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Por: Museu da Pessoa,

Seu Celso, o baixista

Esta história contém:

P/1- Bom "Seu Celso" primeiro eu queria agradecer ao senhor, em nome do Instituto Peabirus, do Museu da Pessoa e da Secretaria.

R- [acena com a cabeça].

P/1- Antes de conversar, eu queria, para gente deixar registrado, o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.

R- É pra eu falar agora?

P/1- Isso.

R- 2 de Outubro de 1930.

P/1- E onde é que o senhor nasceu?

R- "Ahn?" [se aproxima da entrevistadora para ouvir melhor].

P/1- O lugar que o senhor nasceu.

R- Ah [volta para sua posição], aqui mesmo, pertinho aqui. Quase em Sete Barras mesmo, "laranjeirinha", Laranjeiras. P

/1- Bairro Laranjeiras, né?

R- É.

P/1- E “Seu Celso”, o senhor sabe qual é a origem da sua família?

R- Como é que é [se aproxima da entrevistadora para ouvir melhor]?

P/1- A origem da sua família.

R- Ah [volta para sua posição]. A minha família veio de lá de Portugal, né, e eu tenho um livro lá em casa onde fala do meu avô, do meu bisavô, do dia e data em que meu pai casou, tudo. Tem um livro já, lá em casa, da família França, que veio em 1900 [fecha os olhos como gesto de esforço para lembrar a data]... Há 400 anos atrás! Então, praticamente, o que eu ia falar, o Martim Afonso, que veio colonizar o Brasil, ele veio nessa comitiva, onde uma parte se separou, foram para vários lugares, e meus avós, meus antepassados vieram aqui pro Vale do Ribeira. Montaram fábrica de "pinga", aquela coisa, meu avô ficou como comerciante aqui em Sete Barras, aí se mudaram pro sítio aqui em Olho d'Água, daí os jagunços foram para Eldorado - ainda têm ruas com o nome de Romão de França lá, que é da mesma família, né, já assumiu parente, primo, mas era França mesmo. Então, é uma família que veio dos Açores, da ilha da Madeira, grande parte da Europa que veio, até alguns da França que vieram, né, vieram reunidos, e se espalharam aí em Santos. Aí um pouco foi até lá em São Paulo, um pouco em São Vicente, Iguape, Cananéia,...

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Dados de acervo

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Projeto Museu em Rede

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista de Celso Santana de França

Entrevistado por Isla Nakano

Sete Barras, 05 de Fevereiro de 2011

Código: MRSB_CB006

Transcrito por Filipe Vicente Barbaras

Revisado por Alice Silva Lampert

P/1- Bom "Seu Celso" primeiro eu queria agradecer ao senhor, em nome do Instituto Peabirus, do Museu da Pessoa e da Secretaria.

R- [acena com a cabeça].

P/1- Antes de conversar, eu queria, para gente deixar registrado, o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.

R- É pra eu falar agora?

P/1- Isso.

R- 2 de Outubro de 1930.

P/1- E onde é que o senhor nasceu?

R- "Ahn?" [se aproxima da entrevistadora para ouvir melhor].

P/1- O lugar que o senhor nasceu.

R- Ah [volta para sua posição], aqui mesmo, pertinho aqui. Quase em Sete Barras mesmo, "laranjeirinha", Laranjeiras.

P/1- Bairro Laranjeiras, né?

R- É.

P/1- E “Seu Celso”, o senhor sabe qual é a origem da sua família?

R- Como é que é [se aproxima da entrevistadora para ouvir melhor]?

P/1- A origem da sua família.

R- Ah [volta para sua posição]. A minha família veio de lá de Portugal, né, e eu tenho um livro lá em casa onde fala do meu avô, do meu bisavô, do dia e data em que meu pai casou, tudo. Tem um livro já, lá em casa, da família França, que veio em 1900 [fecha os olhos como gesto de esforço para lembrar a data]... Há 400 anos atrás! Então, praticamente, o que eu ia falar, o Martim Afonso, que veio colonizar o Brasil, ele veio nessa comitiva, onde uma parte se separou, foram para vários lugares, e meus avós, meus antepassados vieram aqui pro Vale do Ribeira. Montaram fábrica de "pinga", aquela coisa, meu avô ficou como comerciante aqui em Sete Barras, aí se mudaram pro sítio aqui em Olho d'Água, daí os jagunços foram para Eldorado - ainda têm ruas com o nome de Romão de França lá, que é da mesma família, né, já assumiu parente, primo, mas era França mesmo. Então, é uma família que...

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