O meu nome é Rogério Lúcio Jerônimo. Eu sou mineiro de Betim, nasci em 1974.
Eu vim para o Rio de Janeiro em 2001, sou novíssimo, novos talentos da companhia. Tenho dois anos de companhia.
Eu entrei na Petrobras em fevereiro de 2001. Eu trabalhava em um banco anteriormente, fiz o concurso e passei. E com certeza vejo a Petrobras como um futuro bastante promissor para mim, profissionalmente. Então, eu optei por vir trabalhar na companhia.
E acho que quem está de fora não tem a noção da grandeza dessa companhia. Eu particularmente, depois que ingressei, os horizontes profissionais, o próprio Brasil. Eu sou uma pessoa que conheço o Brasil, conheço quase todas as refinarias da Petrobras. Fiz viagens internacionais em refinaria da companhia. Conheço todas as termoelétricas que a companhia está construindo. A empresa me dá toda uma estrutura profissional e eu tento retribuir com trabalho também.
Eu sou especialista em finanças. Então, eu fui para a área de Planejamento Financeiro e Gestão de Riscos da companhia. E essa área, ela é dividida em três grandes partes. A minha área, onde eu teria mais afinco profissional, era a área de Análise de Portfólio, pela minha formação financeira. Mas meu gerente executivo acabou por me convencer a ficar na área de Seguros. Para mim, foi uma grata surpresa; realmente me apaixonei pela área de Seguros.
A área de Seguros faz o seguro, quer dizer, a proteção patrimonial de toda a companhia. Prédios, refinarias, plataformas, dutos, navios, termoelétrica. Enfim, todos os grandes projetos da companhia, todos os bens. Um seguro de property, um seguro de risco petróleo, seguro de risco incêndio. Seguro de responsabilidade civil, seguro de diretores e administradores. Os seguros das subsidiárias, os seguros da Braspetro ou da Petrobras Internacional, todos eles são centralizados no meu órgão. E a gente faz todos os seguros. Ou seja, a gente protege a companhia de todo e qualquer acidente com...
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O meu nome é Rogério Lúcio Jerônimo. Eu sou mineiro de Betim, nasci em 1974.
Eu vim para o Rio de Janeiro em 2001, sou novíssimo, novos talentos da companhia. Tenho dois anos de companhia.
Eu entrei na Petrobras em fevereiro de 2001. Eu trabalhava em um banco anteriormente, fiz o concurso e passei. E com certeza vejo a Petrobras como um futuro bastante promissor para mim, profissionalmente. Então, eu optei por vir trabalhar na companhia.
E acho que quem está de fora não tem a noção da grandeza dessa companhia. Eu particularmente, depois que ingressei, os horizontes profissionais, o próprio Brasil. Eu sou uma pessoa que conheço o Brasil, conheço quase todas as refinarias da Petrobras. Fiz viagens internacionais em refinaria da companhia. Conheço todas as termoelétricas que a companhia está construindo. A empresa me dá toda uma estrutura profissional e eu tento retribuir com trabalho também.
Eu sou especialista em finanças. Então, eu fui para a área de Planejamento Financeiro e Gestão de Riscos da companhia. E essa área, ela é dividida em três grandes partes. A minha área, onde eu teria mais afinco profissional, era a área de Análise de Portfólio, pela minha formação financeira. Mas meu gerente executivo acabou por me convencer a ficar na área de Seguros. Para mim, foi uma grata surpresa; realmente me apaixonei pela área de Seguros.
A área de Seguros faz o seguro, quer dizer, a proteção patrimonial de toda a companhia. Prédios, refinarias, plataformas, dutos, navios, termoelétrica. Enfim, todos os grandes projetos da companhia, todos os bens. Um seguro de property, um seguro de risco petróleo, seguro de risco incêndio. Seguro de responsabilidade civil, seguro de diretores e administradores. Os seguros das subsidiárias, os seguros da Braspetro ou da Petrobras Internacional, todos eles são centralizados no meu órgão. E a gente faz todos os seguros. Ou seja, a gente protege a companhia de todo e qualquer acidente com prejuízo, com perda patrimonial.
Com a minha entrada no setor, a gente passou a tentar modificar. Tentar mudar um pouco a cultura do que já vinha sendo feito anteriormente na companhia. Por exemplo, hoje a gente faz o seguro, mas a gente vai até a refinaria, vai até a plataforma. A gente conhece a realidade do trabalhador que está lá e vai acompanhando os under writer nacionais, que são as pessoas que efetivamente compram o risco Petrobras. A gente vai até lá, vê os problemas e tenta analisar esse risco, tenta minimizar esse risco. Tenta melhorar a qualidade juntamente com a SMS, melhorar a qualidade desses trabalhadores que estão lá e que efetivamente são os grandes responsáveis pela lucratividade e pelo status da companhia.
Anteriormente eram feitos seguros simplesmente. Não havia essa preocupação de ir lá ver o que estava sendo segurado. A gente simplesmente estava segurando uma refinaria.
A gente estava segurando "n" plataformas, mas a gente não ia lá. Hoje a gente vai até lá acompanhando esses seguradores. Eles dão uma nota global e à medida que essa nota vai melhorando, a gente vai pagando um prêmio menor. Ou seja, a gente está reduzindo um custo financeiro da companhia. Isso com o SMS, que é um outro grande órgão que veio somar, melhorar as condições de trabalho e, juntamente, com isso melhorar as condições de segurança dos trabalhadores em plataformas e refinarias.
Eu não tenho relação com o sindicato, não. E não discuto essas questões com o Sindicato dos Petroleiros. O nosso trabalho é corporativo. É uma decisão de diretoria, de governantes.
Porque depois desses últimos acidentes que teve, a Petrobras está se preocupando muito com a segurança. Foram dois acidentes terríveis. Um foi a P-36, exatamente quando eu entrei na companhia, estava com alguns dias aqui, e a gente teve esse acidente. Que foi público e notório. Infelizmente a gente perdeu uns colegas em uma explosão e a P-36 afundou. A partir daí, a companhia passou a se preocupar ainda mais. Ela sempre se preocupou, mas a partir daí a gente percebeu que todos nós éramos responsáveis pela segurança de todos nós. Quer dizer, a área de Seguros, hoje, não é simplesmente segurar um bem. É segurar um bem e ver a qualidade. Ver como está a qualidade de vida em uma plataforma, em uma refinaria, principalmente as condições de segurança. Se existe alguma coisa que a gente possa fazer para ajudar. Vamos supor, o re-segurador, ele nos recomenda, vai e faz uma recomendação geral: "Ó, você tem que melhorar isso dentro da sua área de trabalho, porque assim você está melhorando a segurança." Então, a gente passa para o SMS, passa para o Abaste, e esses órgãos vão até lá e se certificam de que aquele trabalho é necessário ser feito. Posteriormente, quando a gente retorna, a gente faz um relatório, e percebe que está havendo uma evolução cultural de segurança que até então a companhia tinha, mas não era uma coisa padronizada. Hoje, o mesmo procedimento que é feito em uma refinaria no Sul é feito em uma refinaria no Sudeste. Ou em uma refinaria fora do Brasil, nossa. Então, hoje é um padrão, a gente está em busca de um padrão internacional de excelência. É o nosso grande desafio e a nossa grande busca.
Esse documento é a primeira apólice de seguros da Petrobras, foi dito pelos meus colegas, aparentemente data de 1957.
Ela segura os navios da companhia, da Fronape. É apólice de seguros da Fronape - Frota Nacional de Petroleiros.
E eu não sei se eles ainda existem, especificamente não é minha área. Porque a gente tem várias pessoas que trabalham com seguros. Eu acredito que dificilmente a gente tenha esses aqui, porque eles já são bastante antigos.
Quando eu cheguei na área, tive que ir para um local e isso aqui estava exposto. E como ia haver uma reestruturação, algumas coisas teriam que ser trocadas de lugar, esse quadro foi retirado e eu resolvi guardá-lo, porque eu acho que um documento como esse não pode se perder. Então, eu resolvi guardar, inclusive as pessoas falaram para mim: "Ah, isso leva para casa. Isso não serve para nada." E realmente iria até levar para casa, mas eu ia me sentir constrangido de sair com um quadro de dentro da companhia. E por coincidência eu guardei. Quando li pela internet que haveria um trabalho de preservação da imagem da companhia, rapidamente entrei em contato, falei que tinha e que gostaria que isso ficasse guardado para nunca se perder.
Porque isso aqui é uma parte viva da memória da companhia. Não pode se perder no resto.
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