P/1 – Carmem, você pode falar seu nome completo, local e data de nascimento?
R – Carmem Helena de Oliveira Silva, nasci no dia 16 de julho de 1955 e sou natural de Jaguaruana, Ceará.
P/1 – Seus pais são de Jaguaruana?
R – Meus pais são de Jaguaruana, mas já falecidos.
P/1 – Seu pai e sua mãe?
R – Pai e mãe.
P/1 – Como que é o nome do seu pai?
R – Meu pai era um nome tão interessante, é Suterlando Rebouças de Oliveira, e minha mãe Maria Estecilda de Oliveira.
P/1 – Da onde saiu esse nome do seu pai?
R – Olha, sinceramente eu não sei te dizer.
P/1 – Como é que é?
R – Su-ter-lan-do.
P/1 – Suterlando?
R – Isso, Rebouças de Oliveira, sinceramente não, a origem nós não sabemos e, porque quando a gente veio começar a entender mais de origem de pessoas, né, aí não tinha mais como, gente do interior não procura muito se informar muito, assim, né, o que é, né?
P/1 – Quando que vocês saíram de Jaguaruana e vieram pra Fortaleza?
R – Não, o meu vai sempre morou lá, até, meu pai morou lá sempre, né, até falecer, que foi em 2006 e eu saí de Jaguaruana em 78.
P/1 – Quantos anos você tinha quando você saiu de Jaguaruana?
R – Vinte e três, por aí assim, 23 e meio mais ou menos.
P/1 – Como é que foi a sua infância em Jaguaruana?
R – Ah, minha infância foi ótima, foi ótima, muita, muito divertido, interior, né, que tudo era tranquilo, era, tinha sítio, tomar banho de rio, o Rio Jaguari, porque é perto do Rio Jaguari minha cidade, né, muito legal, muito boa, minha infância muito legal.
P/1 – Quais eram suas brincadeiras de infância?
R – Ih, brincadeira de pular corda, jogar bola no meio da rua com a meninada toda, total, né, e também tinha o estudo que a gente preservava muito, né, o meu pai, ele queria que a gente estudasse, todo mundo, né, mas nem todo mundo estudou, teve o fim de estudar, porque minha mãe faleceu muito cedo, né? Minha mãe faleceu eu tinha 13...
Continuar leitura
P/1 – Carmem, você pode falar seu nome completo, local e data de nascimento?
R – Carmem Helena de Oliveira Silva, nasci no dia 16 de julho de 1955 e sou natural de Jaguaruana, Ceará.
P/1 – Seus pais são de Jaguaruana?
R – Meus pais são de Jaguaruana, mas já falecidos.
P/1 – Seu pai e sua mãe?
R – Pai e mãe.
P/1 – Como que é o nome do seu pai?
R – Meu pai era um nome tão interessante, é Suterlando Rebouças de Oliveira, e minha mãe Maria Estecilda de Oliveira.
P/1 – Da onde saiu esse nome do seu pai?
R – Olha, sinceramente eu não sei te dizer.
P/1 – Como é que é?
R – Su-ter-lan-do.
P/1 – Suterlando?
R – Isso, Rebouças de Oliveira, sinceramente não, a origem nós não sabemos e, porque quando a gente veio começar a entender mais de origem de pessoas, né, aí não tinha mais como, gente do interior não procura muito se informar muito, assim, né, o que é, né?
P/1 – Quando que vocês saíram de Jaguaruana e vieram pra Fortaleza?
R – Não, o meu vai sempre morou lá, até, meu pai morou lá sempre, né, até falecer, que foi em 2006 e eu saí de Jaguaruana em 78.
P/1 – Quantos anos você tinha quando você saiu de Jaguaruana?
R – Vinte e três, por aí assim, 23 e meio mais ou menos.
P/1 – Como é que foi a sua infância em Jaguaruana?
R – Ah, minha infância foi ótima, foi ótima, muita, muito divertido, interior, né, que tudo era tranquilo, era, tinha sítio, tomar banho de rio, o Rio Jaguari, porque é perto do Rio Jaguari minha cidade, né, muito legal, muito boa, minha infância muito legal.
P/1 – Quais eram suas brincadeiras de infância?
R – Ih, brincadeira de pular corda, jogar bola no meio da rua com a meninada toda, total, né, e também tinha o estudo que a gente preservava muito, né, o meu pai, ele queria que a gente estudasse, todo mundo, né, mas nem todo mundo estudou, teve o fim de estudar, porque minha mãe faleceu muito cedo, né? Minha mãe faleceu eu tinha 13 anos, né, então fomos criados só por pai, aí fica um negócio mais...
P/1 – Quantos filhos?
R – Dez filhos.
P/1 – Você é qual nessa escada?
R – Eu sou a nona, a nona não, a segunda, né, a segunda, a nona, a segunda mais velha, né, da mais velha, eu sou a segunda, segunda nascida, né?
P/1 – Quando que você decidiu vir pra Fortaleza?
R – Pra Fortaleza eu vim porque eu passei no concurso dos Correios, né, aí comecei a trabalhar o interior e, como eu arranjei um namorado e noivei, casei, e ele morava aqui em Fortaleza, aí seria mais ideal a gente vir pra Fortaleza, aí vim pra cá em 78.
P/1 – Por que você, como é que foi, como é que você soube desse concurso dos Correios?
R – Dos Correios? Ai, foi muito interessante, pelo menos no meu foi interessante porque eu era só estudante na minha cidade e não tinha emprego, e meu pai também não tinha muitas posses, né, na atual idade que eu já tinha, né, 22, 23 anos. E tudo na pracinha, com um bocado de amiga, aí chega, que naquele tempo quando o correio ia procurar gente no interior ele procurava primeiro chefe da cidade, que era o prefeito, né, pra indicar o pessoal pra fazer as provas, né? Aí nessa me chamaram, aí foram selecionadas dez moças pra vir fazer as provas e eu passei.
P/1 – Por que você foi indicada?
R – Eu não sei, não sei, tava assim, procuraram as meninas, várias colegas minhas e: “Vamos fazer a prova” e viemos pra Fortaleza, fizemos a prova aqui em Fortaleza e eu passei.
P/1 – Pra que era a prova?
R – Pra, na minha época lá pro interior era pra ser a gerente da agência dos Correios, né, porque o gerente atual ia sair, né, aí era pra ser o gerente da agência na época, foi minha felicidade, minha sorte, até hoje.
P/1 – Como foi seu primeiro dia de trabalho?
R – Olha, quando eu passei eu passei um mês aqui em Fortaleza fazendo treinamento, né, quando foi assumir, foram me deixar, foi tranquilo, né, muito tranquilo porque eu sempre uma pessoa muito atenciosa pra aprender as coisa e pra não ter problema lá na minha vida. Foi normal, foi uma, um primeiro dia de trabalho bom, trabalhei lá só um ano e oito meses, depois vim pra cá, aí foi muito legal.
P/1 – Quantos anos você tá já nos Correios?
R – Eu vou fazer 37, no dia 8 de janeiro eu faço 37 anos de Correios.
P/1 – Conta uma história marcante sua aqui nos Correios.
R – História marcante nos Correios.
P/1 – Deve ter tantas nesses 35 anos.
R – Menina, tem muito, porque eu já passei por tanta agência, eu fui atendente, fui gerente, fui supervisora e agora eu sou auxiliar, mas, assim, marcante, marcante mesmo, tem muita confusão em balcão de cliente, né, que às vezes a gente trabalhava com cliente de balcão, mas marcante mesmo eu não to lembrando.
P/1 – Conta uma confusão com cliente.
R – Olha, aconteceu quando eu trabalhava na agência do Benfica, uma vez o cliente, a gente tem um tipo de encomenda que a pessoa quando ia pagar, passasse do prazo, pagava uma taxa de armazenamento, né? Aí na época ele achava que eu ia cobrar, mas ia ficar pra mim, não era, o dinheiro, né, aí eu fiquei revoltada e discuti com ele porque tava na frente de todo mundo lá na agência, né? E era uma coisa que a gente pregava o selo, carimbava na frente do cliente, e ele ainda dizia que era, que não era correto, essas confusãozinhas de sempre, mas marcante mesmo não tem muito, não, muito tranquilo minha passagem de 37 anos pelo correio.
P/1 – Como é que foi sair de Jaguaruana e morar em Fortaleza, essa mudança como foi pra você?
R – Olha, foi, no começo foi muito complicado, né, porque novata no correio, a bem dizer, né, meu marido já era funcionário público federal, né, mas daí tinha as dificuldades de mudança, de transferência, né, mas foi tranquilo. Eu passei, cheguei aqui em Fortaleza, fui morar no Antônio Bezerra, depois fui morar na Gentilândia, aí depois fui pra Antônio Bezerra novamente, hoje to no Quintino Cunha, mas foi tranquilo, minha vinda pra cá foi boa, foi muito boa. Foi boa porque se eu tivesse ficado lá no interior talvez não tivesse sido tão proveitoso, né, porque meu pai, na época também meu pai bebia, né, e fazia muita arruaça, aquelas coisas de interior, mas foi relevante pra mim ter vindo pra cá, foi bom.
P/1 – O que você, olhando sua trajetória tem alguma coisa que você faria diferente, olhando a sua vida pra trás?
R – Olha, nada, eu acho que não faria nada diferente, faria tudo do mesmo jeito se possível porque minha vida eu não tenho nada que dizer, tenho que agradecer a Deus, né, passei muita experiência. Porque eu em 2000, no ano de 2000 eu tive um diagnóstico de câncer de mama, que eu fui, fiz a cirurgia, tirei a mama e fiz tratamento e foi como fosse assim, eu renovar minha vida novamente, entendeu? Porque eu acho que quando a gente tem um problema desse a gente não tem que ficar chorando nem lamentando, tem é que correr atrás e viver, né, mas a minha vida foi excelente.
P/1 – Você quando mudou da sua cidade e veio pra cá você escrevia carta pros seus parentes?
R – Escrevia cartão.
P/1 – Você lembra das cartas, cartões?
R – Escrevia pros meus irmãos que moram em São Paulo, escrevia, tinha tia que morava em Natal, escrevia sim, ainda hoje eu ainda escreve, ainda mando cartão de natal, não falo só por email, essas coisas, eu mando cartão de natal postado pelo correio.
P/1 – Tem alguma carta ou cartão que você guarda até hoje?
R – Não, tenho mais não, não tenho porque na época que eu morei no Jardim América tinha, na minha rua tinha um canal que alagava, né, aí quando chovia muito alagava e nesse meio tempo, quando alagou pegou as gavetas tudo do guarda-roupa, das estantes, destruiu tudo, ficou tudo dentro da lama, aí eu não guardei nada, não guardei nada, infelizmente não tenho nenhuma lembrança de carta que eu mandei nesse tempo.
P/1 – Você tem alguma coisa que você queira deixar registrado desses seus 35 anos de Correios?
R – Olha, eu já sou aposentada, né, há seis anos, por tempo de serviço, gosto muito do correio e ele foi, ele foi assim, tudo o que eu tenho na vida hoje eu devo ao correio e ao meu marido, né, e que eu pretendo ainda ficar muito tempo e que eu adoro trabalhar nos Correios.
P/1 – Tá ok, obrigada.
R – Nada.
FINAL DA ENTREVISTA
Recolher