando ingressei. A maior felicidade foi quando nos incorporamos à Petrobrás.
Há 20 anos, eu estava gestante do meu segundo filho, teve uma parada na unidade, então gritaram: “Faltou energia” Eu não tinha muita experiência ainda, apesar da segurança lá ser enorme, um colega gritou: “Isso vai explodir” Quando ele disse, eu corri de barriga e tudo. Fui parar foi lá na pista de Pedra Branca, porque eu trabalho em Laranjeiras. Quando eu parei, as pernas tremiam. Não explodiu, mas o susto que eu tomei foi imenso.
Momentos emocionantes foram, por exemplo, os 20 anos de Petrobras. Foi muito bonito. Você trabalhar em uma empresa como a Petrobras e ouvir seu nome... porque foi em um auditório. Aí convidar você e a família - eu levei toda a minha família, minha mãe, meus filhos. Quando chamou meu nome para receber o diploma, foi muita emoção. Quanto a isso estou muito satisfeita.
Antigamente, a gente quando fazia análise, era tudo copiando. Aí colocou o computador, veio a informática, hoje tudo é Qualidade. Tudo é anotado, é registrado. Antes, registrávamos, mas não era com tanta eficiência como é hoje, com a ISO 14000, a ISO 9000, a BS 800. Então, houve muitas mudanças. Por exemplo, hoje nós temos o projeto Sem Lacunas. Tem vários. A Petrobras cresceu muito em desenvolvimento, tem muitos cursos. Eu fiz vários cursos, interpessoais, sobre minha área, a parte humana, qualidade de vida, várias coisas assim. Então cada vez, ela vai estendendo.
Acho que foi um grande avanço para Sergipe, um grande desenvolvimento, principalmente para Laranjeiras, que é cidadezinha pequena do interior. E o lado trabalho aumentou, trouxe mais emprego para Sergipe. Foi um grande avanço.
Sou sindicalizada, mas não tive atuação dentro do sindicato. Já participei, assim, por participar. Foi em 95, a greve, aquela forte em 95. Foi por salário, aumento salarial, essas coisas todas. Mas não recordo muito não.
Acho que fica na memória de todos nós, trabalhadores da Petrobras, que todos têm muita história e muito orgulho, principalmente. Acho que não tem um que diga que não tem um orgulhozinho, porque ela é muito conhecida. Você chega em qualquer lugar, a Petrobras é a Petrobras. Então para mim, eu tenho muito orgulho com isso, ser Petrobras.
Recolher