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Por: Museu da Pessoa, 31 de outubro de 2013

Renovar a vida

Esta história contém:

Renovar a vida

Minha infância foi muito divertida, interior, né, que tudo era tranquilo, tinha sítio, tomar banho de rio, o Rio Jaguari, porque é perto do Rio Jaguari minha cidade, né, muito legal, muito boa, minha infância a gente brincava de pular corda, jogar bola no meio da rua com a meninada toda, e também tinha o estudo que a gente preservava muito, o meu pai, ele queria que a gente estudasse, todo mundo, mas nem todo mundo estudou, teve o fim de estudar, porque minha mãe faleceu muito cedo. Minha mãe faleceu eu tinha 13 anos, então fomos criados só por pai, aí fica um negócio mais...

Eu vim para Fortaleza porque eu passei no concurso dos Correios, aí comecei a trabalhar o interior e, como eu arranjei um namorado e noivei, casei, e ele morava aqui em Fortaleza, aí seria mais ideal a gente vir pra Fortaleza, aí vim pra cá em 78. Eu era só estudante na minha cidade e não tinha emprego, e meu pai também não tinha muitas posses, na atual idade que eu já tinha, né, 22, 23 anos. E tudo na pracinha, com um bocado de amiga, aí chega, que naquele tempo quando o correio ia procurar gente no interior ele procurava primeiro chefe da cidade, que era o prefeito pra indicar o pessoal pra fazer as provas, né? Aí nessa me chamaram, foram selecionadas dez moças pra vir fazer as provas e eu passei.

Hoje eu tenho 35 anos de Correios são tantas histórias porque eu já passei por tanta agência, eu fui atendente, fui gerente, fui supervisora e agora eu sou auxiliar, mas, assim, marcante, marcante mesmo, tem muita confusão em balcão de cliente, né, que às vezes a gente trabalhava com cliente de balcão. Aconteceu uma quando eu trabalhava na agência do Benfica, uma vez o cliente, a gente tem um tipo de encomenda que a pessoa quando ia pagar, passasse do prazo, pagava uma taxa de armazenamento, né? Aí na época ele achava que eu ia cobrar, mas ia que ficar pra mim, não era, o dinheiro, né, aí eu fiquei revoltada e discuti com ele porque estava na frente de...

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Dados de acervo

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P/1 – Carmem, você pode falar seu nome completo, local e data de nascimento?

R – Carmem Helena de Oliveira Silva, nasci no dia 16 de julho de 1955 e sou natural de Jaguaruana, Ceará.

P/1 – Seus pais são de Jaguaruana?

R – Meus pais são de Jaguaruana, mas já falecidos.

P/1 – Seu pai e sua mãe?

R – Pai e mãe.

P/1 – Como que é o nome do seu pai?

R – Meu pai era um nome tão interessante, é Suterlando Rebouças de Oliveira, e minha mãe Maria Estecilda de Oliveira.

P/1 – Da onde saiu esse nome do seu pai?

R – Olha, sinceramente eu não sei te dizer.

P/1 – Como é que é?

R – Su-ter-lan-do.

P/1 – Suterlando?

R – Isso, Rebouças de Oliveira, sinceramente não, a origem nós não sabemos e, porque quando a gente veio começar a entender mais de origem de pessoas, né, aí não tinha mais como, gente do interior não procura muito se informar muito, assim, né, o que é, né?

P/1 – Quando que vocês saíram de Jaguaruana e vieram pra Fortaleza?

R – Não, o meu vai sempre morou lá, até, meu pai morou lá sempre, né, até falecer, que foi em 2006 e eu saí de Jaguaruana em 78.

P/1 – Quantos anos você tinha quando você saiu de Jaguaruana?

R – Vinte e três, por aí assim, 23 e meio mais ou menos.

P/1 – Como é que foi a sua infância em Jaguaruana?

R – Ah, minha infância foi ótima, foi ótima, muita, muito divertido, interior, né, que tudo era tranquilo, era, tinha sítio, tomar banho de rio, o Rio Jaguari, porque é perto do Rio Jaguari minha cidade, né, muito legal, muito boa, minha infância muito legal.

P/1 – Quais eram suas brincadeiras de infância?

R – Ih, brincadeira de pular corda, jogar bola no meio da rua com a meninada toda, total, né, e também tinha o estudo que a gente preservava muito, né, o meu pai, ele queria que a gente estudasse, todo mundo, né, mas nem todo mundo estudou, teve o fim de estudar, porque minha mãe faleceu muito cedo, né? Minha mãe faleceu eu tinha 13...

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