Ter um cachorro sempre foi um sonho. Aos 13 anos, depois de um ano da separação dos meus pais, consegui realizá-lo. Uma vizinha estava doando e minha mãe, que sabia do meu desejo, decidiu adotar um dos filhotes. À época, a música “Alejandro” da Lady Gaga estava bombando e, como eu estava sem ideias de nome, minha prima sugeriu que eu o pusesse e assim foi: o Alejandro, meu parceirinho, me acompanhou em diversos momentos difíceis, mas também em momentos alegres, como quando morei sozinha, a minha primeira formatura em curso superior, meu casamento, nossa mudança de cidade. Hoje, sinto que nossa relação é ainda mais forte: meu bebezinho tem demência canina e, aos quase 16 anos, já não tem mais aquela força e energia que tinha antes. Preciso dar comida e água na boca dele, levá-lo para passear em um carrinho, pegá-lo no colo quando chora por se sentir perdido. Mas até nisso ele me ensina coisas, como por exemplo a ser mais altruísta, a me dedicar a outro ser vivo, a desacelerar. Muita gente não entende e nos julga, mas só eu e ele sabemos o quando precisávamos um do outro. Meu filho é meu maior presente e espero que ele saiba o quanto o amo e o quão grata sou por tê-lo, dia após dia.
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