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Um amor além do tempo

Esta história contém:

O ano era 1986, mas é difícil precisar o mês e o dia, mas lembro-me bem que era uma noite festiva e também a primeira vez que saía de casa sem meus pais que sempre foram muito rígidos e não eram muito permissivos.

Ao chegar fiquei encantada com o lugar, a música, a alegria contagiante das pessoas que conversavam e riam alto, a comida era servida em abundância, bem como a bebida era igualmente livre. Como estava com um casal de amigos dos meus pais e minha irmã mais nova, então me senti a princípio contida e reservada pois não conhecia ninguém além de nós quatro e não conseguia fazer amizades facilmente.

Fiquei ali sentada por algum tempo apenas me deleitando com minha liberdade temporária e apreciando cada minuto com uma euforia velada, porém feliz por ter a oportunidade de estar presente naquele ‘baile’, um sonho das garotas da época. Me assustei quando um rapaz me chamou pra dançar, era alto, simpático e visivelmente mais velho que eu, então aceitei o convite e me dirigi ao salão que fora improvisado próximo ao curral de ordenha das vacas, um tanto afastado da casa principal.

Me deixei conduzir por aquele estranho alegre e falante, porem me tratava com respeito e cordialidade, não sabia ao certo quem ele era, mas achei-o cativante e dancei uma, duas...várias vezes, até meus pés exigirem uma pausa. Nesse momento, nos distanciamos do salão e ele se prontificou a buscar algo para bebermos, tudo da maneira mais educada possível. Tomamos nosso refresco e novamente ‘caímos’ na dança. A essa altura, já nem sabia por onde andava minha irmã e o casal de amigos, nem estava preocupada, pois naquela época, não havia tantos problemas com a segurança e alem do mais, estávamos em uma fazenda, assim, não havia muito com que se preocupar.

Já cansados, ele me convidou pra dar uma volta, aceitei e fomos caminhar, ele acendeu um cigarro e eu involuntariamente joguei-o fora, dizendo que não gostava de fumantes. Ele me olhou...

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Palavras-chave: dor, separação

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