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Hoje tenho quarenta e cinco anos, perdido em meus pensamento e memórias, vivo um drama que me atormenta alma, suga minhas energias, esconde em sombras o meu semblante, hoje vivo em um mundo, em uma vida que deveria ter sido minha. Hoje vivo no passado da minha alma. Amor, um amor tão forte e arrebatador, capaz de atravessar o tempo como uma flecha perdida, uma amor que me leva ao delírio, ou ao final da lucidez, meu amor, minha vida. Há vinte e cinco anos atrás eu tive um sonho, um sonho que mudou meu destino de tal forma, que hoje entendo o motivo de me encontrar perdido na estrada que iniciei, estrada cuja a qual só encontrei as pedras mais rudes. O motivo da minha existência neste plano terreno ou a razão deste castigo eterno, onde a morte seria um alívio para meu corpo e meu coração. Uma mulher, uma dor tão forte e desesperadora que me faz arder em febre, um desejo quase infantil do querer, esse meu amor por ela. Neste sonho me vejo em uma época distante desta em que vivemos hoje, posso arriscar quase uma época medieval, eu corria feito louco por uma estrada rudimentar, cercado por plantações que não consigo definir claramente, as vezes pareciam ser de trigo, noutras, apenas pasto verde e farto. Mas eu estava desesperado, aflito,com um medo terrível de algo que não conhecia, uma angustia desesperadora, mortal. Acompanhando esta estrada eu via ao longe algumas montanhas, pareciam como destes filmes de época, imensas, intocáveis. Eu sentia que estava próximo de algo, eu tremia e chorava como à uma criança que se perde da mãe, eu sabia que no final daquela estrada estava o meu destino. Em uma curva eu me vi no chão, sem conseguir me levantar, como se algo me segurasse com tamanha força, como se eu não fosse mais dono do meu corpo, olhei para cima e a única coisa que conseguia ver era o moinho de vento, grande, imenso, eu senti. Lá estava o motivo do meu desespero. Mas eu ainda estava no chão e não conseguia me mover, apenas gritava...

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Palavras-chave: hally

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