Tive uma infância um pouco difícil, problemas respiratórios até os 9 anos. Devido a isso eu não estudei desde cedo. Foi uma diretoria questionou minha mãe por não me matricular, só os irmãos, e ela ensinou o remédio à minha mãe e me curei. A partir desse momento me dediquei muito pra compensar o tempo perdido. Inclusive foi uma forma de me conduzir até os Correios. Quando passei na faculdade de Biologia em Jequié, eu vivi um ano de muitas dificuldades, dormindo na casa de colegas, e foi quando consegui um trabalho numa escola particular em que ouvíamos FM na rádio. Era lá que passava os nomes das pessoas que passavam em concursos na cidade. Um dia ouvindo eu ouvi de um concurso pra carteiro.
Eu lá e perguntei se mulher poderia fazer concurso. Eu vi como uma oportunidade. Fiz o concurso, fui aprovada, e durante esse período concluí a faculdade. Depois retornei em Itaji esperando ser chamada pelos Correios. Recebi o telegrama. Cheguei muito alegre, comuniquei a minha mãe e ela não entendeu porque uma professora queria ser carteira. Eu falei pra minha mãe que eu ia levar a vida inteira como professora, mas indo pros Correios eu achava que minha vida iria mudar.
E assim fui. Eu passei a desenvolver todas as atividades de uma agência de correio, porque lá em Jequié só tinha essa unidade. Lá, eu pude vivenciar Correios na minha vida. E tive a oportunidade de fazer pós em Biologia durante o tempo de carteira. Mas enquanto isso prestei outros concursos dos Correios e também pra outros, como professora.
Então chegou uma época que pedi demissão dos Correios. Mas antes de pedir demissão eu vi se havia possibilidade de ser chamada dos concursos internos eu continuaria nos Correios. Ele não tinha certeza. Com trinta dias depois fui reconvocada pelos Correios para Técnico Administrativo e fui.
Meu sonho mesmo, desde carteiro, era ser inspetora. Foi aí que surgiu um concurso, eu prestei e passei em primeiro lugar. Atuei como...
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Tive uma infância um pouco difícil, problemas respiratórios até os 9 anos. Devido a isso eu não estudei desde cedo. Foi uma diretoria questionou minha mãe por não me matricular, só os irmãos, e ela ensinou o remédio à minha mãe e me curei. A partir desse momento me dediquei muito pra compensar o tempo perdido. Inclusive foi uma forma de me conduzir até os Correios. Quando passei na faculdade de Biologia em Jequié, eu vivi um ano de muitas dificuldades, dormindo na casa de colegas, e foi quando consegui um trabalho numa escola particular em que ouvíamos FM na rádio. Era lá que passava os nomes das pessoas que passavam em concursos na cidade. Um dia ouvindo eu ouvi de um concurso pra carteiro.
Eu lá e perguntei se mulher poderia fazer concurso. Eu vi como uma oportunidade. Fiz o concurso, fui aprovada, e durante esse período concluí a faculdade. Depois retornei em Itaji esperando ser chamada pelos Correios. Recebi o telegrama. Cheguei muito alegre, comuniquei a minha mãe e ela não entendeu porque uma professora queria ser carteira. Eu falei pra minha mãe que eu ia levar a vida inteira como professora, mas indo pros Correios eu achava que minha vida iria mudar.
E assim fui. Eu passei a desenvolver todas as atividades de uma agência de correio, porque lá em Jequié só tinha essa unidade. Lá, eu pude vivenciar Correios na minha vida. E tive a oportunidade de fazer pós em Biologia durante o tempo de carteira. Mas enquanto isso prestei outros concursos dos Correios e também pra outros, como professora.
Então chegou uma época que pedi demissão dos Correios. Mas antes de pedir demissão eu vi se havia possibilidade de ser chamada dos concursos internos eu continuaria nos Correios. Ele não tinha certeza. Com trinta dias depois fui reconvocada pelos Correios para Técnico Administrativo e fui.
Meu sonho mesmo, desde carteiro, era ser inspetora. Foi aí que surgiu um concurso, eu prestei e passei em primeiro lugar. Atuei como inspetora regional em Salvador por uns dois anos e meio. Atuei nesse período também como instrutora voluntária para os iniciantes, o que me permitia estimular os novatos.
Depois participei de um recrutamento pra Inspetor Nacional, o que me faz estar aqui em Brasília hoje. Há quase vinte anos atrás não havia quase mulheres. Existiam alguns trabalhos que os homens estava mais a frente até porque exigiam esforço físico. Mas pela necessidade de estudar, eu consegui. Acho que a minha carreira mostra que qualquer pessoa pode chegar a isso.
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