As motos elétricas têm ganhado espaço no Brasil com a maior oferta de modelos e crescimento de vendas, mas será que compensam financeiramente? Para Rodrigo Borges Torrealba, CEO da MotoX, é fundamental considerar o custo total de propriedade, que vai além do preço de compra e envolve manutenção, bateria e suporte ao cliente.
Um dos grandes diferenciais das motos elétricas é a manutenção mais simples e barata, elas não usam componentes como óleo ou filtros e, por isso, podem demandar bem menos revisões do que modelos a combustão. Ainda assim, a falta de mão de obra especializada no Brasil pode tornar o atendimento mais lento e caro em algumas regiões.
O item que pesa mais no bolso é a bateria, que pode representar até 40% do valor do veículo e encarece tanto a compra quanto a reposição. Por outro lado, a energia elétrica costuma ser bem mais barata do que combustível, reduzindo o custo por quilômetro rodado e podendo ser vantajoso para quem usa a moto intensamente no dia a dia, desde que haja infraestrutura e bom suporte pós-venda.