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Por: Museu da Pessoa, 23 de maio de 2012

Sonho de administrar sua vida

Esta história contém:

Sonho de administrar sua vida

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“Na infância eu morei com a minha avó até dez anos; depois saí, fui morar com a minha mãe e com o meu padrasto. Com 13 anos voltei novamente pra casa da minha avó e com 18 pra 19 anos eu saí e vim morar com a minha mãe outra vez. Meu pai nunca foi tão presente na minha vida. A minha mãe que supriu. Minha avó levava a bíblia pra explicar as coisas pra nós, irmãos e primos, mas sempre com liberdade de expressão. Tanto é que ela deve ter mais vinte e cinco netos, quinze bisnetos e eu sou a única Testemunha de Jeová. Mas a educação religiosa, com essa liberdade, marcou também minha vida. Eu fiz minhas escolhas. Quando eu já estava fazendo o curso técnico, junto com o ensino médio, surgiu uma possibilidade nova na minha vida. Ouvi sobre um curso aqui dentro da Cidade de Deus, que era apenas pra mulheres. E esse curso a gente ia ganhar um recurso pra montar um próprio empreendimento. Era o fundo ELOS* que estava organizando junto com o Projeto Elas em Movimento* e a Chevron, que estava dando o recurso inicial. Aí é que a gente soube que a gente poderia montar um empreendimento que pudesse ser nosso. Aí no início me veio essa ideia de reciclar óleo usado de cozinha e transformar em sabão. Aí cada um fez um planejamento ali rapidinho, de como seria, de como iria ficar. Naquele momento foi isso: reciclar óleo usado de cozinha e transformar em produto de limpeza porque era a única forma de não poluir o meio ambiente e gerar uma renda. Chamamos de Bolhas Coloridas*! Nós passamos o informativo dizendo que era importante doar esse óleo usado de cozinha, não jogar no ralo, não jogar no rio, não jogar no lixo. Então agora passa o carro de som cantando a música do Bolhas e as pessoas vão aderindo. Espero conseguir renda, que as mulheres do projeto consigam melhorar o futuro. Mas o maior resultado eu vejo mais no meu dia a dia. Quando temos um investimento próprio e o resultado depende apenas de nós, e isso eleva a autoestima,...

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Projetos Mulheres Empreendedoras Chevron

Depoimento de Natasha Firmino da Silva Alves

Entrevistada por Rosana Miziara

Rio de Janeiro, 23 de maio de 2012

Realização Museu da Pessoa

Entrevista MEC_HV037

Transcrito por Márcia Fernandes / MW Transcrições (Mariana Wolff)

Revisado por Teresa de Carvalho Magalhães

P/1 – Natasha, você pode falar seu nome, local e data de nascimento?

R – Meu nome é Natasha Firmino da Silva Alves, minha data de nascimento: nasci dia primeiro de janeiro de 1991 e não me recordo do local, eu só sei que minha vida inteira e onde que eu nasci foi ali no Leblon, na avenida São Sebastião.

P/1 – Você nasceu, que que era lá no Leblon, casa dos seus avós?

R – Sim, a casa dos meus avós eram conjuntos habitacionais de apartamentos. Aí minha mãe, antigamente, morava com eles, então, automaticamente, eu e meus irmãos também morávamos com eles.

P/1 – Até quantos anos de idade você morou lá?

R – Morei com a minha avó até dez anos, depois saí, fui morar com a minha mãe e com o meu padrasto. Com 13 anos voltei novamente para casa da minha avó e com 18 para 19 anos eu saí e vim morar com a minha mãe.

P/1 – Então, vamos voltar, como é que era essa sua casa de infância, descreve ela?

R – Bom, o apartamento eram conjuntos, a gente morava no sétimo bloco. Era como, tinha elevador, tinha escada, de cômodos, deixa eu ver, eram cinco ou quatro cômodos. E morava eu, meus avós, minha mãe, minha tia e meus primos ali naquele local. Morávamos no terceiro andar, era muito divertido.

P/1 – Era divertido, como é que era lá, como é que vocês se divertiam?

R – Era divertido porque tinha meus primos da mesma faixa etária também. A gente teve uma infância muito boa ali também com as crianças ali daquela localidade. A gente brincava de pega-pega, de pique-esconde, ou então corria de alguém ou da minha mãe quando a gente implicava com os moradores ou ficava apertando a campainha e saia correndo,...

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