A reforma tributária brasileira aprovada em 2023 e em fase de regulamentação deve começar a produzir efeitos práticos em 2026, especialmente para empresas de serviços. Essa nova estrutura muda o regime atual de PIS/Cofins para um modelo baseado em Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) com alíquotas uniformes, estimadas entre 25% e 27%, o que pode elevar a carga tributária para setores intensivos em mão de obra e sem créditos fiscais significativos.
Renan Lemos Villela, advogado tributarista, destaca que essa transição exigirá reorganização interna nas empresas, revisão de contratos e ajuste nos custos operacionais, pois a falta de crédito tributário tende a impactar negativamente a competitividade de prestadores de serviços em comparação a empresas que dependem mais de insumos. Há projeções de que parte desses custos será repassada aos consumidores, variando conforme a elasticidade da demanda e o modelo de negócios de cada setor.
Além disso, a reforma fortalece a necessidade de maior controle fiscal e compliance, com sistemas internos digitalizados e planejamento tributário estratégico. Empresas com contratos de longo prazo podem enfrentar desafios imediatos caso não incluam cláusulas de reequilíbrio tributário, e a fase de adaptação até 2033 deve trazer interpretações e regulamentações adicionais que influenciarão a competitividade setorial.