O automobilismo brasileiro celebrou em 2025, oito décadas após a inauguração de Autódromo José Carlos Pace (mais conhecido como Interlagos), um legado que começou nos anos 1930, com o Autódromo de São Paulo (chamado Rio Preto), considerado o primeiro autódromo do país. Ao longo dos anos, diversos circuitos, com traçados e desafios distintos, ajudaram a moldar gerações de pilotos.
Para o ex-piloto e campeão nacional Renato Conill, a engenharia de cada pista foi essencial para o crescimento do esporte no Brasil. Ele destaca que “cada pista brasileira nasceu dentro de um contexto tecnológico e urbano específico, e isso definia o tipo de piloto que ela formava”.
Das corridas de rua aos autódromos
O primeiro autódromo construído, o Autódromo de São Paulo, com 3,2 km, seguia os padrões europeus da época. Embora tenha sido desativado em 1940, ele marcou a transição das corridas em ruas para circuitos fechados. Essa mudança trouxe mais segurança e padronização: curvas técnicas, áreas de escape e velocidade controlada. “Quando o Brasil começa a abandonar as corridas em vias públicas e passa para circuitos definidos, o esporte muda de patamar”, afirma Conill.
Interlagos: o grande símbolo
Inaugurado em 1940 e reformado em 1990, Interlagos sofreu transformações drásticas: de um traçado de 7.960 m (um dos maiores do mundo na época) para os atuais 4.309 m, adaptando-se aos padrões de segurança da Fórmula 1.
Conill ressalta que Interlagos continua exigindo muito dos pilotos: leitura atenta das elevações, controle do desgaste dos pneus e preparação para mudanças climáticas repentinas. Segundo ele, “nenhum piloto passava por Interlagos sem evoluir tecnicamente”.
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