Valdecir Caetano da Silva, nasceu em Ubiratã (PR) em 6 de janeiro de 1963, segundo filho do casal Antônio Caetano da Silva e Beni Tereza da Silva.
Dois anos após o seu nascimento seus pais resolveram mudar-se, estavam enfrentando uma crise financeira. Escolheram a cidade de Indaiatuba, nessa época, muitas pessoas comentavam que era a cidade das oportunidades, onde teriam emprego garantido na indústria ou na agricultura.
Chegando a Indaiatuba, a família foi morar na Rua Hércules Mazzonni, Vila Almeida, numa casa grande, com portas e janelas azuis, não tinha chave nas portas e sim tramela, uma espécie de tranca, feita em madeira, com um furo no centro, pregada no batente. Naquela época a cidade não tinha tanta violência.
Seu pai logo arrumou serviço no Cotonifício, fábrica de fiação de algodão, onde hoje é o Shopping Jaraguá.
Valdecir gostava de ficar sentado observando sua mãe cuidar da horta, das galinhas e cozinhar no fogão à lenha. Encantado com o fogo pedia para sua mãe “basinha, basinha!”. Ela colocava em cima do fogão, uma brasinha, que ele mexia com uma varinha de bambu.
Sua infância de menino travesso, nas ruas de paralelepípedo, foi muito simples, mas cheia de diversão.
Construía seus próprios brinquedos como pipas, piões e petecas. Jogava futebol, participava de campeonatos de bolinhas gude e caçava passarinhos a estilingadas.
Gostava de brincar de beijo, abraço e aperto de mão.
Nadava e até virava piruetas numa lagoa conhecida como “Aguadinha”.
Na escola Áurea Moreira da Costa, Valdecir cursou o Ensino Fundamental, antigo primário. Era um aluno quieto, atencioso, gostava de ler e jogar futebol. Sua amiga Estela, sempre que levava pão com queijo e doce de abóbora, repartia com ele, pois as famílias atravessavam por um período difícil, época em que a inflação chegava a atingir 110%.
Sr. Antônio, pai de Valdecir, preocupado com o futuro da família, guardava suas economias no fundo da gaveta...
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Valdecir Caetano da Silva, nasceu em Ubiratã (PR) em 6 de janeiro de 1963, segundo filho do casal Antônio Caetano da Silva e Beni Tereza da Silva.
Dois anos após o seu nascimento seus pais resolveram mudar-se, estavam enfrentando uma crise financeira. Escolheram a cidade de Indaiatuba, nessa época, muitas pessoas comentavam que era a cidade das oportunidades, onde teriam emprego garantido na indústria ou na agricultura.
Chegando a Indaiatuba, a família foi morar na Rua Hércules Mazzonni, Vila Almeida, numa casa grande, com portas e janelas azuis, não tinha chave nas portas e sim tramela, uma espécie de tranca, feita em madeira, com um furo no centro, pregada no batente. Naquela época a cidade não tinha tanta violência.
Seu pai logo arrumou serviço no Cotonifício, fábrica de fiação de algodão, onde hoje é o Shopping Jaraguá.
Valdecir gostava de ficar sentado observando sua mãe cuidar da horta, das galinhas e cozinhar no fogão à lenha. Encantado com o fogo pedia para sua mãe “basinha, basinha!”. Ela colocava em cima do fogão, uma brasinha, que ele mexia com uma varinha de bambu.
Sua infância de menino travesso, nas ruas de paralelepípedo, foi muito simples, mas cheia de diversão.
Construía seus próprios brinquedos como pipas, piões e petecas. Jogava futebol, participava de campeonatos de bolinhas gude e caçava passarinhos a estilingadas.
Gostava de brincar de beijo, abraço e aperto de mão.
Nadava e até virava piruetas numa lagoa conhecida como “Aguadinha”.
Na escola Áurea Moreira da Costa, Valdecir cursou o Ensino Fundamental, antigo primário. Era um aluno quieto, atencioso, gostava de ler e jogar futebol. Sua amiga Estela, sempre que levava pão com queijo e doce de abóbora, repartia com ele, pois as famílias atravessavam por um período difícil, época em que a inflação chegava a atingir 110%.
Sr. Antônio, pai de Valdecir, preocupado com o futuro da família, guardava suas economias no fundo da gaveta de um guarda-roupa, mas isto era algo que ninguém sabia.
Nos finais de semana, ao anoitecer os jovens se dirigiam à Praça Prudente Morais em grupos, moços pra cá e moças pra lá, para trocarem olhares e se escolherem. Footing era nome dado a esse movimento.
As meias brancas das meninas ficavam vermelhas de terra, de tanto dar voltas na praça. Valdecir sempre arrumava uma namoradinha, pegava na mão, para ir à sorveteria Dom Pedro, muito movimentada.
A família mudou-se para a Rua Boa Aventura Dias Thomé, na Vila Castelo Branco. Valdecir foi estudar na escola Dom José de Camargo Barros. Tinha como professor de Educação Física Clain Ferrari, que era muito engraçado, mexia as orelhas para divertir os alunos.
Nas eleições de 1977, Clain Ferrari foi eleito prefeito de Indaiatuba.
Que disputa com Imanishi! Muitas bandeirinhas e refrão: “É tampa, é tampa, é tampa, garrafão, Clain Ferrari na prefeitura, Imanishi no Japão!”. Naquela época, a população não tinha acesso a shows e o “showmício” era muito prestigiado.
Hoje não é permitido aos candidatos fazerem “showmício”. O atual prefeito é o Reinaldo Nogueira, que administra muito bem a cidade.
Aos 17 anos, Valdecir parou de estudar, para ajudar a família. Foi quando arrumou seu primeiro emprego com carteira registrada, na empresa Puriar, pois antes já trabalhava como servente de pedreiro com o Sr. Silvio Albertini.
Saindo da Puriar, foi trabalhar na fábrica Groten, uma confecção muito conhecida em Indaiatuba, numa época em que o jeans trouxe muitos empregos para os indaiatubanos.
O meio de transporte mais usado era a bicicleta. Chamava atenção a quantidade de bicicletas nas ruas, na saída dos funcionários das empresas, principalmente na Avenida Presidente Vargas, em frente a Yanmar, empresa de tratores, que muito contribuiu para o desenvolvimento da cidade.
Aos 22 anos, já noivo, Valdecir gostava de jogar bola, tinha muitos amigos, foi presidente da Associação de Bairro da Vila Castelo Branco. Promovia vários eventos para ajudar as pessoas, como campeonatos de futebol, onde cada jogador levava um quilo de alimento.
Estes alimentos eram doados para as crianças carentes da Casa do Caminho, apoiando as ações solidárias da locutora da Rádio Jornal Sra. Aydil, uma pessoa caridosa que se dedicou a este projeto. Hoje existe em Indaiatuba o Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachella, que recebeu este nome em sua homenagem.
Com a morte de seu pai, Valdecir precisou sair do serviço, para ajudar sua mãe que trabalhava tomando conta dos banheiros da rodoviária. Passaram por muitas dificuldades. Ninguém imaginava que Sr. Antônio escondia há anos, o dinheiro embaixo da gaveta do guarda-roupa, mas quando acharam o dinheiro não tinha mais valor.
Perderam tudo.
Em 1987, cansados de limpar banheiros, resolveram comprar um carrinho de lanches. Venderam um fusca branco, que pertencia ao pai e um amarelo, que era do Valdecir. Pagaram as dívidas e, com o restante compraram o carrinho de lanches.
Valdecir colocou o nome Pixote no carrinho, em homenagem ao seu cachorro. Com o passar do tempo, as pessoas chegavam para comprar lanche e diziam “faz um lanche Pixote! Quero um hambúrguer Pixote!”.
E assim seu apelido ficou Pixote. Daí pra frente, Pixote pra cá, Pixote pra lá.
Pixote sofreu muito quando sua mãe adoeceu, e precisou fazer transfusão de sangue. Novamente os campeonatos de futebol, auxiliaram nesta etapa, cada jogador contribuía doando sangue.
Terminou o noivado e ficou cuidando da mãe, que infelizmente não resistiu à doença e faleceu.
Durante 25 anos, Pixote vendeu lanches em frente ao Hospital Santa Inês, hoje Hospital Samaritano. Conheceu muitas pessoas no seu trabalho, mas continuava solteiro.
Até que um dia, conversando pela internet no site “Badoo”, acabou marcando um encontro com a Sandra, no dia do seu aniversário. Após esse encontro começaram a namorar.
O movimento no seu carrinho diminuiu bastante, por causa da abertura do Lanchão. Muitas pessoas preferiam comprar lanche lá, porque o espaço era maior e podiam usar cartão de crédito.
Com incentivo de sua namorada Sandra, resolveu começar a vender lanches no Jardim Morada do Sol, bairro mais populoso da cidade.
Deu certo, hoje vende muito, faz tudo com muito amor e dedicação. Tem dia que, se uma pessoa quiser comer o lanche do Pixote, precisa esperar mais de uma hora.
Seu sonho é abrir uma casa de lanches em Indaiatuba, pois como ele mesmo afirmou “Sou Indaiatubano de Coração!”.
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