Saudade do meu tio Antonio
(Mauro Leal)
No dia doze de novembro do ano de dois mil e
vinte e cinco aos meus quase sessenta e nove anos,
deitado em um pequenino colchão no chão
do quarto da minha filha Paulinha,
me veio à lembrança com lágrimas,
de quando criança em uma barraca de frutas
em frente ao Hospital Servidores do Estado,
no Centro do Rio de Janeiro, com a minha mãezinha
e meu primo Juninho, comprando maçãs
para levar para o meu tio Antônio, que não me deixaram
entrar para visitá-lo por ser à época uma criança
e que dali mesmo ele foi embora e nunca mais
pude ver meu querido, brincalhão e inesquecível titio Antonio.