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Por: Museu da Pessoa, 10 de março de 2015

Uma mulher batalhadora

Esta história contém:

Uma mulher batalhadora

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Meu nome é Celina Mendes do Prado. Eu nasci em Jandira, São Paulo, no dia 5 de abril de 1968. Meus pais são Antônio Mendes do Prado e Maria Antônia da Silva Prado. Meu pai é falecido já há oito anos. Ele era padeiro e a minha mãe sempre foi comerciante. Minha mãe tem 82 anos, é uma pessoa superativa, ainda trabalha, viaja sozinha, enfim. A minha mãe mora em Barueri. É um município próximo a Jandira. Eles eram do Nordeste e vieram pra São Paulo.

Meu pai era uma pessoa sempre foi muito quietão, caladão, o negócio dele era trabalhar e trazer dinheiro pra casa. O tradicional homem de casa. E a minha mãe não, a minha mãe sempre esteve mais com a gente, a relação acho que principalmente de mulher, de menina é mais com a mãe. Eu tenho oito irmãos. A minha infância toda eu passei em Jandira. Eu saí de Jandira, casei-me em 90. Me casei e fui morar em Carapicuíba. Morei 11 meses em Carapicuíba, aí meu ex-marido foi transferido pro Paraná, numa empresa que ele trabalhava, abriu uma filial, nós fomos pra lá e eu terminei de estudar. Eu fiz uma pós, eu estudei na Universidade Estadual de Ponta Grossa, lá eu tive o meu primeiro filho, enfim. Eu vivi por oito anos lá.

Fiz Letras na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Foi no último ano de faculdade eu engravidei e eu comecei a fazer uma pós logo em seguida. O curso terminou em dezembro e em janeiro, janeiro, fevereiro eu já comecei a fazer a pós e eu já estava grávida. Fiquei grávida mais ou menos dezembro, janeiro, meu filho nasceu em agosto, ele fez a pós comigo e depois que ele nasceu, depois de 15 dias eu já estava na faculdade de novo porque pós não tem licença médica. Então eu o levava de bebezinho comigo, no carrinho, e fazia a pós sexta e sábado o dia inteiro, ele ficava comigo. Ele cresceu também já nesse pique. Eu dava aula em escolas públicas do Paraná, escolas estaduais. Trabalhei numa escola chamada Elias da Rocha,

Dei aula 18 anos em escolas...

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Museu da Pessoa – Conte sua história

Histórias de Esperança – 29 anos do Projeto Criança Esperança

Depoimento de Celina Mendes do Prado

Entrevistada por Eliete Pereira

Osasco 10/03/2015

Realização Museu da Pessoa

Entrevista HECE_HV_51

Transcrito por Ana Carolina Ruiz

P/1 – Celina, boa tarde.

R – Boa tarde.

P/1 – Pra gente começar eu queria que você me dissesse o seu nome completo, o local e a data de nascimento.

R – Meu nome é Celina Mendes do Prado. Eu nasci em Jandira, São Paulo, no dia 5 de abril de 1968.

P/1 – Celina, qual o nome dos seus pais?

R – Antônio Mendes do Prado e Maria Antônia da Silva Prado.

P/1 – O que eles faziam, seu pai, ou fazem?

R – Então, meu pai é falecido já há oito anos. Ele era padeiro, meu pai, e a minha mãe sempre foi comerciante. Minha mãe tem 82 anos, é uma pessoa superativa, ainda trabalha, viaja sozinha, enfim.

P/1 – Eles são de Jandira?

R – Eles moram em Barueri. Meu pai, eu não tenho mais o meu pai, e a minha mãe mora em Barueri. É um município próximo a Jandira.

P/1 – Eles eram ali de Jandira, Barueri?

R – Não, não. Eles eram do Nordeste, né? Geralmente quem vem pra São Paulo são nordestinos, eles vieram pra São Paulo pra construir a vida aqui e ficaram, moraram muitos anos em Jandira, eu estudei, cresci, tive minha infância em Jandira. Fui professora lá na mesma escola que eu estudei e depois de um tempo a minha mãe veio morar em Barueri.

P/1 – Celina, de qual estado que eles eram, os seus pais?

R – De Alagoas e o meu pai da Bahia mesmo, Salvador, Bahia.

P/1 – Ah, Salvador? Você chegou a conhecer depois?

R – Não. Alagoas eu fui conhecer nordeste, mas Bahia eu não conheço ainda.

P/1 – E como que os seus pais... Como era a personalidade dos seus pais? Do seu pai, da sua mãe.

R – Então, meu pai era uma pessoa, sempre foi muito quietão, caladão, o negócio dele era trabalhar e trazer dinheiro pra casa. O tradicional homem de casa. E...

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