No dia 31 de dezembro de 2025 recebi mais do que um presente; recebi um chamado. Pelas mãos de uma moça que também já portava o véu, chegou até mim uma peça carregada de história: um véu costurado pelas mãos da própria avó dela.
Naquele momento, meu coração entendeu tudo. Eu já vinha pensando no uso do véu, mas ali tive a confirmação. Não era sobre estética ou para me enaltecer, mas sim um convite de Maria para um mergulho mais profundo. Ela me chamava para viver uma intimidade nova com Ela e com seu filho, Jesus. Mas o meu coração de pecadora hesitou. Perguntei ao Senhor: "Por que eu? Por que me escolhestes, sendo eu tão falha?". A resposta veio no silêncio e na Palavra: "Haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam se arrepender" (Lucas 15:7).
O véu se tornou meu lembrete diário de modéstia e humildade. É o meu "esconder-se" para que Deus apareça. Aquele véu é o meu esconderijo com Deus. É onde eu me lembro que, apesar das minhas misérias, Ele me quis perto. Não há nada melhor no mundo do que viver esse chamado e sentir o abraço da nossa Mãe do Céu.