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Personagem: Wilma Martins
Por: Museu da Pessoa, 28 de maio de 2008

Transformando lixo em arte

Esta história contém:

Transformando lixo em arte

IDENTIFICAÇÃO Wilma Martins, eu nasci em São Paulo em nove de outubro de 1947. FORMAÇÃO Eu fiz curso normal e, depois, um ano de ciências sociais. E outros cursos. Fiz vários cursos de marketing, de reciclagem de papel, esses cursos rápidos. E sempre que tivessem a ver com o que eu estava fazendo no momento, com relação ao meu trabalho, o meu ideal de vida, sempre alguma coisa relacionada a isso. ATIVIDADE ATUAL Atualmente, eu trabalho com reaproveitamento de materiais descartáveis que envolvem técnicas diferentes ou algumas que já existem. A gente faz objetos diferentes com o intuito de serem objetos de uso. Que sejam úteis e que mostrem pras pessoas que você produz um lixo, que esse lixo não deveria... Aliás, não deveria ser produzido, em primeiro lugar, mas já que se produz, que tenha uma forma de dar utilidade pra esse lixo e uma utilidade com arte, também, e com acabamento, com uma cara bonita. Não um acabamento que tenha cara de ser feito por criança - não que o que é feito por criança não seja legal; é legal – mas, quando você vai ensinar pessoas a fazerem coisas, que seja alguma coisa que ela tenha coragem de colocar na sua própria mesa, na sua própria sala. Que tenha coragem de usar aquilo que já foi lixo. Que tenha uma cara como qualquer outra coisa industrializada, só que ela é uma coisa manual, é artesanal, é completamente artesanal. A gente começou fazendo objetos pra venda, tentando vender. Mas, era muito cedo ainda pra isso. As pessoas ainda não tinham consciência de que isso existia, de que o lixo existia, de você produzir o próprio lixo, de que era um problema o lixo e que poderia ser feita alguma coisa bonita com o lixo. Aí, começamos a pensar em ensinar as pessoas a fazerem essas peças que a gente fazia. Desenvolvemos técnicas muito simples, coisas bem simples, formas simples de se trabalhar, que qualquer pessoa podia fazer: desde uma criança até um idoso. E começamos...

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Dados de acervo

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Projeto: Instituto Ethos

Depoimento de: Wilma Martins

Entrevistada por: Julia (Bastos?)

Local: São Paulo

Data: 28/05/2008

Realização: Museu da Pessoa

Código: ETH_CB004

Transcrito por: Regina Paula de Souza

Revisado por: Flora Portellada

P/1 – Wilma, pra começar, fale o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.

R – É Wilma Martins, eu nasci em São Paulo em nove de outubro de 1947.

P/1 – Qual é a sua formação?

R – Eu fiz curso normal e, depois, eu fiz um ano só de Ciências Sociais.

P/1 – E hoje em dia?

R – E outros cursos, aí, eu fiz vários cursos de marketing, de reciclagem de papel, fiz, ah, uma série de cursos aí, mas esses cursos rápidos, né? E sempre que tivessem a ver com o que eu estivesse fazendo no momento, com relação ao meu trabalho, o meu ideal de vida, sempre alguma coisa relacionada a isso.

P/1 – E, atualmente, em que você está trabalhando?

R – Atualmente, eu trabalho com reaproveitamento de materiais descartáveis, de agentes que envolvem técnicas diferentes ou algumas que já existem, a gente faz objetos diferentes, e, sempre com o intuito de serem objetos de uso, né? Que sejam úteis e que mostrem pras pessoas que você produz um lixo, que esse lixo não deveria, aliás, não deveria ser produzido, em primeiro lugar, mas já que se produz, né? Que tenha uma forma de dar utilidade pra esse lixo e uma utilidade com arte, também, e com acabamento, com uma cara bonita, não um acabamento que tenha cara de feito por criança, não que o que é feito por criança não seja legal, é legal, né? Mas quando você vai ensinar pessoas a fazerem coisas, mostrar pras pessoas que fazem alguma coisa com o lixo, que seja alguma coisa que ela tenha coragem de colocar na sua própria mesa, entendeu? Na sua própria sala, que tenha coragem de usar aquilo que já foi um lixo, né? Então, e que tenha uma cara como qualquer outra coisa industrializada, só que ela é uma coisa manual, é artesanal, é...

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