Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Por: Júlia Rodrigues da Silva, 26 de outubro de 2020

Uma história sem final

Esta história contém:

Durante 16 anos da minha vida um exemplo, que parecia ser muito claro sobre o que é ter uma vida. Em casa, tudo parecia estável e belo, ouso dizer perfeito. Me sentia muito segura e resolvida, com uma base, um sustento, pois sabia que meus pais sempre estariam ali para me ajudar e apoiar.

Meu maior medo até então era de que um dia tudo isso desmoronasse (divórcio). Lembro de uma discussão dos meus pais que me deixou aflita, pois parecia que tudo iria terminar em divórcio. Nunca tinha visto-os discutir daquela forma, por isso fiquei aflita, porém, tudo terminou bem e “felizes para sempre”.

Em 2018 comecei a namorar, mas infelizmente não foi como o esperado. Passei por um relacionamento abusivo. Depois do termino, me sentia culpada por ter deixado tudo acontecer da forma como aconteceu, e para que isso não me perturbasse, engoli os sentimentos, e continuei, como se nada tivesse acontecido.

No dia 4 de janeiro de 2019, através de um comportamento infantil por parte de meu pai, tive que mais uma vez engolir o que eu sentia, pelo bem de quem estava em volta e dos meus irmãos. Passeando tranquilamente no shopping, ouvi meu pai dizendo em um tom mais alto que o normal que queria o divórcio. Minha mãe não estava presente.

O ano de 2019 pareceu ter sido fácil, parecia estar tudo bem. Entretanto, em 2020, ano que escrevo essa história, percebi que não está nada bem. Me sinto solitária, desamparada, triste.

Assim como tive que lidar com o meu, até então, maior medo, precisei encarar que nasci em uma família extremamente preconceituosa, que ao invés de ajudar quanto ao divórcio, só julga minha mãe. E para piorar, sou bissexual não assumida, por medo.

Mesmo com todos os problemas, tenho fé de que tudo vai realmente ficar bem. Comecei a me aceitar do jeitinho que vim ao mundo, o que já é um grande avanço para quem se sente reprimida. Não penso em desistir, na verdade, os conflitos me motivaram a crescer e ter o meu próprio cantinho e seguir...

Continuar leitura
Palavras-chave: lgbt, superação

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Um sonho de educação
Texto

Lucinei Maria Bergami

Um sonho de educação
Do Acre aos Aces: as conquistas do Capitão da Seleção
Vídeo Texto
“Caminhão é uma escola
Vídeo Texto

Simone de Cassia Oliveira Venancio

“Caminhão é uma escola"
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.