Projeto Memória dos Trabalhadores Petrobras
Depoimento de Rose Mary Ornellas de Abreu
Entrevistado por Mirella
Salvador, 30 de abril de 2003
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB153
Transcrito por Transkiptor
00:00:23 P/1 - Eu queria que você começasse dizendo seu nome completo, local e data de nascimento.
00:00:27 R - Bom, meu nome é Rose Mary Ornellas de Abreu, minha idade.
00:00:34 P/1 - Não, a data de seu nascimento.
00:00:36 R - A data de nascimento, 05.06.1964.
00:00:39 P/1 - E você nasceu aonde?
00:00:40 R - Nasci em Salvador, Bahia.
00:00:42 P/1 - Isso. E fala um pouquinho quando e como você deu seu ingresso na Petrobras.
00:00:47 R - Eu fiz o curso, inicialmente, de metalurgia na Escola Técnica Federal da Bahia. E nesse curso nós teríamos, tem uma matéria que você tem que estagiar. Então, o meu estágio foi na refinaria Landufo Alves, aqui em Salvador mesmo, Mataripe. Esse curso eu fiz em paralelo, no período teve um curso de inspetor de equipamentos. Onde eu também, né, com esse curso tinha relação com a semana. E foi o período que eu estagiei na Petrobras.
00:01:25 P/1 - Fala um pouquinho dos locais onde você trabalhou. Você sempre trabalhou na Relan?
00:01:28 R - Sempre trabalhei na Relan.
00:01:29 P/1 - Sempre?
00:01:30 R - Sempre.
00:01:30 P/1 - E como é pra você ser a primeira espetora, pioneira, né? Da Petrobras.
00:01:35 R - É...
00:01:37 P/1 - Fala um pouco.
00:01:37 R - É muito bom. É assim, é muito bom e pra mim tem uma grande importância porque você saber que você contribuiu pra abrir os caminhos, né? Para as mulheres trabalharem numa área que Era, até então, masculina, né? Então, assim, você abriu os caminhos, você deu oportunidades, né? Então, isso é muito gratificante, porque hoje eu tenho várias colegas que trabalham nessa área, então é importante isso, saber que você contribuiu de certa forma.
00:02:14 P/1 - E assim, qual o fato mais marcante, qual é a lembrança...
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Projeto Memória dos Trabalhadores Petrobras
Depoimento de Rose Mary Ornellas de Abreu
Entrevistado por Mirella
Salvador, 30 de abril de 2003
Realização Museu da Pessoa
Depoimento PETRO_CB153
Transcrito por Transkiptor
00:00:23 P/1 - Eu queria que você começasse dizendo seu nome completo, local e data de nascimento.
00:00:27 R - Bom, meu nome é Rose Mary Ornellas de Abreu, minha idade.
00:00:34 P/1 - Não, a data de seu nascimento.
00:00:36 R - A data de nascimento, 05.06.1964.
00:00:39 P/1 - E você nasceu aonde?
00:00:40 R - Nasci em Salvador, Bahia.
00:00:42 P/1 - Isso. E fala um pouquinho quando e como você deu seu ingresso na Petrobras.
00:00:47 R - Eu fiz o curso, inicialmente, de metalurgia na Escola Técnica Federal da Bahia. E nesse curso nós teríamos, tem uma matéria que você tem que estagiar. Então, o meu estágio foi na refinaria Landufo Alves, aqui em Salvador mesmo, Mataripe. Esse curso eu fiz em paralelo, no período teve um curso de inspetor de equipamentos. Onde eu também, né, com esse curso tinha relação com a semana. E foi o período que eu estagiei na Petrobras.
00:01:25 P/1 - Fala um pouquinho dos locais onde você trabalhou. Você sempre trabalhou na Relan?
00:01:28 R - Sempre trabalhei na Relan.
00:01:29 P/1 - Sempre?
00:01:30 R - Sempre.
00:01:30 P/1 - E como é pra você ser a primeira espetora, pioneira, né? Da Petrobras.
00:01:35 R - É...
00:01:37 P/1 - Fala um pouco.
00:01:37 R - É muito bom. É assim, é muito bom e pra mim tem uma grande importância porque você saber que você contribuiu pra abrir os caminhos, né? Para as mulheres trabalharem numa área que Era, até então, masculina, né? Então, assim, você abriu os caminhos, você deu oportunidades, né? Então, isso é muito gratificante, porque hoje eu tenho várias colegas que trabalham nessa área, então é importante isso, saber que você contribuiu de certa forma.
00:02:14 P/1 - E assim, qual o fato mais marcante, qual é a lembrança marcante que você teve nessa sua trajetória aí de Petrobras?
00:02:23 R - Na própria área de inspeção de equipamentos, a Petrobras em si já lhe deixa com vários momentos marcantes. Para quem realmente veste a camisa, só em vestir a camisa você já é. E tem um fato interessante, foi o meu primeiro dia de trabalho. que eu vesti a farda completa, né? E fiquei na frente do espelho com a farda, me vendo atuar nas unidades. Então, assim, é um momento, foi um momento, foi aquele meu primeiro dia, como dizem, a ficha caiu, né? Agora, um fato mesmo, foi uma inspeção que eu estava fazendo no vato, expressão da limpeza para efetuar a expressão propriamente dita então a gente tem uma escada e eu fiquei com a parte do corpo olhando para o vaso que é um equipamento industrial e quando eu observei tinha mais de 20 pessoas do sexo masculino segurando a escada gente pra caramba segurando Eu aí disse, eu vou pegar uma peça. Eu aí desci, chamei um colega, o Miguel, e pedi pra que ele me fizesse a gentileza de continuar só a nível de brincar. Quando o Miguel subiu, a gente observou que não tinha mais nenhum colega segurando, deixou o Miguel sozinho na escada, né? Olhando. Então, assim, eram fatos interessantes que aconteciam sempre. chamando atenção em alguma determinada coisa.
00:04:12 P/1 - Teve alguma coisa complicada para você, mulher, trabalhando como operadora numa refinaria?
00:04:21 R - Olha, eu tive sorte, porque eu fui bem acolhida. Todos os meus colegas, na operação, no próprio setor de inspeção de equipamento, que é o CEEC, o pessoal me acolheu bem, então assim difícil não, engraçado sim, mas difícil, dificuldade realmente eu não passei, passei por momentos bons e engraçados.
00:04:45 P/1 - E o que você achou de ter participado do projeto, dessa entrevista e dado a sua contribuição para o projeto?
00:04:51 R - Eu achei, quem teve essa ideia, essa luz brilhante, a gente aproveita o momento e parabeniza, porque é um trabalho de muita importância, onde você vai pegar um pouquinho de cada um e é uma história, que a Petrobras é uma história, tem muita história para contar. Então, é um projeto grandioso, com muito valor.
00:05:15 P/1 - Tá ótimo então, Rosi. Obrigada pela entrevista. Foi ótimo.
00:05:18 R - Obrigada a você.
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