O setor de construção civil brasileiro enfrenta um ambiente de crédito restrito e juros em níveis elevados em 2025, fatores que complicam o desenvolvimento de projetos e a produção de novas unidades habitacionais. Dados de entidades do setor indicam quedas expressivas no financiamento imobiliário voltado à produção, com retração de 63% nos primeiros cinco meses do ano em comparação ao mesmo período de 2024, conforme levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e de instituições financeiras.
A taxa básica de juros da economia, a Selic, permanece em torno de 15% ao ano, patamar que não era observado há mais de duas décadas e que encarece o crédito tanto para consumidores quanto para empresas. Essa configuração eleva o custo do financiamento imobiliário e dificulta o acesso a recursos para novos empreendimentos.
Camila Aichinger, economista com experiência no mercado financeiro e em posições executivas, afirma que a combinação de restrição de crédito com juros altos tem efeitos práticos sobre a atividade dos construtores e sobre o consumidor final. Ela observa que menos linhas de crédito e custos mais elevados reduzem a viabilidade econômica de projetos, especialmente nos segmentos que dependem fortemente de financiamento bancário para a produção e venda de imóveis.
Relatórios setoriais mostram que o número de unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) caiu de mais de 65 mil para cerca de 24 mil entre os primeiros cinco meses de 2024 e 2025, enquanto o valor total financiado foi reduzido pela metade no mesmo período. Essa queda afeta diretamente a capacidade de construtoras planejarem e executarem obras, além de pressionar o ritmo de lançamentos imobiliários.
A restrição ao crédito não se limita à produção imobiliária, mas também influencia as expectativas do consumidor. O custo mais alto do financiamento torna a compra de imóveis mais...
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O setor de construção civil brasileiro enfrenta um ambiente de crédito restrito e juros em níveis elevados em 2025, fatores que complicam o desenvolvimento de projetos e a produção de novas unidades habitacionais. Dados de entidades do setor indicam quedas expressivas no financiamento imobiliário voltado à produção, com retração de 63% nos primeiros cinco meses do ano em comparação ao mesmo período de 2024, conforme levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e de instituições financeiras.
A taxa básica de juros da economia, a Selic, permanece em torno de 15% ao ano, patamar que não era observado há mais de duas décadas e que encarece o crédito tanto para consumidores quanto para empresas. Essa configuração eleva o custo do financiamento imobiliário e dificulta o acesso a recursos para novos empreendimentos.
Camila Aichinger, economista com experiência no mercado financeiro e em posições executivas, afirma que a combinação de restrição de crédito com juros altos tem efeitos práticos sobre a atividade dos construtores e sobre o consumidor final. Ela observa que menos linhas de crédito e custos mais elevados reduzem a viabilidade econômica de projetos, especialmente nos segmentos que dependem fortemente de financiamento bancário para a produção e venda de imóveis.
Relatórios setoriais mostram que o número de unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) caiu de mais de 65 mil para cerca de 24 mil entre os primeiros cinco meses de 2024 e 2025, enquanto o valor total financiado foi reduzido pela metade no mesmo período. Essa queda afeta diretamente a capacidade de construtoras planejarem e executarem obras, além de pressionar o ritmo de lançamentos imobiliários.
A restrição ao crédito não se limita à produção imobiliária, mas também influencia as expectativas do consumidor. O custo mais alto do financiamento torna a compra de imóveis mais onerosa e pode levar a cancelamentos ou adiamentos de aquisição, pressionando o desempenho de vendas e a confiança dos empresários do setor.
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