Eu, Suindara
(Catarina Labouré)
Em ti, soergueu-se-me o desvelado zelo
Mãe que nunca fora, que de incontido amor
Aos entes, no aconchego do uterino seio
Em doação se fez por infinito ardor.
Nas duras nuas ruas vagavas ao vento
Exposta ao relento esquiva estavas
Cinco vidas clamavam em ti alimento
Mas uma perdida se viu, não contavas.
Suindara, tu me és douta em maternidade
Teus gestos simplórios às lágrimas escorrem
A ti, encurvo-me à extremada humildade.
Do leite a tantos, venceste as madrugadas
Criaste os irmãos que ao teu ventre recorrem
Por ti, eu clamo o Amor das horas sublimadas.
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