Artes Plásticas em Pernambuco
Por Angelo Brás Fernandes Callou
Saio da aula de desenho artístico no Museu do Estado e vou me refestelar, ali mesmo, na XXIII Exposição de Artes do Imip. São 100 artistas pernambucanos expostos nas paredes do velho palacete.
À entrada da Exposição, nos deparemos com quadros de José Cláudio (1932-2023), homenageado da XXIII edição Imip.
Aprecio, de antanho, a pintura de José Cláudio. Sua arte ilustrava seus próprios textos, lidos num jornal tabloide sobre cultura, da Companhia Editora de Pernambuco - CEPE. Lá se vão décadas!
Nossas paisagens e nossos modos de ser, e são tão diversos na nação Pernambuco, que ouso dizer, ao observar seus quadros na mostra, que José Cláudio se ocupou em nos transformar em arte. Sem nos folclorizar, nem romantizar as culturas populares. Li, há pouco, em Sobre Desistir, de Adam Philips, que “a arte resiste e sabota nossos hábitos de percepção familiares.” Nos reconhecemos na pintura de José Cláudio, é verdade, mas algo escapa a nossa familiarização. Não à toa, o artista alargou fronteiras.
Subo as escadas e passo a observar-escolher-fotografar os meus quadros preferidos da exposição. Uma coisa é certa, além da minha coleção particular escolhida para caber na parede da memória do meu apartamento do Pina, as 100 obras da coleção atiçam a décima potência a vontade de pintar ou, simplesmente, a de se emocionar diante da arte pulsante realizada em Pernambuco.

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