Em minha casa havia um pequeno jardim onde uma planta chamada Taioba se apropriou e chamou de lar. Como tal planta no jardim não favorecia o crescimento de outras plantas menores e com maior utilidade para nós, de vez em quando as cortávamos, e é neste ritual que vi a oportunidade de transmutar nos antigos samurais!
Logo peguei uma faca velha nas tralhas de pesca, toda cheia de ferrugem e toda sorte de velhices que uma faca poderia ter e fui ao encontro de meus inimigos que como em Dom Quixote somente eu os enxergava. Empunhei então minha katana e ataquei! As taiobas por serem plantas suculentas não resistiam aos golpes precisos, caindo decapitadas.
Já passado algum tempo de batalha, eu confiante de minhas habilidades me descuidei ao não perceber o contra ataque de meus oponentes, pois de suas entranhas banharam minha arma até que quando desferi o golpe percebi que a faca não estava em minhas mãos, olhando para baixo e a encontrei, EM MINHA PERNA! Percebi que era o meu fim e que havia sido derrotado, e em um ato desesperado e irracional balancei a perna o que agravou o ferimento...
No chão, sem saber o que fazer peguei as folhas caídas e tentei fazer um curativo, que infeliz decisão, as folhas impermeáveis cobertas de cera não fizeram efeito algum. Então não mais como samurai, mas sim Saci Pererê fui ao meu pai que fez o curativo e como era de se esperar me deu uma bronca daquelas.