P/1 – Renato, você pode começar falando seu nome completo, local e data de nascimento?
R – Meu nome completo é Renato Mesquita Rodolfo. Eu nasci em Fortaleza, dia 29 de junho de 1989
P/1 – Seus pais são de Fortaleza?
R – Minha mãe é de Fortaleza e o meu pai, até onde eu sei, é da Bahia
P/1 – Por que até onde você sabe?
R – Porque eu não convivo com o meu pai, a minha mãe, ela conta a historia pra mim de que eu nasci do que ela chama de “produção independente”, né, então no caso, ela teve um relacionamento com o meu pai, eles não chegaram a se casar, né, e desse relacionamento, eu nasci e dele, e tenho o sobrenome que é Rodolfo, né? E apesar das pessoas estranharem esse sobrenome, um sobrenome que é também usado como nome, né, mas contato com ele eu tive muito pouco, né, ele ficou um tempo, depois que eu nasci e depois eu fui revê-lo novamente quando eu tinha cinco anos e desde essa época, não o vi mais e a ultima noticia que eu tive dele faz uns dois anos, que um tio meu me encontrou pela internet, é que ele já tinha falecido, já. Então… agora sei lá… a minha família… essa parte da minha família, caso, a família do meu pai, eles moram no Rio de Janeiro, né? Mas até onde eu sei, pelo menos o que a minha mãe conta é que eles se conheceram na Bahia, né?
P/1 – E a sua mãe faz ou fazia o quê?
R – Minha mãe, ela é veterinária, funcionaria publica, ela trabalha na secretaria de agricultura, né, ela inspeciona produtos de origem animal, né, ela faz inspeção de…
P/1 – Mas a sua mãe é de Fortaleza?
R – Minha mãe é de Fortaleza
P/1 – E você é filho único?
R – Sou filho único.
P/1 – E em que bairro você foi criado, na sua casa de infância?
R – Minha case sempre foi na Parangaba, até onde é hoje, né, é um bairro mais para região sul de Fortaleza, né, e eu sempre fui criado ali e um pouco mais distante, mais ao sul ainda, é a casa da minha vó, que fica no...
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P/1 – Renato, você pode começar falando seu nome completo, local e data de nascimento?
R – Meu nome completo é Renato Mesquita Rodolfo. Eu nasci em Fortaleza, dia 29 de junho de 1989
P/1 – Seus pais são de Fortaleza?
R – Minha mãe é de Fortaleza e o meu pai, até onde eu sei, é da Bahia
P/1 – Por que até onde você sabe?
R – Porque eu não convivo com o meu pai, a minha mãe, ela conta a historia pra mim de que eu nasci do que ela chama de “produção independente”, né, então no caso, ela teve um relacionamento com o meu pai, eles não chegaram a se casar, né, e desse relacionamento, eu nasci e dele, e tenho o sobrenome que é Rodolfo, né? E apesar das pessoas estranharem esse sobrenome, um sobrenome que é também usado como nome, né, mas contato com ele eu tive muito pouco, né, ele ficou um tempo, depois que eu nasci e depois eu fui revê-lo novamente quando eu tinha cinco anos e desde essa época, não o vi mais e a ultima noticia que eu tive dele faz uns dois anos, que um tio meu me encontrou pela internet, é que ele já tinha falecido, já. Então… agora sei lá… a minha família… essa parte da minha família, caso, a família do meu pai, eles moram no Rio de Janeiro, né? Mas até onde eu sei, pelo menos o que a minha mãe conta é que eles se conheceram na Bahia, né?
P/1 – E a sua mãe faz ou fazia o quê?
R – Minha mãe, ela é veterinária, funcionaria publica, ela trabalha na secretaria de agricultura, né, ela inspeciona produtos de origem animal, né, ela faz inspeção de…
P/1 – Mas a sua mãe é de Fortaleza?
R – Minha mãe é de Fortaleza
P/1 – E você é filho único?
R – Sou filho único.
P/1 – E em que bairro você foi criado, na sua casa de infância?
R – Minha case sempre foi na Parangaba, até onde é hoje, né, é um bairro mais para região sul de Fortaleza, né, e eu sempre fui criado ali e um pouco mais distante, mais ao sul ainda, é a casa da minha vó, que fica no Mondubim. Então, eu sempre fui criado nesse meio, né? eu moro num condomínio que também morava… morou muito tempo, principalmente na minha infância, a minha tia, que eu considero como uma segunda mãe, né, ela me criou, minha mãe trabalhava no interior, então ela vinha pra cá só no final de semana e eu passava a semana na casa dessa minha tia, né, inclusive, até eu crescer, eu chamava ela de mãe também, eu tinha duas mães.
P/1 – Quais eram as suas brincadeiras de infância?
R – Ah, eu brincava muito… por eu morar num condomínio fechado grande, né, são vários apartamentos, tinha muita criança, então, eu brincava muito de esconde-esconde, brincava muito de futebol, de queimada, que a gente chama de carimba, né, e na casa da minha avó, brincava muito de pião, de bila que é a bola de gude e enfim, muita brincadeira… deu pra brincar bastante ao ar livre quando eu era criança, né, era basicamente esse tipo de brincadeira que a gente fazia e tinha… sempre tinha um grupo grande de crianças, pelo menos uns quatro ou cinco, que a gente se juntava, a gente brincava de alguma coisa no meio da rua, ou então lá na pracinha do condomínio, coisa do tipo.
P/1 – E a escola, como foi seu período escolar? Do que você mais gostava na escola?
R – Eu estudei praticamente minha vida escolar inteira no mesmo colégio, no Colégio Sete de Setembro, aqui no centro de Fortaleza. Eu sempre, apesar de ter estudado sempre no mesmo colégio, sempre fui muito… sempre tive um numero de amigo muito restrito dentro da escola, então eu gostava muito desse pequeno grupo que eu formei, que a gente seguiu vivendo e convivendo quase sempre nas mesmas turmas e a gente tem o convívio legal até hoje, então o que eu mais gostei dessa época de colégio, foi ter esse convívio com esses amigos que eu guardo até hoje, apesar de serem poucos e acabou me influenciando também para a minha formação profissional.
P/1 – Mas quando coce era pequeno, você já tinha uma coisa assim: quando eu crescer, eu quero ser tal coisa?
R – Quando eu era bem pequeno, uma amiga da minha mãe me chamava de embaixador e eu acabei assumindo essa ideia, né? Mas depois no ensino médio, eu coloquei na minha cabeça que eu queria fazer Historia e foi o que eu acabei fazendo, né? E uma das coisas que me influenciou bastante foram os professores que eu tive, né, então, um dos professores me influenciou positivamente, me incentivou dentro da carreira e tal e o outro, me incentivou negativamente, porque a aula dele era muito minimalista, disse: ‘não, a Historia não é só isso, eu quero ver mais’ e foi o me instigou bastante também a seguir para esse caminho. Então, é uma coisa que, pelo menos, pra minha formação profissional, eu vejo isso, que desde o ensino médio, basicamente, primeiro e segundo ano do ensino médio, eu já tinha isso na cabeça.
P/1 – E você se formou já?
R – Já me formei, já fiz especialização, atualmente eu faço Mestrado também em Historia
P/1 – Você se formou em qual faculdade?
R – Me formei na Universidade Federal, aqui do Ceará
P/1 – Quais foram os professores que te marcaram mais nesse período?
R – Os professores que mais me marcaram foram o professor Gilberto, professor Antônio Gilberto, que atualmente, é meu orientador no Mestrado, que me convidou para fazer parte do programa de pesquisa de patrimônio e eu fui bolsista dele na graduação e aprendi bastante com ele. Professor Fred, que é o professor Frederico, também é um ótimo… professor que também marcou bastante na parte teórica dentro da Historia, o professor Regis também em relação às temáticas ligadas à memoria dentro… aos estudos da memória dentro da Historia também, acho que basicamente esses professores me influenciaram bastante e marcaram bastante a minha vida acadêmica.
P/1 – Você já trabalhou?
R – Já, passei dois anos… eu dei aula por dois anos s parei agora por conta que comecei o Mestrado
P/1 – Como que foi essa experiência?
R – Foi uma experiência muito boa, eu achei… eu terminei a minha graduação em 2010 e eu tava com total abuso da academia, não queria mais saber de universidade, resolvi dar aula. Ai entrei na escola, uma escola de bairro, próximo ao meu bairro, Conjunto Esperança, né e lá… pro bairro, é uma escola grande e lá, eu entrei em contato com alunos desde o comecinho do ensino fundamental II, do sexto ano até o terceiro ano do ensino médio. Então, eu convivendo com aquelas pessoas ali, me engrandeceu muito como profissional, que eu não tinha tido muito contato ainda em dar aula, né, na graduação. Na graduação, eu fiz parte de um programa, que é de um cursinho popular da Prefeitura de Fortaleza e eu dei aula nesse cursinho e era… o interessante é que eram pessoas que muitas vezes, eram mais velhas do que eu, né, tinham senhoras lá que tinham idade para ser minha avó e estavam lá estudando para tentar fazer um vestibular, ou mesmo, só para fazer alguma coisa, mas lidar com criança, com jovens, pessoas mais novas do que eu, que estavam ali naquele processo de formação, foi a primeira vez, foi nesse período e foi muito bom, eu passei dois anos lá, até hoje, tenho muitas saudades dessa época que eu parei, pra poder me dedicar ao Mestrado.
P/1 – O seu Mestrado, sobre o quê que é?
R – É Historia Social e a minha pesquisa, ela é sobre memória, as memórias relacionadas à instalação da Universidade Federal no Benfica, que é um bairro aqui bem próximo, no centro e tento identificar as memórias construídas pela própria universidade, as memórias dos moradores do bairro na época. Então, eu trabalho também com registro oral, né?
P/1 – Renato, quais são seus sonhos?
R – Meu sonho é terminar o meu Mestrado, fazer um Doutorado, seguir a carreira acadêmica, lecionando. E eu sou novo, atualmente, quero me casar…
P/1 – Onde você conheceu a sua noiva?
R – Minha noiva, eu conheci aqui em Fortaleza mesmo, né, a gente se conheceu há uns quatro anos, ela é… a gente tem uma amiga em comum, muito querida nossa e essa amiga em comum minha me apresentou a ela, né, e a partir de então, a gente teve o primeiro contato, já nesse primeiro contato, a gente ficou, ai depois disso, mais ou menos um mês depois, a gente namorou e a gente tá junto até então, né? Hoje, ela tá morando em São Paulo, desde final de fevereiro desse ano, ela tá morando em São Paulo, ela tá trabalhando lá e o meu sonho… a gente vai casar o ano que vem, o meu sonho é a gente poder constituir a nossa vida lá. depois que eu terminar o Mestrado, eu vou me juntar a ela lá e… é isso
P/1 – O que você achou de contar a sua história para o Museu da Pessoa, ainda que de forma bem resumida?
R – Eu acho bastante interessante, porque é uma… eu vejo que hoje, a gente tem o que a gente chama do boom da memória, ele tá muito forte e é uma democratização da memória você poder dar o seu depoimento e ele fazer parte de um acervo museológico. Então, eu acho que isso é bastante interessante, porque as pessoas têm, de fato, aquilo que a gente escuta muito na escola, pelo menos, passava para os meus alunos que a historia não é feita só pelos grandes heróis, mas ela é feita por todos os sujeitos e esses sujeitos estando aqui, podendo dar o seu depoimento… eu, podendo estar aqui, dar o meu depoimento, me colocar no lugar, que muitas vezes, eu tô do outro lado, como você tá ai, é muito interessante, você se vê mesmo parte dessa historia, você ter o seu registro para além daquilo de documento, para além de um documento oficial que você tenha, ou uma coisa que você produza. Ainda Tem gente que escreve diário, que é uma prática que não tá mais em constância hoje, então, é uma coisa, uma oportunidade e uma forma, como eu falei, a democratização da memoria e a possibilidade dessas pessoas entrarem no Museu e serem parte desse museu, serem um acervo, né? Acho que é isso.
P/1 – Obrigada
FINAL DA ENTREVISTA
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