As mudanças podem ocorrer de forma natural e também podem ser ocasionadas, assim, às vezes não fazem parte daquilo que podemos controlar e por isso nos levam a tomar algumas decisões, já as mudanças ocasionadas são decisões que nos levam a promover algumas mudanças, no meu caso, decidi ocasionar, ocasionar uma mudança física.
No entanto, os aspectos que envolvem mudança física são inúmeros, pois ela não ocorre dissociada de mudanças internas, por isso, uma mudança física ou advém de uma mudança interna ou a provocará, assim foi comigo.
Minha mudança não chegou a ser de país, por enquanto. Foi de estado. No estado em que nasci deixei minha família, alguns amigos, uma cachorra e uma infância e adolescência maravilhosas. Deixei em partes, as carrego até hoje, de forma diferente e mais madura.
A vontade de mudar começou naquele terrível ano de cursinho – aquele ano em que os jovens por mais que não saibam o que querem devem optar por algum caminho a seguir –, assim, meio incerta decidi e então pronunciei em alto e bom tom: Mãe, vou me mudar
Após vários choros, brigas e incertezas, assim o fiz, e assim estudei, trabalhei, conheci, descobri, realizei, respeitei e inúmeros outros verbos que envolveram e envolvem o cotidiano de pessoas que mudam e procuram outros estados e outros estilos e depois voltam e encontram novas possibilidades e tornam a mudar novamente.
Dessa forma, decidi criar minha teoria, a teoria de que a mudança, ocasionada ou não, estará sempre presente em mim ou em você, porém, ela precisa proporcionar crescimento.
Pois, parte desse crescimento que vislumbro no decorrer desses quatro anos que vivi nesse novo estado já me diz que a mudança do lugar em que se mora, também promove a mudança do lugar em que não se valorizava a família, a mudança do lugar em que sentir falta de amigos só durava um dia, a mudança do lugar em que não havia muita responsabilidade, a mudança de muitos lugares antes...
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As mudanças podem ocorrer de forma natural e também podem ser ocasionadas, assim, às vezes não fazem parte daquilo que podemos controlar e por isso nos levam a tomar algumas decisões, já as mudanças ocasionadas são decisões que nos levam a promover algumas mudanças, no meu caso, decidi ocasionar, ocasionar uma mudança física.
No entanto, os aspectos que envolvem mudança física são inúmeros, pois ela não ocorre dissociada de mudanças internas, por isso, uma mudança física ou advém de uma mudança interna ou a provocará, assim foi comigo.
Minha mudança não chegou a ser de país, por enquanto. Foi de estado. No estado em que nasci deixei minha família, alguns amigos, uma cachorra e uma infância e adolescência maravilhosas. Deixei em partes, as carrego até hoje, de forma diferente e mais madura.
A vontade de mudar começou naquele terrível ano de cursinho – aquele ano em que os jovens por mais que não saibam o que querem devem optar por algum caminho a seguir –, assim, meio incerta decidi e então pronunciei em alto e bom tom: Mãe, vou me mudar
Após vários choros, brigas e incertezas, assim o fiz, e assim estudei, trabalhei, conheci, descobri, realizei, respeitei e inúmeros outros verbos que envolveram e envolvem o cotidiano de pessoas que mudam e procuram outros estados e outros estilos e depois voltam e encontram novas possibilidades e tornam a mudar novamente.
Dessa forma, decidi criar minha teoria, a teoria de que a mudança, ocasionada ou não, estará sempre presente em mim ou em você, porém, ela precisa proporcionar crescimento.
Pois, parte desse crescimento que vislumbro no decorrer desses quatro anos que vivi nesse novo estado já me diz que a mudança do lugar em que se mora, também promove a mudança do lugar em que não se valorizava a família, a mudança do lugar em que sentir falta de amigos só durava um dia, a mudança do lugar em que não havia muita responsabilidade, a mudança de muitos lugares antes ocupados e agora não mais priorizados.
Se isso foi ruim? Talvez em alguns dias. Afinal, as mudanças também causam desconforto, no entanto, se não fosse através dessa busca por algo diferente daquilo que eu já tinha, não ganharia tantas novas amizades, risadas, certezas, famílias, maturidade.
E sabe qual foi a primeira coisa que ouvi quando decidi me mudar de estado?
“Não, você não vai”
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