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Personagem: Edmar mamao
Por: Edmar mamao, 8 de junho de 2025

Saudades de quando era Criança

Esta história contém:

Saudades de quando era Criança

Saudade de Quando a Gente Só Queria Brincar.

Tem dias em que a saudade chega sem pedir licença. Bate devagarinho na porta do coração — e não adianta querer fechar, ela entra assim mesmo, sem cerimônia. Quando a gente se dá conta, já está ali sentado na calçada da memória, olhando o tempo passar ao contrário, voltando devagar pro tempo em que ser feliz era tão simples quanto uma tarde no quintal.

Ah, que tempo bonito aquele... quando a nossa maior preocupação era não deixar o time perder com a bola dente de leite, ou escapar ligeiro no rouba bandeira. O chão era de terra, o céu era infinito, e a infância era um território sagrado onde só se falava a língua da alegria.

Fecho os olhos e ainda escuto a meninada correndo descalça, a poeira subindo como nuvem de sonho, as vozes ecoando na rua como música de eternidade. A gente disputava bolinha de gude como quem luta pelo mundo. Tinha guilin guilin, queimada de bola de meia, a amarelinha rabiscada no chão de terra , o passa anel, o “caiu no poço”, a Cabra cega — e os risos, meu Deus, os risos eram tantos que não cabiam nos dias.

E quando o trem apitava... ah, era como se o coração da cidade batesse mais forte! A gente largava tudo e corria — fosse pra ver ele passar, pra acenar pros maquinistas ou pra tentar pegar a xepa, pular e se agarrar no vagão , essa era uma aventura ... Era só alegria, uma festa de poeira, sorriso e esperança. Hoje, quando o apito do trem rasga o silêncio da tarde, não tem mais corrida, não tem mais riso. O que tem é um aperto no peito, uma saudade que espanca o coração com lembranças de um tempo que se foi.

A gente pulava corda até o sol se esconder. Jogava malha com tampa de panela velha e pedra de esquina. Subia em pé de manga sem medo, sem pressa, sem juízo — e lá no alto, dividia a fruta com os amigos, com o céu, com os passarinhos. Íamos ao córrego São Gonçalo das Tabocas, mergulhar o corpo e a alma, molhar o riso e...

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Palavras-chave: lassance, saudades, brincar, feliz

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