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Por: Museu da Pessoa,

Sessão 56 é o Movimento de São Leopoldo

Esta história contém:

P - Queria que você começasse dizendo seu nome completo. R - Meu nome é Anderson Vieira de Souza. P - Você nasceu aonde? R - Cidade de São Paulo. P - Qual a data de nascimento? R - 10/9/85. P - 10/9/85. Então vamos lá começar a entrevista. Queria que você contasse para a gente, você veio aqui no Congresso, por quê? R - Eu vim no Congresso sobre da questão do Movimento dos Papeleiros, Catadores de Recicláveis do Rio Grande do Sul, no Brasil, aqui ao qual nós estamos no movimento, no Fórum Mundial aqui estamos representando a sessão 56 que é o Movimento de São Leopoldo, de Porto Alegre. P - E você é catador? R - Eu sou presidente de uma cooperativa. P - Presidente da cooperativa? R - Presidente da cooperativa dos catadores de lixo. P - Mas você é catador também? R - Sou catador de lixo também. P - Você é catador há quanto tempo? R - Há 12 anos. P - 12 anos? R - É. P - Como você começou? R - Comecei através na rua cuidando de carro. P - Cuidando de carro? E aí como que? R - Aí depois eu fui para uma entidade, para um albergue e conheci meninos e meninas de rua, depois saímos, fomos morar na cidade de Porto Alegre e ali nós fizemos um grupo e montamos nossa associação que é a dos Papeleiros de Porto Alegre e São Leopoldo. P - E você começou a cuidar de carro com que idade? R - 5 anos de idade. P - 5 anos? R - 5 anos de idade. P - E você cuidava sozinho? R - Sozinho. Eu e mais uma equipe de colegas de ruas. P - Amigos? R - Amigos. P - Aí você vigiava carro... R - Vigiava carro para ganhar um, ou uma gorjeta do dono do veículo para poder sobreviver, para poder se alimentar, no outro dia tivesse o que comer. P - Você morava onde? R - Na rua. P - E você catava papel, catava...? R - Catava pet, papel, jornal, litro, garrafa, osso, cobre. Tudo que desse para sobreviver, para vender, que no outro dia fizesse para sustentar nós, meninos de ruas e catadores de lixos. ...

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Palavras-chave: cooperativismo

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