As mudanças podem ser
encaradas como parte da
vida e possibilidades.
Rute nasceu em Belo Horizonte, numa grande família com
oito filhos. O pai foi fundamental para constituir seu caráter
forte, trazendo muitos ensinamentos. Ele nasceu na Polônia
e, durante a Segunda Guerra Mundial, após a perda dos pais,
foi morar na Alemanha, onde surgiu a oportunidade de
trabalhar e morar no Brasil.
A infância de Rute foi marcada pela constante construção
da casa dos pais, pela atuação social da igreja evangélica
que frequentava e pelo ensinamento da importância do
trabalho e da retidão.
Desde cedo Rute sabia que iria trabalhar com
psicologia. Formou-se nessa área, fez
pós-graduação e MBA. Em razão do trabalho,
mudou-se algumas vezes e isso contribuiu para
sua formação, pois não se sentia presa ao lugar,
mas na busca de conquistas.
Seu marido, Alexandre, esteve presente nesse
processo, sendo um parceiro nessas conquistas.
A principal delas foi a construção da família,
selada com a chegada da Michele.
“...minha mãe é mineira, da cidade de Aimorés
e o meu pai era polonês… Meu pai quando
veio pro Brasil ele não tinha nenhum
documento polonês falando que ele era
polonês. Ele tinha um documento alemão
falando que ele era polonês. Ele tinha um
documento brasileiro falando que ele era
polonês. Mas ele não tinha um documento
polonês certificando… É um quadro de um
certificado que o meu pai recebeu de quando
o navio que ele veio… da Itália... Quando
passava pela linha do Equador, todo mundo
recebia um certificado.”
“E meus pais eram evangélicos, então sempre
levaram a gente para a igreja. A gente sempre foi
muito atuante na igreja. Meus pais sempre fizeram
um trabalho social muito grande. Então, eles sempre
iam para bairros mais distantes e criavam a igreja e,
quando já estava construída, iam para outro bairro e
montavam uma outra igreja, então eles fizeram esse
trabalho muito grande.”
“Quando eles ligaram [da adoção]...
Continuar leitura
As mudanças podem ser
encaradas como parte da
vida e possibilidades.
Rute nasceu em Belo Horizonte, numa grande família com
oito filhos. O pai foi fundamental para constituir seu caráter
forte, trazendo muitos ensinamentos. Ele nasceu na Polônia
e, durante a Segunda Guerra Mundial, após a perda dos pais,
foi morar na Alemanha, onde surgiu a oportunidade de
trabalhar e morar no Brasil.
A infância de Rute foi marcada pela constante construção
da casa dos pais, pela atuação social da igreja evangélica
que frequentava e pelo ensinamento da importância do
trabalho e da retidão.
Desde cedo Rute sabia que iria trabalhar com
psicologia. Formou-se nessa área, fez
pós-graduação e MBA. Em razão do trabalho,
mudou-se algumas vezes e isso contribuiu para
sua formação, pois não se sentia presa ao lugar,
mas na busca de conquistas.
Seu marido, Alexandre, esteve presente nesse
processo, sendo um parceiro nessas conquistas.
A principal delas foi a construção da família,
selada com a chegada da Michele.
“...minha mãe é mineira, da cidade de Aimorés
e o meu pai era polonês… Meu pai quando
veio pro Brasil ele não tinha nenhum
documento polonês falando que ele era
polonês. Ele tinha um documento alemão
falando que ele era polonês. Ele tinha um
documento brasileiro falando que ele era
polonês. Mas ele não tinha um documento
polonês certificando… É um quadro de um
certificado que o meu pai recebeu de quando
o navio que ele veio… da Itália... Quando
passava pela linha do Equador, todo mundo
recebia um certificado.”
“E meus pais eram evangélicos, então sempre
levaram a gente para a igreja. A gente sempre foi
muito atuante na igreja. Meus pais sempre fizeram
um trabalho social muito grande. Então, eles sempre
iam para bairros mais distantes e criavam a igreja e,
quando já estava construída, iam para outro bairro e
montavam uma outra igreja, então eles fizeram esse
trabalho muito grande.”
“Quando eles ligaram [da adoção] eu
trabalhava, eu era gerente regional:
cuidava do Nordeste, Norte,
Centro-Oeste, Minas e Rio, menos de São
Paulo. E como ela era menorzinha nós
tínhamos que ir lá no larzinho, né, pra ela
começar a se apegar à gente, pra gente
poder levá-la definitivamente. E eu não
podia ir muito, porque eu viajava muito. E
“As minhas conquistas, por exemplo, a minha família o Alexandre fez muito este papel.”
foi uma conquista para mim, a Michele, a minha filha,
é uma conquista para mim, o meu curso foi uma
conquista para mim, a minha pós-graduação foi uma
conquista, meu MBA foi uma conquista. Eu fui
colocando como meta e eu fui conquistando.”
“Eu engravidava e perdia. Foi assim muito
difícil, sabe, essa fase da minha vida, foi
bem difícil, foi muito traumática. Eu não sou
de desistir, não sou, eu não vim ao mundo
para desistir. Eu vim ao mundo para
conquistá-lo. Eu não sou aquela que vou
correr...Fiz todo tipo de tratamento e tudo
deu errado, e eu tô falando errado, porque
deu tudo certo! A possibilidade de ser mãe
da Michele... eu gostei muito...”
Recolher